l Aparições e Mensagem da Virgem Maria em Fátima l
aos
l Três Pastorinhos -
Lúcia, Francisco e Jacinta l
l Relato das Aparições e Mensagem è
Aparição de
Nossa Senhora na Ortiga è
Aparição do
Anjo de Portugal [1è]Loca [2è]Arneiro [3è]Loca
Aparição de
Nossa Senhora de Fátima [1è]C.Iria
[2è]C.Iria [3è]C.Iria [4è]Valinhos [5è]C.Iria [6è]C.Iria
l Advertências da Virgem Maria è
l Pedidos da Virgem Maria è
l Milagres de Fátima è
l Relato das Aparições e Mensagem l é
Nome da
Aparição: Aparições
de Fátima Cidade: Cova da Iria - Fátima País: Portugal
Nome da
vidente: Lúcia de
Jesus Data de nascimento: 28
de Março de 1907 Data do falecimento: 13
de Fevereiro de 2005
Idade à data da Aparição: 10 anos Estado civil: Solteira Vocação: Pastorinha
Nome do
vidente: Francisco Marto Data de nascimento: 11
de Junho de 1908 Data do
falecimento: 4 de Abril de 1919
Idade à data da Aparição: 9 anos Estado civil: Solteiro Vocação: Pastorinho
Nome da
vidente: Jacinta Marto Data de nascimento: 11
de Março de 1910 Data do falecimento: 20
de Fevereiro de 1920
Idade à data da Aparição: 7 anos Estado civil: Solteira Vocação: Pastorinho

Tipo de
Fenómeno: Aparições +
Mensagem + Pedidos + Milagres
Número de
Aparições: 6
Aparições da Virgem Maria. Em 1916 apareceu-lhes o Anjo de Portugal 3 vezes.
Quem visita os videntes: Senhora do Rosário (de Fátima, a Virgem Maria)
Início dos fenómenos: 13 de Maio de
1917 Fim dos fenómenos: 13 de Outubro de
1917
Estado do Processo Canónico: Aprovado pela Igreja Católica - Constat de Spiritualitatis
Site
Oficial: http://www.fatima.pt/
Principais
Objectivos:
-
Pedidos de Oração e Penitência pela conversão dos Pecadores.
-
Emenda de vida.
-
Oração pela Paz e pelo fim da guerra.
-
Construção de uma capela em Sua honra naquele local.
-
Rezar o Terço todos os dias.
-
Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria.
-
A Devoção dos cinco
primeiros Sábados em desagravo do Imaculado Coração de Maria.
-
Advertir da existência do Inferno, através do 1º Segredo.
-
Estabelecer no mundo a Devoção ao Imaculado Coração de Maria, forma de escapar
do inferno, através do 2º Segredo.
-
Advertir o mundo para os perigos de sistemas políticos totalitaristas e déspotas,
como o comunismo e o fascismo.
-
Profetizar para o Fim dos Tempos através do 3º Segredo.
Notas
Históricas:
X
X
l Resumo
Histórico
l A 13 de Maio de 1917, três crianças
apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho
de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima.
Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos.
Por volta do meio dia,
depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a
construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a
Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago,
decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e
viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das
Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos pendia
um terço branco.
A Senhora disse aos três
pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da
Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. As
crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a
Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto,
a Aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de
Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas presas pelo
Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém.
Na última Aparição, a 13 de
Outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que
era a "Senhora do Rosário" e que fizessem ali uma capela em Sua honra.
Depois da aparição, todos os presentes observaram o Milagre prometido às três
crianças em Julho e Setembro: o Sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia
fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo,
parecendo precipitar-se sobre a Terra.
l Posteriormente, sendo Lúcia
religiosa de Santa Doroteia, Nossa Senhora apareceu-lhe novamente em Espanha
(10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13/14 de Junho de 1929,
no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos
cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário,
confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos
contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado
Coração. Este pedido já Nossa Senhora o anunciara em 13 de Julho de 1917.

Visão de Tuy
l Anos mais tarde, a Irmã Lúcia conta ainda que,
entre Abril e Outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por
três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de
Lúcia, convidando-os à oração e penitência.
l No entanto, penso que se pode remontar mais
ainda atrás no tempo, à Aparição de Nossa Senhora
da Ortiga, para ver onde começaram as Aparições de Fátima. Cerca de 2
séculos antes, no século XVIII, no lugar da Ortiga, a Virgem Maria apareceu a
uma pastorinha muda e fez um grande Milagre, pois foi pela boca dessa criança
que foi veiculado o pedido de Nossa Senhora para lhe ser construída uma Capela
naquele local. Nesse local encontra-se hoje em dia o Santuário de Nossa Senhora
da Ortiga, em torno do qual existe uma grande veneração e é local de
peregrinação diária de quantos residem na região.
Esta Aparição
nunca foi averiguada pela Igreja, mas no entanto, foi ela que inculcou uma
grande devoção em toda aquela região a Nossa Senhora, pois o Milagre operado na
rapariguinha muda espalhou-se por toda a região, chegando mesmo ao Vaticano, e
permaneceu até os dias dos 3 Pastorinhos de Fátima serem visitados pela Nossa Senhora
do Rosário de Fátima.
De tal maneira esta
Aparição e Milagre de Nossa Senhora da Ortiga foram importantes, que o Papa Pio
VII indulgenciou para sempre esta Capela, com uma Indulgência Plenária, em 14
de Agosto de 1801, a quem a visitasse na Festa ali celebrada no primeiro
Domingo de Julho de cada ano e nos 2 dias subsequentes. Apareceu por altura da
Aparição uma imagem em madeira de Nossa Senhora com o menino ao colo, que é a
mesma ainda hoje venerada e se encontra, nos dias de Festa, coberta dos cordões
de ouro e pedras preciosas, dadas pelos milagrados ao
longo dos anos.
l AS
APARIÇÕES DO ANJO DE PORTUGAL EM 1916 l
l 1ª Aparição - Na Loca do Cabeço
O Anjo disse: “Não temais. Sou o Anjo da Paz. Orai comigo:
Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-Vos.
Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.
Orai assim: Os Corações de Jesus e de Maria estão atentos à voz das vossas
súplicas”.
Relata a Irmã Lúcia: “A atmosfera do sobrenatural que nos envolveu era tão intensa que quase não dávamos conta da própria existência,
por um grande espaço de tempo, permanecendo na posição em que nos tinha
deixado, repetindo sempre a mesma oração. A presença de Deus sentia-se tão
intensa e íntima, que nem mesmo entre nós nos atrevíamos a falar. No dia
seguinte, sentíamos o espírito ainda envolvido por essa atmosfera que só muito
lentamente foi desaparecendo.
Nesta Aparição, nenhum pensou em falar, nem em recomendar o segredo. Ela de si
o impôs. Era tão íntima que não era fácil pronunciar sobre ela a menor palavra.
Fez-nos, talvez, também, maior impressão, por ser a primeira assim manifesta” (in Quarta Memória da Irmã Lúcia).
l 2ª Aparição – No Poço do Arneiro - Aljustrel - no
terreno da casa da Lúcia
“Que fazeis? Orai, orai muito. Os Corações
Santíssimos de Jesus e Maria têm sobre vós desígnios
de misericórdia. Oferecei constantemente, ao Altíssimo, orações e sacrifícios”.
“Como nos havemos de sacrificar?”
“De tudo que puderdes, oferecei a Deus sacrifício em acto de reparação pelos
pecados com que Ele é ofendido e súplica pela conversão dos pecadores. Atraí
assim, sobre a vossa Pátria, a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de
Portugal. Sobretudo, aceitai e suportai, com submissão, o sofrimento que o
Senhor vos enviar” (in Segunda Memória da Irmã
Lúcia).
l 3ª Aparição – Na Loca do Cabeço
“Estando, pois, aí,
apareceu-nos pela terceira vez, trazendo na mão um cálix e sobre ele uma
Hóstia, da qual caíam, dentro do cálix, algumas gotas de sangue. Deixando o
cálix e a Hóstia suspensos no ar, prostrou-se em terra e repetiu três vezes a
oração: “Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito
Santo, adoro-Vos
profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo,
Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da
terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo
é ofendido. E pelos méritos infinitos do seu Santíssimo Coração e do Coração
Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres
pecadores”.
“Depois, levantando-se, tomou de novo na mão o cálix e a Hóstia e deu-me a
Hóstia a mim e o que continha o cálix deu-o a beber à Jacinta e ao Francisco,
dizendo, ao mesmo tempo: Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo
horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e
consolai o vosso Deus” (in Quarta Memória da Irmã
Lúcia).
DESCRIÇÃO E DIÁLOGOS DAS
APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA,
- Texto oficial das Aparições
de Fátima, em que se apresenta o Diálogo entre Nossa Senhora e a Irmã Lúcia.
Para um aprofundamento das Aparições de Fátima, aconselho
vivamente a leitura do livro escrito pela própria Irmã Lúcia - “Apelos da Mensagem de
Fátima”
l 1ª
APARIÇÃO
13 de Maio de 1917
DIÁLOGO COMPLETO COM A LÚCIA

Brincavam os três
pastorinhos na Cova da Iria, uma pequena propriedade pertencente aos pais de
Lúcia, localizada a 2,5 km de Fátima, quando por volta do meio-dia e depois de rezarem
o terço, observaram dois clarões como se fossem relâmpagos. Com receio de
começar a chover, reuniram o rebanho e decidiram ir-se
embora, mas no caminho e logo abaixo, outro clarão teria iluminado o espaço.
Nesse instante, teriam visto em cima de uma pequena azinheira (onde agora se
encontra a Capelinha das Aparições), "era
uma Senhora vestida de branco e mais brilhante que o Sol, espargindo luz mais
clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado
pelos raios do sol mais ardente", descreve Lúcia. "A sua face,
indescritivelmente bela não era nem triste, nem alegre, mas séria, com ar de
suave censura. As mãos juntas, como a rezar, apoiadas no peito e voltadas para
cima. Da mão direita pendia um rosário. As vestes pareciam feitas só de luz. A
túnica era branca e branco o manto, orlado de ouro que cobria a cabeça da
Virgem e lhe descia até aos pés. Não se Lhe viam os cabelos nem as
orelhas." Os traços da fisionomia Lúcia nunca pôde descrevê-los, pois
a sua formosura não cabe em palavras humanas. Os videntes estavam tão pertos de Nossa Senhora - a um metro de distância, mais ou
menos - que ficavam dentro da luz que A cercava, ou que Ela espargia. O
colóquio inicia-se da seguinte maneira:
Nota Prévia: O “vossemecê” que a Lúcia utiliza quando
se dirige a Nossa Senhora, era um termo muito usado e respeitoso na época.
Provinha da designação - Vossa Mercê.
NOSSA SENHORA: «Não
tenhais medo. Eu não vos faço mal».
Lúcia: Donde é vossemecê?
NOSSA SENHORA: «Sou do Céu».
Lúcia: E que é que vossemecê me quer?
NOSSA SENHORA: «Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses
seguidos, no dia
Lúcia: E eu também vou para o Céu?
NOSSA SENHORA: «Sim, vais».
Lúcia: E a Jacinta?
NOSSA SENHORA: «Também».
Lúcia: E o Francisco?
NOSSA SENHORA: «Também, mas tem que rezar muitos terços».
Lúcia: A Maria das Neves já está no Céu?
NOSSA SENHORA: «Sim, está».
Lúcia: E a Amélia?
NOSSA SENHORA: «Estará no Purgatório até ao fim do mundo».
Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser
enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de
súplica pela conversão dos pecadores?»
Lúcia: Sim, queremos.
NOSSA SENHORA: «Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça
de Deus será o vosso conforto. Rezem o terço todos os dias, para alcançarem a
paz para o mundo e o fim da guerra».
“Em
seguida começou a elevar-se serenamente em direção ao
nascente até desaparecer na imensidade da distância. A luz que A circundava ia
como que abrindo um caminho no cerrado dos astros".
13 de Junho de 1917
DIÁLOGO COMPLETO COM A LÚCIA

Neste
dia compareceram no local cerca de 50 pessoas curiosas pelos fatos entretanto
revelados pelos pastorinhos. Por volta do meio-dia, os videntes notaram
novamente um clarão, a que chamavam relâmpago, mas que não era propriamente
tal, mas sim o reflexo de uma luz que se aproximava. Alguns dos espectadores
notaram que a luz do sol se obscureceu durante os minutos que se seguiram ao
início do colóquio, outros afirmaram que o topo da azinheira, coberto de
rebentos, pareceu curvar-se como sob um peso, um momento antes da Lúcia falar. Durante a troca de palavras entre Lúcia e a
aparição alguns ouviram um sussurro como se fosse o zumbido de uma abelha.
Lúcia: Vocemecê que me quer?
NOSSA SENHORA: «Quero que
venhais aqui no dia 13 do mês que vem; que rezeis o terço todos os dias e que
aprendais a ler. Depois direi o que quero».
Lúcia pediu a cura de um doente.
NOSSA SENHORA: «Se se converter curar-se-á durante o ano».
Lúcia: Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu
NOSSA SENHORA: «Sim, a Jacinta
e o Francisco levo-os em breve, mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-Se
de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao
Meu Imaculado Coração A quem a abraçar prometo a salvação, e serão queridas de
Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono».
Lúcia: Fico cá sozinha?
NOSSA SENHORA: «Não, filha. E
tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O Meu Imaculado Coração
será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus».
"Foi
no momento que disse estas últimas palavras que abriu as mãos e nos comunicou,
pela segunda vez, o reflexo dessa luz imensa. Nela nos víamos como que
submergidos em Deus. A Jacinta e o Francisco pareciam estar na parte dessa luz
que se elevava para o céu e eu na que se espargia sobre a terra. À frente da
palma da mão direita de Nossa Senhora estava um coração cercado de espinhos que
parecia estarem-lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de
Maria ultrajado pelos pecados da humanidade que queria reparação. Quando se
desvaneceu esta visão, a Senhora, envolta ainda na luz que d'Ela
irradiava, elevou-se da arvorezinha sem esforço, suavemente na direção do leste até desaparecer de todo."
Algumas pessoas mais próximas notaram que os
rebentos do topo da azinheira estavam tombados na mesma direção,
como se as vestes da Senhora os tivessem arrastado. Só algumas horas mais tarde retomaram a posição natural.
13 de Julho de 1917
DIÁLOGO COMPLETO COM A LÚCIA

Ao dar-se a terceira aparição, uma nuvenzinha acizentada
pairou sobre a azinheira, o sol ofuscou-se, uma aragem fresca soprou sobre a
serra, embora se estivesse em pleno Verão. O Sr. Manuel Marto,
pai da Jacinta e do Francisco, diz que também ouviu um sussurro, como o de
moscas num cântaro vazio. Os videntes viram o reflexo da costumada luz e, em
seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira.
Lúcia: Vocemecê
que me quer?
NOSSA SENHORA: «Quero que
venham aqui no dia 13 do mês que vem; que continuem a rezar o terço todos os
dias em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da
guerra porque só Ela lhes poderá valer».
Lúcia: Queria pedir-Lhe para nos dizer quem é; para
fazer um milagre com que todos acreditem que Vocemecê
nos aparece.
NOSSA SENHORA: «Continuem a vir
aqui todos os meses. Em Outubro direi quem sou, o que quero e farei um milagre
que todos hão-de ver para acreditarem».
Lúcia: Tenho aqui por pedido, se Vocemecê melhora um
aleijadinho da Moita.
NOSSA SENHORA: «Melhorá-lo-ei
ou dar-lhe-ei meios de se governar: Que reze sempre o terço com a família».
Lúcia: Tenho aqui por pedido se Vocemecê melhora uma
mulher de Pedrógao.
NOSSA SENHORA: «Que reze o
terço, dentro de um ano curar-se-à».
Lúcia: E se melhora um homem de Atouguia ou o leva
para o Céu, o mais depressa melhor . . .
NOSSA SENHORA: «Levo, mas não
tenham pressa, Eu bem sei quando o hei-de vir buscar».
Lúcia: E se converte uma mulher de Fátima e seus filhos.
NOSSA SENHORA: «Dentro de um
ano converter-se-ão».
Sacrificai-vos pelos pecadores
e dizei muitas vezes e em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó
Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores
e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria».
Ao dizer estas últimas palavras, abriu de novo
as mãos, como nos dois meses passados. O reflexo de luz que delas expediam
pareceu penetrar a terra.
(Nossa Senhora mostra agora o
inferno aos pastorinhos, que foi o 1º
Segredo de Fátima)
Bem o segredo consta de três coisas distintas,
duas das quais vou revelar.
A primeira foi pois a vista do inferno!
Nossa
Senhora mostrou-nos um grande mar de fôgo que parcia estar debaixo da terra. Mergulhados em êsse fôgo os demónios e as almas,
como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronziadas
com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que d'elas mesmas saiam, juntamente com nuvens de fumo, caindo
para todos os lados, semelhante ao cair das faulhas
em os grandes incêndios sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dôr e desespero que horrorizava e fazia estremecer de
pavor. Os demónios destinguiam-se por formas
horríveis e ascrosas de animais espantosos e
desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças
à nossa bôa Mãe do Céu; que antes nos tinha prevenido
com a promeça de nos levar para o Céu (na primeira
aparição) se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.
(Este Texto
acima, é o exacto escrito na época pela Lúcia, como tal, contêm diferenças
ortográficas).
Em seguida, levantamos os olhos para Nossa Senhora que nos disse
com bondade e tristeza:
(Este texto a seguir foi o 2º Segredo de Fátima)
NOSSA SENHORA: «Vistes o
inferno para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer
estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu
vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz.
A guerra vai acabar. Mas se não
deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando
virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal
que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da
fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a
consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração e a Comunhão Reparadora dos
primeiros Sábados. Se atenderem aos meus pedidos, a Rússia se converterá e
terão paz. Se não, espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e
perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que
sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim o Meu Imaculado Coração
triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia que
se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal
conservar-se-á sempre o dogma da fé . . .
Isto não o
digais a
ninguém. Ao Francisco, sim, podeis dizê-lo.
(Nossa Senhora revela o 3º Segredo de Fátima).
Escrevo em acto de obediência a Vós Deus meu, que
mo mandais por meio de sua Ex.cia Rev.ma
o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe.
Depois das
duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais
alto um Anjo com uma espada de fôgo em a mão
esquerda; ao centilar, despedia chamas que parcia iam encendiar o mundo; mas
apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora
ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte
disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos n'uma luz emensa que é Deus:
"algo semelhante a como se vêem as pessoas n'um espelho quando lhe passam por diante" um Bispo
vestido de Branco "tivemos o pressentimento de que era o Santo
Padre". Varios outros Bispos, Sacerdotes,
religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava
uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de
sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande
cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que
encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de juelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de
soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e
assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos Sacerdotes, religiosos e
religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz
estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, n'êles recolhiam o sangue dos Martires
e com êle regavam as almas que se aproximavam de Deus.
(Este Texto acima, é o exacto escrito na época pela Lúcia, como
tal, contêm diferenças ortográficas).

Terminada
esta visão, disse Nossa Senhora:
NOSSA SENHORA: « Isto não o digais a
ninguém. Ao Francisco sim, podeis dizê-lo. Quando rezardes o terço dizei depois
de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem».
Lúcia: Vocemecê não me quer mais nada?
NOSSA SENHORA: «Não, hoje não
te quero mais nada».
E
como de costume, começou a elevar-Se em direção ao nascente, até desaparecer na imensa distância do
firmamento." Ouviu-se então um trovão, indicando que a Aparição cessara.
19 de Agosto de 1917
DIÁLOGO COMPLETO COM A LÚCIA
No dia
13 de Agosto, quando deveria dar-se a quarta aparição, os videntes não puderam
ir à Cova da Iria, pois foram raptados pelo administrador de Ourém, que à força
quis arrancar-lhes o segredo. No entanto, as crianças permaneceram inabaláveis
e nada revelaram. Nesse dia, juntou-se uma grande multidão que aguardava pela
aparição. Por volta do meio-dia, ouviu-se um trovão, ao qual se seguiu o
relâmpago, tendo os espectadores notado uma pequena
nuvem branca que pairou alguns minutos sobre a azinheira. Observaram-se também fenômenos de coloração, de diversas cores, nos rostos das
pessoas, das roupas, das árvores e do chão.
No dia 19 de Agosto de 1917, Lúcia estava com
Francisco e seu irmão João no lugar dos Valinhos, uma propriedade de um dos
seus tios e que dista uns 500 metros de Aljustrel. Pelas 4 horas da tarde,
começaram a produzir-se as alterações atmosféricas que precederam as aparições
anteriores, uma súbita diminuição da temperatura e um esmorecimento do Sol.
Lúcia, sentindo que alguma coisa de sobrenatural se aproximava e os envolvia,
pediu ao primo João para chamar rápidamente a
Jacinta, a qual chegou a tempo de ver Nossa Senhora que - anunciada, como das
outras vezes, por um reflexo de luz - apareceu sobre uma azinheira, um pouco
maior que a da Cova da Iria.
Lúcia: Que é que Vocemecê me quer?
NOSSA SENHORA: «Quero que
continueis a ir à Cova da Iria no dia 13; que continueis a rezar o terço todos
os dias. No último mês farei o milagre para que todos acreditem».
Lúcia: Que é que Vocemecê quer que se faça ao
dinheiro que o povo deixa na Cova da Iria?
NOSSA SENHORA: «Façam dois
andores: um leva-o tu com a Jacinta e mais duas meninas, vestidas de branco; o
outro que o leve o Francisco com mais três meninos. O dinheiro dos andores é
para a festa de Nossa Senhora do Rosário, e o que sobrar é para a ajuda de uma
capela que hão-de mandar fazer».
Lúcia: Queria pedir-1he a cura de alguns doentes.
NOSSA SENHORA: «Sim, alguns curarei durante o ano».
Rezai, rezai muito e fazei
sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno, por não haver
quem se sacrifique e peça por elas».
E,
como de costume, começou a elevar-Se em direção ao nascente." Os videntes cortaram ramos da
árvore sobre a qual Nossa Senhora lhes tinha aparecido e levaram-nos para casa.
Os ramos exalavam um perfume singularmente suave.
13 de Setembro de 1917
DIÁLOGO COMPLETO COM A LÚCIA

Como
das outras vezes, uma série de fenômenos atmosféricos
foram observados pelos circunstantes, cujo número foi calculado entre 15 e 20
000 pessoas: o súbito refrescar da atmosfera, o empalidecer do Sol até ao ponto
de se verem as estrelas, uma espécie de chuva como que de pétalas irisadas ou
flocos de neve que desapareciam antes de pousarem na terra. Em
particular, foi notado desta vez um globo luminoso que se movia lenta e
majestosamente pelo céu, do nascente para o poente e, no fim da aparição, em
sentido contrário. Os videntes
notaram, como de costume, o reflexo de uma luz e, a seguir, Nossa Senhora sobre
a azinheira.
NOSSA SENHORA: «Continuem a
reza o terço, para alcançarem o fim da guerra. Em Outubro virá também Nosso
Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, S. José com O Menino Jesus, para
abençoarem o mundo. Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer
que durmais com a corda. Trazei-a só durante o dia».
Lúcia: Têm-me pedido para lhe pedir muitas coisas: A cura de alguns doentes,
de um surdo mudo.
NOSSA SENHORA: «Sim, alguns curarei, outros não. Em Outubro farei o milagre para
que todos acreditem».
"E
começando a elevar-Se, desapareceu como de costume”.
13 de Outubro de 1917
DIÁLOGO COMPLETO COM A LÚCIA

Nesta última Aparição, a 13
de Outubro de 1917, segundo os jornais da época, estavam presentes cerca de
70.000 pessoas.
Devido
ao fato de os pastorinhos terem revelado que a Virgem Maria iria fazer um
milagre neste dia para que todos acreditassem, estavam presentes na Cova da
Iria cerca de 50 mil pessoas, segundo os relatos da época. Chovia com
abundância e a multidão aguardava as três crianças nos terrenos enlameados da
serra. Lúcia assim descreve estes acontecimentos na Memória IV: "Saímos de
casa bastante cedo, contando com as demoras do caminho. O povo era em massa. A
chuva, torrencial. Minha mãe, temendo que fosse aquele o último dia da minha
vida, com o coração retalhado pela incerteza do que iria acontecer, quis
acompanhar-me. Pelo caminho, as cenas do mês passado, mais numerosas e
comovedoras. Nem a lamaceira dos caminhos impedia essa gente de se ajoelhar na
atitude mais humilde e suplicante. Chegados à Cova de Iria, junto da
carrasqueira, levada por um movimento interior, pedi ao povo que fechasse os
guarda-chuvas para rezarmos o terço. Pouco depois, vimos o reflexo da luz e, em
seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira.
Lúcia: Que é que
Vossemecê me quer?
NOSSA SENHORA: «Quero dizer-te
que façam aqui uma capela em Minha honra; que sou a Senhora do Rosário; que
continuem sempre a rezar o terço todos os dias. A guerra vai acabar e os
militares voltarão em breve para suas casas.»
Lúcia: Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir: se curava uns doentes e se
convertia uns pecadores.
NOSSA SENHORA: «Uns sim, outros
não. E preciso que se emendem, que peçam perdão pelos seus pecados.
Não ofendam mais a Nosso
Senhor, que já está muito ofendido».
“E
abrindo as mãos, fê-las reflectir no sol. E enquanto que
se elevava, continuava o reflexo da Sua própria luz a projectar-se no Sol” (in
Quarta Memória da Irmã Lúcia).
Depois da Aparição, todos
os presentes observaram o Milagre do Sol, prometido às três crianças em
Julho e Setembro, enquanto os Pastorinhos tinham Visões.

Nesta fotografia pode-se ver um ponto negro,
que estava bem no centro do Sol e que foi motivado
pela sua rápida rotação, além de que a sua posição na linha do horizonte,
era impossível, já que
esta fotografia foi tirada às 12:30.
Tendo chovido bastante durante a Aparição, depois do Milagre do Sol,
todos estavam enxutos.

Este grandioso Milagre do Sol foi testemunhado
por crentes e descrentes e foi noticiado nos jornais da época por jornalistas
cépticos, mas que tendo visto, certificaram-no.
As Visões dos Pastorinhos
Neste momento, Lúcia diz para a multidão olhar para o Sol, levada
por um movimento interior que a isso a impeliu. "Desaparecida Nossa
Senhora, na imensa distância do firmamento, vimos, ao lado do sol, S. José com
o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul." Era a
Sagrada Família. "S. José com o Menino pareciam
abençoar o Mundo com uns gestos que faziam com a mão em forma de cruz. Pouco
depois, desvanecida esta Aparição, vi Nosso Senhor acabrunhado de dor a caminho
do Calvário e Nossa Senhora que me dava a ideia de ser Nossa Senhora das
Dores." Lúcia via apenas a parte superior do corpo de Nosso Senhor e Nossa
Senhora não tinha a espada no peito. "Nosso Senhor parecia abençoar o
Mundo da mesma forma que S. José. Desvaneceu-se esta aparição e pareceu-me ver
ainda Nossa Senhora, em forma semelhante a Nossa Senhora do Carmo, com o Menino
Jesus ao colo."
l Descrição do
Milagre do Sol
Enquanto os três pastorinhos
eram agraciados com estas visões (apenas Lúcia viu os três quadros, Jacinta e
Francisco viram somente o primeiro), a multidão presente observou o chamado O Milagre do Sol. A chuva que caía
cessou, as nuvens entreabriram-se deixando ver o Sol, assemelhando-se a um
disco de prata fosca, podia fitar-se sem dificuldade sem cegar. A imensa bola
começou a girar vertiginosamente sobre si mesma como uma roda de fogo. Depois, os seus bordos tornaram-se
escarlates e deslizou no céu, como um redemoinho, espargindo chamas vermelhas
de fogo. Essa luz reflectia-se no solo, nas árvores, nas próprias faces das
pessoas e nas roupas, tomando tonalidades brilhantes e diferentes cores.
Animado três vezes por um movimento louco, o globo de fogo pareceu tremer,
sacudir-se e precipitar-se em ziguezague sobre a multidão aterrorizada. Tudo
durou uns dez minutos. Finalmente, o Sol voltou em ziguezague para o seu lugar
e ficou novamente tranquilo e brilhante. Muitas pessoas notaram que as suas
roupas, ensopadas pela chuva, tinham secado subitamente. Tal fenómeno foi
testemunhado por milhares de pessoas, até mesmo por outras que estavam a quilômetros do lugar das aparições. O relato foi publicado
na imprensa por diversos jornalistas que ali se deslocaram e que foram também
eles, testemunhas do Milagre.
Fora o fim das Aparições de
Fátima.

Esta fotografia foi tirada no fim da Aparição do 13 de Outubro
l Advertências da Virgem Maria l é
Foram feitas duas grandes Advertências
por Nossa Senhora. Ambas na narrativa do 2º Segredo.
1ª Advertência - “A guerra vai acabar. Mas se não deixarem de
ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por
uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai
punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à
Igreja e ao Santo Padre”.
Infelizmente, como a humanidade não fez
caso da Advertência de Nossa Senhora e continuou a ofender a Deus, Ele enviou um
grandioso sinal ao mundo, uma gigantesca Aurora Boreal, anunciando assim que o
castigo estava a caminho, ou seja, a 2ª Guerra Mundial.

(Esta fotografia não foi tirada em 1938)
A ocorrência desta Aurora Boreal deu-se
na noite de 25 para 26 de Janeiro de 1938, vésperas do início da 2ª Guerra
Mundial, e teve características que a diferenciaram das comuns auroras boreais.
Na noite de 25 de Janeiro de 1938, enquanto
a Irmã Lúcia permanecia junto à janela do convento em Tuy,
Espanha, viu um nefasto brilho avermelhado em todo o céu. Esta luz foi vista
por toda a Europa e parte da África e Ásia. Os cientistas tentaram explicar o fenómeno
como uma extraordinária Aurora Boreal. Ela cobriu uma área de 500.000 Km2 com
extensão vertical de 400 km. Os raios chegaram a atingir 700 km e eram
acompanhados por um estranho ruído “semelhante à queima de relva ou mato”.
Milhões de pessoas em vários países viram-na e temeram que o mundo estava em
chamas e prestes a acabar.
Observando a “Luz do Norte”, a Irmã Lúcia
soube que esta era o grande sinal predito por Nossa Senhora a 13 de Julho de
1917, e de que o castigo do mundo estava próximo. Em Março de 1938, Hitler
invadia a Áustria, acendendo o “fósforo” que incendiaria o mundo. A invasão de
Hitler à Áustria aconteceu de 45 dias depois.
O aparecimento deste gigantesco sinal no
céu, foi amplamente noticiado em jornais e rádios de
todo o mundo.
O jornal New York Times de 26 de Janeiro de
1938 dizia o seguinte:
“Londres, 25 de Janeiro de 1938. A Aurora Boreal raramente vista no sul da
Europa Ocidental espalhou medo em regiões de Portugal e baixa Áustria esta
noite, enquanto milhares de bretões acorriam apressadamente às ruas, estupefactos.
Um brilho sanguinolento levou muitos a pensarem que metade da cidade estava em
chamas. O Departamento de Bombeiros foi accionado com o temor de que o Castelo
de Windsor teria se
incendiado. As luzes eram claramente vistas na Itália, Espanha e até Gibraltar.
O brilho banhando as montanhas cobertas de neve na Áustria e Suíça era um belo espectáculo,
porém os bombeiros foram accionados várias vezes para apagar incêndios
inexistentes. Os povoados portugueses se agitavam, e
muita gente fugia de suas casas temendo o fim do mundo.”
O jornal
Grenoble de 26 de Janeiro de 1938 dizia o seguinte:
“França, 25 de Janeiro de 1938. Uma imensa
faixa de luz vermelho-sangue, que os cientistas
afirmam ser uma Aurora Boreal de excepcional amplitude, fez emudecer sistemas telefónicos
numa parte da França esta noite, e espalhou temor e ansiedade em vilas e
povoados dos Alpes suíços, iluminados por brilhos extraordinários. Como que
ardendo sobre o céu do norte, a luz provocou milhares de chamadas telefónicas
às autoridades Suíças e Francesas, procurando saber se era fogo? Guerra? Ou Fim
do Mundo?”
Um testemunho de quem viu esta Aurora Boreal è
2ª Advertência - “Se atenderem aos meus pedidos, a Rússia se converterá e
terão paz. Se não, espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e
perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que
sofrer, várias nações serão aniquiladas”.
Infelizmente, como a humanidade não atendeu
os pedidos de Nossa Senhora, a Rússia sucumbiu à patorra do comunismo e do
materialismo ateu, e espalhou essa onda imensa e horrenda na Europa, Ásia, América
Central e África. E ainda os seus malefícios vingam hoje em dia.
O
cumprimento destas 2 grandes Advertências Proféticas de Nossa Senhora, vêm comprovar a Autenticidade da Mensagem de Fátima e nos
dão a garantia de que a Promessa feita pela Virgem Maria será também uma
realidade:
”Por fim o
Meu Imaculado Coração triunfará”.
l Pedidos da Virgem Maria l é
Ao
longo das Aparições na Cova da iria e nas subsequentes em Pontevedra
e Tuy, os pedidos de Nossa Senhora do Rosário de
Fátima foram:
-
Oração e Penitência pela conversão dos Pecadores.
-
Emenda de vida.
-
Oração pela Paz e pelo fim da guerra.
-
Que fosse construída uma capela em Sua honra.
-
Rezar o Terço todos os dias.
-
Consagração da Rússia
ao Imaculado Coração de Maria.
- A Devoção dos cinco
primeiros Sábados em desagravo do Imaculado Coração de Maria.
l Milagres de Fátima l é
- O grandioso Milagre do
Sol no fim da Aparição de 13 de Outubro de 1917.
- Muitas Curas Milagrosas
de doentes, durante o período das Aparições e ao longo dos anos subsequentes.
- Muitas Conversões ao
longo dos anos.
http://www.amen-etm.org/MensagemdaVirgemMariaemFatima.htm