CONSAGRAÇÃO DE PORTUGAL

ao

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

 

      .

 

 

BÊNÇÃO ESPECIAL è   =

 

 

ÍNDICE

l A Consagração e o Recurso a Deus è

l As Consagrações de Portugal è

(l) A Consagração Episcopal de 1931 è

(l) A Consagração Episcopal de 1938 è

(l) A Consagração Presidencial de 1975 è

(l) A Consagração Real de 1998 è

(l) As Consagrações Reais subsequentes è

l O Pedido de Consagração de Portugal em 1975 è

l A Consagração de Portugal de 1975 feita pelo Presidente da República è

l A Consagração de Portugal de 1998 feita pelo Senhor Dom Duarte de Bragança è

l A Consagração Real de Portugal de 2001 è

l A Consagração Real de Portugal de 2002 è

l CONCLUSÕES  è

 

l A Consagração e o Recurso a Deus l é

O grande problema da humanidade neste presente século, foi rejeitar por completo a Teocracia e optado declaradamente pela Democracia, sendo este último um regime político onde julgam erradamente os povos, que são eles quem assim mandam e detêm as rédeas do poder. Este foi o erro crasso com que os povos da Terra foram ludibriados. A prova de que foram enganados, é de que vivem descontentes, explorados, infelizes, em perigo constante nas suas próprias terras, e já não sabem o que hão-de fazer para resolverem os problemas que os rodeiam, já que aqueles que foram eleitos para governar estão da mesma forma impotentes para resolver os mesmos problemas que a todos afligem.

O erro de aceitar ser dirigido por homens que sempre adoptaram soluções do mesmo tipo, faz parte da mesma decisão de abandonar o dirigir das suas vidas a quem tem poder para o fazer, ou seja, a Deus, nosso Criador, e a quem todo o Universo está submetido.

Os governantes mundiais, defensores de diferentes regimes políticos, tendo optado por soluções com objectivos distintos e utilizando metodologias diferente, sempre no entanto se colocaram ao mesmo nível de intervenção, ou seja a um nível meramente material. Com este material, quero dizer exactamente o que a palavra significa no seu primeiro sentido, a nível da matéria.

O optar por um nível diferente de intervenção, e anteriormente por um nível diferente de análise e de explicação dos factos, torna-se hoje evidente e imprescindível, já que todas as anteriores análises e soluções falharam redondamente até a presente data.

Esta tentativa exige coragem e um novo tipo de conhecimentos, que tendo estado sempre ao alcance do homem, este nunca os quis utilizar, julgando que pela sua natureza e simplicidade nunca seriam capazes de resolver os problemas, até porque todo o processo nunca foi evidente e comprovável pelos métodos científicos de que o homem na generalidade tanto gostou sempre de utilizar. Daqui partiu o grande erro da humanidade, que conduziu ao descalabro total em que vivemos.

O ambiente e meio de intervenção não pode ser encarado como até aqui, simplesmente no campo material, social, económico, cultural, como até hoje. Daqui todas as soluções terem falhado e ainda por cima a situação ter piorado, se ter deteriorado. Tem-se que encontrar soluções novas, que tenham intervenção no campo espiritual, exactamente o que tem sido deixado de parte até agora.

Mesmo analisando objectivamente a história, este foi um campo sempre deixado de lado e que deve em desespero de causa, ser abordado e lhe ser dada uma oportunidade para aí ser encontrada a solução.

Hoje, como em situações extremas do passado da história da humanidade, em que os homens já não sabiam mais o que fazer, voltaram-se para Deus, e só nEle encontraram auxílio e protecção.

Inúmeras descrições destas situações ocorreram na história, das quais as mais faladas foram sem dúvida:

- Quando o Povo escolhido na sua fuga do Egipto para a terra prometida, era perseguido pelo exército do faraó, e já nada parecia poder salvá-lo, Deus intervém, abre o Mar Vermelho para o Povo passar, e depois, quando entra o exército pelo leito do Mar Vermelho a dentro, Deus fecha de novo as águas, morrendo assim todos os homens do faraó.

Êxodo 14,15-28

 15 Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? diz aos filhos de Israel que marchem.

16 E tu, levanta a tua vara, e estende a mão sobre o mar e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco.

17 Eis que eu endurecerei o coração dos egípcios, e estes entrarão atrás deles; e glorificar-me-ei em Faraó e em todo o seu exército, nos seus carros e nos seus cavaleiros.

18 E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando me tiver glorificado em Faraó, nos seus carros e nos seus cavaleiros.

19 Então o anjo de Deus, que ia adiante do exército de Israel, se retirou e se pôs atrás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles e se pôs atrás,

20 colocando-se entre o campo dos egípcios e o campo dos israelitas; assim havia nuvem e trevas; contudo aquela clareava a noite para Israel; de maneira que em toda a noite não se aproximou um do outro.

21 Então Moisés estendeu a mão sobre o mar; e o Senhor fez

retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite, e fez do mar

terra seca, e as águas foram divididas.

22 E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes qual muro à sua direita e à sua esquerda.

23 E os egípcios os perseguiram, e entraram atrás deles até o meio do mar, com todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros.

24 Na vigília da manhã, o Senhor, na coluna do fogo e da nuvem, olhou para o campo dos egípcios, e alvoroçou o campo dos egípcios;

25 embaraçou-lhes as rodas dos carros, e fê-los andar dificultosamente; de modo que os egípcios disseram: Fujamos de diante de Israel, porque o Senhor peleja por eles contra os egípcios.

26 Nisso o Senhor disse a Moisés: Estende a mão sobre o mar, para que as águas se tornem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros.

27 Então Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar retomou a sua força ao amanhecer, e os egípcios fugiram de encontro a ele; assim o Senhor derribou os egípcios no meio do mar.

28 As águas, tornando, cobriram os carros e os cavaleiros, todo o exército de Faraó, que atrás deles havia entrado no mar; não ficou nem sequer um deles.

 - No cerco de Jericó, bastou o Povo fazer o que Deus lhe mandou, e as muralhas da cidade caíram a seus pés.

Josué 6,1-5;6,20

 1 Ora, Jericó se conservava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía nem entrava.

2 Então disse o Senhor a Josué: Olha, entrego na tua mão Jericó, o seu rei e os seus homens valorosos.

3 Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, contornando-a uma vez por dia; assim fareis por seis dias.

4 Sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifres de carneiros adiante da arca; e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas.

5 E será que, fazendo-se sonido prolongado da trombeta, e ouvindo vós tal sonido, todo o povo dará um grande brado; então o muro da cidade cairá rente com o chão, e o povo subirá, cada qual para o lugar que lhe ficar defronte.

20 Gritou, pois, o povo, e os sacerdotes tocaram as trombetas; ouvindo o povo o sonido da trombeta, deu um grande brado, e o muro caiu rente com o chão, e o povo subiu à cidade, cada qual para o lugar que lhe ficava defronte, e tomaram a cidade.

 - Quando Nínive estava para ser destruída por castigo, Deus mandou Jonas avisar a cidade. Os seus habitantes, incluindo seu Rei acreditaram, converteram-se e fizeram penitência. Deus poupou a cidade de ser destruída.

Jonas 3,5-10

 5 E os homens de Nínive creram em Deus; e proclamaram um jejum, e vestiram-se de saco, desde o maior deles até o menor.

6 A notícia chegou também ao rei de Nínive; e ele se levantou do seu trono e, despindo-se do seu manto e cobrindo-se de saco, sentou-se sobre cinzas.

7 E fez uma proclamação, e a publicou em Nínive, por decreto do rei e dos seus nobres, dizendo: Não provem coisa alguma nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas; não comam, nem bebam água;

8 mas sejam cobertos de saco, tanto os homens como os animais, e clamem fortemente a Deus; e convertam-se, cada um do seu mau caminho, e da violência que há nas suas mãos.

9 Quem sabe se voltará Deus, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos?

10 Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho, e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria, e não o fez.

 - Quando S. Pedro estava na prisão e foi solto por um anjo enviado por Deus.

Actos 12,7-11

 7 E eis que sobreveio um anjo do Senhor, e uma luz resplandeceu na prisão; e ele, tocando no lado de Pedro, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias.

8 Disse-lhe ainda o anjo: Cinge-te e calça as tuas sandálias. E ele o fez. Disse-lhe mais; Cobre-te com a tua capa e segue-me.

9 Pedro, saindo, o seguia, mesmo sem compreender que era real o que se fazia por intermédio do anjo, julgando antes que era uma visão.

10 Depois de terem passado a primeira e a segunda sentinela, chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, a qual se lhes abriu por si mesma; e tendo saído, passaram uma rua, e logo o anjo se apartou dele.

11 Pedro então, tornando a si, disse: Agora sei verdadeiramente que o Senhor enviou o seu anjo, e me livrou da mão de Herodes e de toda a expectativa do povo dos judeus.

 

Mas estes factos não se verificaram só nos tempos Bíblicos e nos primórdios do Cristianismo. Eles vêm acontecendo ao longo de toda a história até os presentes dias.

Aqui mesmo em Portugal, A Consagração obteve dos Céus notáveis acontecimentos desde 1931 até o pós revolução de 25 de Abril de 1975.

 

 

l As Consagrações de Portugal l é

 

Quando o Povo Português pediu ajuda, por intercessão da Virgem Maria, para o livrar do comunismo, Deus interveio prontamente… tal como na Áustria já tinha sucedido.

Portugal foi por diversas vezes Consagrado ao Imaculado Coração de Maria, podendo-se considerar que a primeira das vezes foi em 1931, e as seguintes, foram renovamentos desta Consagração feita conjuntamente pelos Bispo Portugueses.

 

(l) A Consagração Episcopal de 1931 é

            A 13 de Maio de 1931, numa cerimónia oficial em Fátima, na presença dos 300.000 fiéis, os Bispos portugueses consagraram solenemente Portugal ao Imaculado Coração de Maria. Portugal ficou assim sob a protecção de Nossa Senhora, poupando a nação ao controlo comunista que estava a alastrando na Europa, e especialmente em Espanha.

Logo após esta Consagração, Portugal saiu do caos em que os republicanos maçónicos tinham lançado o país, e estabeleceu a Concordata com a Igreja Católica, verificando-se uma guerra aberta contra o comunismo que ameaçava invadir toda a Europa, e que acabou por tomar conta de Espanha, onde se desencadeou um sangrenta guerra civil. Deu-se também um aumento exponencial de vocações sacerdotais e o número de religiosos quadruplicou em 10 anos. Este Renascimento Católico atingiu tais proporções que, os Bispos portugueses  declararam em 1942 numa Carta Pastoral Colectiva para o Jubileu das Aparições em 1942:

"Quem tivesse fechado os olhos há vinte e cinco anos e os abrisse agora, já não reconheceria Portugal, tão vasta foi a transformação operada pelo factor modesto e invisível da Aparição da Santíssima Virgem em Fátima. De facto, Nossa Senhora quer salvar Portugal".

 

(l) A Consagração Episcopal de 1938 é

A 13 de Maio de 1938, novamente numa cerimónia oficial em Fátima, cumpriram a promessa feita em 1936, e consagraram solenemente Portugal ao Imaculado Coração de Maria. Desta vez as Graças alcançadas do Céu, foram comentadas pelo então Cardeal Cerejeira da seguinte maneira:

“Desde que Nossa Senhora de Fátima apareceu em 1917 ... desceu sobre a terra de Portugal uma bênção especial de Deus ... especialmente se pensarmos os dois anos que passaram desde a nossa promessa, não podemos deixar de reconhecer que a mão invisível de Deus protegeu Portugal, poupando-o ao flagelo da guerra e à lepra do Comunismo ateu”.

 

Até o Papa Pio XII comentou:

"O Perigo Vermelho, tão ameaçador e tão perto de vós, foi todavia evitado de forma tão inesperada."

 

Foi em Setembro de 1938 que foi declarada a Segunda Grande Guerra Mundial, da qual Portugal escapou milagrosamente.

Numa carta da Irmã Lúcia para o seu Bispo, datada de 6 de Fevereiro de 1938 dizia:

"Nesta guerra horrível, Portugal seria poupado por causa da Consagração Nacional ao Imaculado Coração de Maria, feita pelos Bispos."

Em plena Guerra Mundial, a 2 de Dezembro de 1940, a Irmã Lúcia escreveu ao Papa Pio XII, para lhe dizer que Portugal estava recebendo uma protecção especial durante a guerra, que teria sido estensiva a outras nações, se os Bispos tivessem consagrado os seus países ao Imaculado Coração de Maria. Dizia nessa carta:

“Santíssimo Padre, Nosso Senhor promete uma protecção especial ao nosso país nesta guerra, devido à consagração da nação, pelos Prelados portugueses, ao Imaculado Coração de Maria; como prova das graças que teriam sido concedidas a outras nações, se estas também se tivessem consagrado a Ela”. 

Da mesma maneira, o Cardeal Cerejeira, Patriarca de Lisboa, não hesitou em atribuir a Nossa Senhora de Fátima as grandes Graças obtidas por Portugal nesse período. Em 13 de Maio de 1942, escreveu:

“Para exprimir o que tem acontecido nestes últimos vinte e cinco anos, o vocabulário português só tem uma palavra: Milagre. Sim, estamos firmemente convencidos de que devemos a maravilhosa transformação de Portugal à protecção da Santíssima Virgem”.

            O Cardeal Cerejeira acrescentou ainda que as Graças miraculosas que Nossa Senhora alcançou para Portugal, devido às Consagrações ao Seu Imaculado Coração, prefiguravam o que Ela faria pelo mundo inteiro, depois que a Rússia fosse devidamente Consagrada ao Seu Imaculado Coração:

"O que teve lugar em Portugal proclama o Milagre. E prefigura o que o Imaculado Coração de Maria preparou para o mundo."

Estas Consagrações de 1931 e 1938, feitas pelo Episcopado Português, segundo o Santuário de Fátima, foram renovadas em 1956, 1957, 1975, 1981, 1983 e 1992.

 

 (l) A Consagração Presidencial de 1975 é

Para além da Renovação da Consagração feita pelo Episcopado em 1975 em Fátima, houve uma Consagração solene feita pelo então Presidente da República, General Francisco da Costa Gomes, a 14 de Setembro de 1975, e de que falarei em seguida.

 

(l) A Consagração Real de 1998 é

No espírito da Consagração de 1975, foi também feita por Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte de Bragança a Consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria em 8 de Junho de 1998, de que falarei adiante.

 

(l) As Consagrações Reais subsequentes é

Nos anos de 2001 e 2002 SAR o Senhor Dom Duarte voltou a renovar a Consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria, e foram da mesma forma alcançadas  enormes Graças, como veremos a seguir.

Estas Consagrações foram renovadas em anos subsequentes.

 

l O Pedido de Consagração de Portugal em 1975 l é

 

Vivia-se em Portugal o auge da força comunista implantada no período pós-revolução de Abril de 1974.

O Povo é posto em oração através da Cruzada do Terço. São rezados 1milhão de terços por todo o Povo Português que quis aderir.

Após esta extraordinária manifestação do Povo de Portugal é pedida a Consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria. Esta iniciativa parte da Irmã Áurea Soares, e foi levada a cabo no maior segredo.

Para corresponder ao pedido da Consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria, esta teria de ser feita pelo Presidente da República!

É lavrado o texto da Consagração, e as mesmas pessoas que se tinham empenhado a fundo na Cruzada do Terço, iniciam contactos para chegarem à Presidência da República.

O Pergaminho da Consagração foi pintado pelas mãos da Irmã Áurea, fundadora e madre superiora da Congregação da Aliança de Santa Maria, uma freirinha inteiramente dedicada à causa da Virgem Maria.

A audiência com Sua Excelência o Presidente da República, General Francisco da Costa Gomes é marcada através de uma sua sobrinha.

Nessa audiência, todas as grandes apreensões que existiam, foram de imediato dissipadas pela total abertura do Presidente da República e pronta disponibilidade para corresponder ao pedido da Consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria.

 

l A Consagração de Portugal de 1975 l

feita pelo Presidente da República

General Francisco da Costa Gomes

é

 

Em acto solene na sala da Presidência da República e na presença do Secretário Geral da Presidência da República, Sua Excelência o General Francisco da Costa Gomes, Presidente da República Portuguesa, acompanhado da sua esposa, ajoelhou e fez a leitura solene do Pergaminho da Consagração. Depois de ser assinado, o Pergaminho foi lacrado com o selo branco da Presidência da República.

Este acto solene levado a cabo pelo Magistrado Supremo da Nação Portuguesa e em nome de todos os Portugueses, feito num Domingo a 14 de Setembro de 1975, foi preparado e executado no maior dos segredos.

 

Texto da Consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria

Feita pelo Presidente da República de Portugal

General Francisco da Costa Gomes

em 14 de Setembro de 1975

 

Consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria, Mãe de Deus

Santa Maria, Imaculada Conceição, Rainha e

Padroeira das gentes e das terras de Portugal, certo da Vossa particular

amizade ao Povo Português, como primeiro Chefe desta Nação,

entrego e confio

hoje para sempre ao Vosso Coração Imaculado e Materno,

no meu nome pessoal e de todos os portugueses, esta nossa

Pátria, os seus territórios, os seus cidadãos, as almas, os haveres, os trabalhos

e instituições, todas as formas de vida, todos os quadrantes da palpitação nacional.

Aceitai ó Virgem Santa Maria, Mãe de Deus e Mãe Nossa,

Senhora de Portugal, a Pátria Portuguesa, que hoje

Consagro à Vossa Guarda,

certo de que a tomareis para futuro à particular protecção, que sempre

lhe confiastes ao longo de toda a sua História, desde o seu nascimento e nas

horas mais difíceis de seus caminhos.

Prometemos honrar com filial respeito e atenção, as exigências da Vocação

Cristã que os Portugueses têm por Maria desde o berço de Portugal como ao

longo dos oito séculos de sua Vida, e os pedidos que em Fátima deixastes nas nossas

mãos para a Paz e o Bem nosso e de todo o Mundo destes Tempos.

Peço ao Anjo de Portugal, Anjo da Paz,

que em 1917 visitou o seu Povo, que nos tome

com Força de Sua Guarda,

junto da Senhora, Mãe de Deus, e nos

alcance o Bem da Fidelidade e da

Aliança com Sua Graça,

no Seu Querer e na Sua Santa Vontade.

Lacrado com o selo da Presidência da República

Assinado pelo Presidente da República

Francisco da Costa Gomes

Em 14-9-1975

Pergaminho da Consagração de Portugal feita pelo Presidente da República,

General Francisco da Costa Gomes, em 14 de Setembro de 1975

 

Da mesma forma que vimos as Graças derramadas sobre o mundo após cada uma das Consagrações do mundo feitas pelos Papas, e das Graças alcançadas pelas Consagrações de Portugal pelo Episcopado português, também pudemos assistir à importância que teve a Consagração de Portugal feita pelo Presidente da República, General Francisco da Costa Gomes, em 14 de Setembro de 1975. Logo a seguir, no dia 25 de Novembro, dois meses depois da Consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria ter sido feita e aceite pelo Céu, foi derrubado o regime comunista que estava a ser implantado em Portugal, através da valorosa intervenção delineada pelo então presidente da República, General Costa Gomes, e levada a cabo pelo então Tenente-Coronel António Ramalho Eanes, futuro Presidente da República.  

Só 20 anos depois, em 1995, Esta Consagração Presidencial foi tornada pública a um número restrito de pessoas.

Só 22 anos volvidos sobre a Consagração, este verdadeiro tesouro do Povo Português, prova da sua Esperança e da sua Fé na Virgem Maria, Nossa Senhora, ficou disponível para todas as gentes da Terra de Santa Maria, num Fac-simile em papel pergaminho de formato natural (43cm x 57cm).

 

l A Consagração de Portugal de 1998 l

feita pelo

Senhor Dom Duarte de Bragança

é

 

Em 1998, conhecendo o espírito Mariano dos nossos reis, e após se ter começado a divulgar e a incentivar a Consagração de Lisboa ao Sagrado Coração de Jesus, a ser feita por famílias e grupos de oração no Cristo Rei, pedi também ao Senhor Dom Duarte de Bragança que renovasse a Consagração de Portugal, de 1975, ao Imaculado Coração de Maria.

Foi nas vésperas do referendo sobre a legalização do aborto em Portugal. Os comentaristas e as sondagens indicavam uma clara vitória para a corrente pró-abortista. O maçon José Fernandes atreveu-se a dizer: “Mesmo que Deus desça à Terra, o sim à legalização do aborto já ganhou o referendo”.

Os contactos foram desenvolvidos no maior segredo e tiveram da parte do Senhor Dom Duarte de Bragança a aceitação imediata e incondicional.

Com pequeninas alterações de pormenor, só foram acrescentadas algumas palavras com o propósito de retirar o poder à maçonaria e aos erros por ela espalhados, muito em especial o aborto, a eutanásia, o ateísmo e as falsas doutrinas.

A Consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria foi feita na Sé Patriarcal de Lisboa, por SAR o Senhor Dom Duarte de Bragança, que ajoelhou frente ao Santíssimo e à imagem da Virgem Maria que lhe fica sobranceira, no dia 8 de Junho de 1998 pelas 15 horas. Nesta Consagração só esteve presente o Grupo dos Seis e o Padre Pedro, pois o Senhor Dom Duarte pedira a presença de um sacerdote.

Texto da Consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria,

feita em 8 de Junho de 1998

 

Consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria, Mãe de Deus

Santa Maria, Imaculada Conceição, Rainha e Padroeira das gentes e das terras de Portugal, certo da Vossa particular amizade ao Povo Português, como Rei e Monarca desta Nação, Consagro, entrego e confio hoje e para sempre ao Vosso Coração Imaculado e Materno, no meu nome pessoal e de todos os portugueses, esta nossa e Vossa Pátria, os seus territórios, os seus cidadãos, as almas, os haveres, os trabalhos e instituições, todas as formas de vida, todos os quadrantes da palpitação nacional.

Aceitai ó Virgem Santa Maria, Mãe de Deus e Mãe Nossa, Senhora de Portugal, a Pátria Portuguesa, que hoje Consagro à Vossa Guarda, certo de que a tomareis para futuro sob a particular protecção do Vosso Maternal Manto, que sempre lhe confiastes ao longo de toda a sua História, desde o seu nascimento e nas horas mais difíceis de seus caminhos, livrando-a de todos os vossos inimigos e de seus erros.

Prometemos honrar com filial respeito e atenção, as exigências da Vocação Cristã que os Portugueses têm por Vós, Mãe do Céu, desde o berço de Portugal como ao longo dos oito séculos de sua Vida, e os pedidos que em Fátima deixastes nas nossas mãos para a Paz e o Bem nosso e de todo o Mundo destes Tempos.

Peço ao Anjo de Portugal, Anjo da Paz, que em 1916 visitou o seu Povo, que nos tome com a Força de Sua Guarda, junto da Senhora, Mãe de Deus, e nos alcance o Bem da Fidelidade e da Aliança, com Sua Graça, no Seu Querer e na Sua Santa Vontade.

Assinado por SAR o Senhor Dom Duarte de Bragança

Dom Duarte de Bragança

Em 8-6-1998

 

O resultado do Referendo foi absolutamente milagroso, e o referendo deu a vitória à corrente PRÓ-VIDA! Mais uma vez o Céu prevalecera sobre as forças diabólicas dos pró-abortistas.

 

l A Consagração de Portugal de 2001 l

feita pelo

Senhor Dom Duarte de Bragança

é

 

No dia 8 de Dezembro de 2001, deslocou-se a Vila Viçosa, Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte de Bragança, para comemorar a Festa da Imaculada Conceição, o mesmo lugar onde D. João IV entronizou a Virgem Maria como Rainha e Padroeira de Portugal. Certamente, o Senhor Dom Duarte renovou a Consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria, já feita anteriormente na Sé Patriarcal de Lisboa em 1998. O resultado não se fez esperar: a Maçonaria caiu numa derrocada sem precedentes, coisa nunca prevista por nenhum comentador ou sondagem. 

 

l A Consagração de Portugal de 2002 l

feita pelo

Senhor Dom Duarte de Bragança

é

 

No dia 2 de Fevereiro de 2002, na Capelinha das Aparições de Fátima, Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte de Bragança renovou a Consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria, já feita anteriormente na Sé Patriarcal de Lisboa em 1998.

 

 

l CONLCUSÕES l é

 

Com estes exemplos, podemos tirar quatro conclusões fundamentais:

1 - Deus tanto escuta e ajuda povos inteiros como indivíduos isoladamente.

2 - Deus intervém para aniquilar os inimigos do Seu Povo e dos Seus filhos.

3 - Deus modifica os acontecimentos provenientes da Sua Justiça consoante as atitudes dos homens.

4 - A Intercessão dos Santos e muito em especial da Virgem Maria, alcança de Deus tudo aquilo que nós pedimos e que seja para nosso bem e salvação da nossa alma.

Quando humanamente já nada há a fazer, basta Deus intervir, e tudo é possível…

Mas não é só Consagração do País que é importante. Também a nossa própria Consagração o é. Daqui decorre a necessidade de fazermos e repetirmos diariamente a Consagração a Nossa Senhora.

 

Consagração a Nossa Senhora

Ó Senhora minha, ó minha Mãe, eu me ofereço todo(a) a Vós,

e em prova da minha devoção para convosco,

Vos consagro neste dia e para sempre,

os meus olhos, os meus ouvidos, a minha boca, o meu coração

e inteiramente todo o meu ser.

E porque assim sou Vosso(a), ó incomparável Mãe,

guardai-me e defendei-me como propriedade vossa.

Lembrai-Vos que Vos pertenço, terna Mãe, Senhora Nossa.

Ah, guardai-me e defendei-me como coisa própria Vossa

 

ou

Consagração ao Imaculado Coração de Maria

Rainha do Santo Rosário e Mãe Gentil dos homens,

Nós nos consagramos a Vós

E ao Vosso Imaculado Coração,

E Vos encomendamos a nossa Comunidade,

A nossa família, o nosso País e toda a Raça Humana.

Aceitai a nossa Consagração Amada Mãe,

E utilizai-nos como desejardes,

Para cumprir o Vosso desígnio sobre a Terra.

Oh Coração Imaculado de Maria,

Ensinai-nos como fazer que o Coração de Jesus

Reine e triunfe dentro e ao redor de nós,

Como há reinado e triunfado em Vós.

Amen.

 

 

é

 

http://www.amen-etm.org/ConsagracaodePortugal.htm

 

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