CORRIGINDO ALGUNS ERROS

 

 

BÊNÇÃO ESPECIAL  

 

Editorial do dia 8 de Março de 2015  

 

Nesta Página da Amen, pode encontrar a abordagem do Tema Global sobre

CORRIGINDO ALGUNS ERROS

ÍNDICE 

 A causa subjacente de alguns Erros dentro da Igreja Católica

 Acção Clerical apóstata

 O Cientifismo

Erros introduzidos nas Sagradas Escrituras

      Amputação

      Deturpação

Erros introduzidos na Doutrina e Tradição

 As Chagas de Jesus

() O Erro de Jesus pregado nos pulsos

() O Erro de Jesus pregado com os pés ao lado um do outro

 A mentira de que o Nascimento de Jesus afinal não foi a 25 de Dezembro

 A mentira de que Jesus bebeu água no Jejum do deserto

 O erro de que Nossa Senhora não morreu, só teve uma “dormição”

 A mentira de que o metabolismo de Jesus e da Virgem Maria eram iguais ao de qualquer homem

As mentiras sobre os grandes Milagres do Antigo Testamento

() A mentira de que a travessia do mar Vermelho deveu-se a uma ventania

() A mentira de que o Maná no deserto é uma comida vegetal que surge naturalmente

 A mentira de que o Milagre da multiplicação dos pães deveu-se a uma forte persuasão de Jesus

 Confusão entre Fim dos Tempos e Fim do Mundo

 O erro de que depois da Vinda Gloriosa de Jesus satanás voltará a ser solto para tentar o mundo

 O erro de que o Terceiro Segredo de Fátima não foi totalmente divulgado

Erros introduzidos na Iconografia e nas Artes

 Adulterar o Crucifixo

Arte naïf com mamarrachos

Os erros de projectos de arquitectura mal elaborados

Erros introduzidos na Liturgia Eucarística

A Comunhão sacrílega na mão

 Ministros da comunhão

 Retirada da oração a São Miguel Arcanjo no fim da Missa

A Ditadura das cantorias

 Instrumentos musicais profanos

 Mulheres leitoras

 Incluir raparigas e crianças na liturgia

 Não haver um Crucifixo em cima do Altar

 Haver flores em cima do Altar

 Homilias muito longas

 Fórmulas erradas

 Haver flores em cima do Altar

 Não proceder ao Lavabo antes da Consagração

 Outras irregularidades por parte dos leigos e acólitos

Erros introduzidos na Oração

A forma correcta de tratar Deus e a Virgem Maria

Nunca tratar a Virgem Maria só por “Maria”

Como tratar Jesus

 O erro de que o Pai Nosso já não tem o Amen no final

 Erros comuns na oração da Avé Maria

 O erro da substituição do Amen pelo Amém

 

 CONCLUSÃO

 

 

 

 A causa subjacente de alguns Erros dentro da Igreja Católica

 Os inimigos da Igreja trabalham sem descanso para a destruir. Uma das técnicas mais divulgadas é a de, sub-repticiamente, alterar ou descredibilizar pequenas coisas relacionadas com as seguintes 5 áreas:

Sagradas Escrituras, deturpando a tradução dos textos Bíblicos

Doutrina e Tradição,

Iconografia e as Artes

Liturgia

Oração

Este ataque à Igreja faz-se a partir do interior da própria Igreja e a partir do exterior.

- O ataque à Igreja a partir do interior, fazem-no os inimigos através da infiltração de homens nos seminários, que, ao atingirem o sacerdócio, começam a disseminar a apostasia, isto é, falsas doutrinas que levem à criação de uma falsa igreja e de um falso deus. Este ataque é uma Acção Clerical Apóstata, que foi muito orientada pala maçonaria eclesiástica, através do estabelecido no Master Plan, isto é, o Plano Mestre para destruir a Igreja Católica.

- O ataque à Igreja a partir do exterior, fazem-no os inimigos através do uso de falsos métodos científicos, isto é, uma falsa ciência ou Cientifismo.

 

 Acção Clerical apóstata

Apostasia é a pregação de falsas doutrinas, com o objectivo de criar uma falsa igreja, um falso cristo, e de conduzir as pessoas à perda da Fé.

A Acção Clerical Apóstata faz-se através da Maçonaria Eclesiástica, que não é mais do que um tentáculo da Maçonaria regular laica.

Padre Gobbi 17 de Junho de 1989

A maçonaria eclesiástica recebe ordens e poder das lojas maçónicas e trabalha para conduzir secretamente todos a fazer parte destas seitas secretas.

Neste período histórico, a maçonaria ajudada pela maçonaria eclesiástica, conseguirá o seu grande intento: construir um ídolo para colocar no lugar de Cristo e da sua Igreja.

Um falso Cristo e uma falsa Igreja. Portanto, a estátua construída em honra da primeira besta, para ser adorada por todos os habitantes da Terra e que assinalará com a sua marca todos aqueles que queiram comprar ou vender, é a do anticristo.

Chegaste assim ao vértice da purificação, da grande tribulação e da apostasia.

A apostasia será então generalizada porque quase todos seguirão o falso Cristo e a falsa Igreja.

Então, será aberta a porta para o aparecimento do homem ou da própria pessoa do anticristo!

Na disseminação da Apostasia as grandes linhas orientadoras foram traçadas no Master Plan, e vão ser executadas em todas as frentes, mas com especial incidência na deturpação da Doutrina e da Tradição da Igreja Católica.

385 Padre Gobbi 11 de Junho de 1988 

A hora da grande apostasia chegou.

Existe uma subtil e diabólica táctica, tramada secretamente pela maçonaria, que é usada hoje nas confrontações ao Santo Padre para colocar em ridículo a sua Pessoa e a sua obra e para tornar em vão o seu Magistério.

Vítimas da grande apostasia são os meus filhos que muitas vezes sem estarem conscientes disso, deixam-se arrastar por esta grande onda de erros e de males.

Vítimas da grande apostasia são muitos Bispos, Sacerdotes, Religiosos e Fiéis.

Na Igreja Católica permanecerá um pequeno resto, que será fiel a Cristo, ao Evangelho e a toda sua Verdade.

O pequeno resto formará um pequeno rebanho, todo ele guardado no fundo do meu Coração Imaculado.

Este pequeno rebanho será formado pelos Bispos, Sacerdotes, Religiosos e Fiéis que se conservarão fortemente unidos ao Papa, todos recolhidos no Cenáculo do meu Coração Imaculado, em acto de oração incessante, de imolação perene, de oferta total para preparar o caminho doloroso à segunda e gloriosa vinda de meu filho Jesus.

 

 

 

 O Cientifismo

O Cientifismo é um conceito que eu criei para caracterizar o acto deliberado e consciente de deturpação da ciência e dos métodos científicos.

Não podemos confundir o Cientifismo com cientificismo (ou cientismo), pois este último é um termo forjado numa escola Francesa que aceita apenas a ciência empiricamente verificável como fonte de explicação de tudo que existe. O cientificismo, ou cientismo, é uma forma inocente do agir dos ateus, que não tem em si a intenção dolosa de deturpar o conhecimento científico, fazendo dele a única forma válida de aquisição de conhecimento.

O Cientifismo é algo bem mais grave, pois actua de uma forma consciente para adulterar os métodos de análise, a lógica e as conclusões da Ciência, com o objectivo de deturpar a Realidade e a aquisição de conhecimento.

Enquanto a Ciência busca a aquisição do conhecimento da Realidade, tal como ela o é de facto, sem preconceitos nem deturpação da experimentação e dos métodos analíticos que usa, servindo-se muitas vezes da formulação de teorias que ajudem a explicar os factos verificados, não deixa de ter uma sã abertura de espírito para avaliar o seu erro, de corrigir as  teorias existentes e de formular novas teorias para chegar à Verdade. A Ciência, pura e sã, na qual militam homens de boa vontade e de coração puro, é fruto da inteligência humana e, por isso, Dom de Deus.

Nesta acepção de Ciência, não encontramos nunca contradição entre Fé e Ciência, pois que sendo esta última Dom de Deus, não entra em contradição com a Obra do Criador.

Ambas,  e Ciência, laboram em áreas idênticas, que é o desconhecido, e ambas têm como objectivo a descoberta da Verdade. À partida, ambas partem do desconhecido para o tornar conhecido. Ambas trabalham naquilo que os olhos não vêem e os sentidos não alcançam. A  vai à frente neste sentido, pois mais facilmente atinge a Verdade, sem necessitar de tanta pesquisa e análise, pois aceita o que lhe é Revelado pela Sabedoria Divina, através das Sagradas Escrituras, dos Ensinamentos da Igreja Católica, ou ainda através da Sabedoria infusa, da qual Deus se serve amiúde.

O Cientifismo é bem diferente, pois de forma dolosa, adultera o método científico e por erros, falácias, sofismas e paralogismos, adultera as conclusões e não alcança a Verdade, mas sim, conclui falsas realidades, levando ao engano e à deterioração da condição humana. Neste sentido, o Cientifismo é uma falsa ciência que visa enganar o Homem e deturpar a Realidade criada por Deus.

Com o novo conceito de Cientifismo surge também o novo termo de cientifista, que se aplica ao militante activo ou à teoria errada.

Enquanto que a Ciência tem os seus limites, já a Fé não os tem, pois o campo da Fé é mais vasto do que o da Ciência.

A Ciência tem como fronteira a Realidade Material.

Enquanto que a , ultrapassa estas fronteiras da Realidade Material e abarca também a Realidade Espiritual.

Enquanto que a Ciência não alcança a Divindade, pois se limita à existência material, a Fé, não tendo limites, leva-nos ao seio do próprio Deus, pois a Ele só se chega através das Realidade Espirituais que por Ele nos são Reveladas.

 

Cadernos de 1943, de Maria Valtorta - 19 de Junho de 1943

 Eu não condeno Ciência, antes Me agrada que o homem aprofunde com o seu saber sobre os acontecimentos que tem acumulado e assim possa compreender e admirar-Me cada vez mais nas Minhas Obras. Para isso lhes dei a inteligência, devendo fazer uso dela para verem Deus na lei dos astros, na formação das flores, na concepção dos seres, e não para violentar a vida ou negar o Criador.

Racionalismo, Humanismo, Filosofismo, a Teosofismo, Naturalismo, Classicismo, Darwinismo, tendes escolas e doutrinas de todo o género e com todas vos preocupais, por mais que a Verdade nelas esteja desnaturada ou anulada. A única escola que não quereis seguir ou aprofundar é a do Cristianismo. …

Mas pobres néscios! E que fareis com essas vossas es­colinhas e palavritas quando tiverdes de comparecer no Meu exame? Haveis apagado em vós a luz infinita da verdadeira Ciência, e haveis querido iluminar as vossas almas com os vossos substitutos de luz, à maneira de pobres loucos que pretenderam apagar o Sol, fazendo outro novo com lanternas. Por mais que as nuvens ocultem o Sol, ele sempre estará no firmamento. Assim também, ainda que com as vossas doutrinas formeis nuvens que encubram o Saber e a Verdade, sempre estarão lá a Verdade e o Saber, porque procedem de Mim que sou eterno.

O que o Cientifismo pretende fazer, adulterando os métodos científicos, e ignorando ostensivamente as fronteiras materiais que a Ciência tem, é induzir o Homem a falsas conclusões não só sobre a realidade material, mas também sobre a realidade espiritual, na qual não tem jurisdição e na qual a própria verdadeira Ciência não se aventura.

Assim sendo, o Cientifismo é uma impostura da Ciência que visa criar uma falsa realidade, material e espiritual, e um falso Deus.

A melhor forma de actuação que o Cientifismo arranjou foi o de definir falsas teorias explicativas da Realidade, baseadas em análise insuficiente e deturpada, tirando conclusões erradas e divulgando-as massivamente através da midia escrita, filmes, documentários, noticiários e do ensino público obrigatório nas escolas.

O Cientifismo é uma arma poderosa usada pelo inferno para afastar a humanidade de Deus.

O Cientifismo usa a táctica defendida por Voltaire e levada a cabo pela maçonaria:

 “Mintam, mintam, mintam, mintam, mintam até a mentira se tornar verdade”!

 

Paul Siebertz - A verdadeira história da guerra civil - Página 273

 «… as lojas se serviam daquela arma que o “irmão” Voltaire preconizara como a mais eficaz entre todas - a mentira sistematicamente divulgada e insistentemente repetida.» ( …) Foi espalhando mentiras que as sociedades secretas conseguiram sempre os seus êxitos. Chegaram a fazer da aplicação desse preceito voltairiano uma ciência, narrando os factos de maneira oposta ao que na realidade se passava. Aplica-se aqui o adágio inglês, segundo o qual “nada morre com tanta dificuldade como a mentira».

É assim agora que os governos democráticos, socialistas e laicos, governam contra Deus e contra o Povo.

Voltaire - Oeuvres compltes - II, Página 153

 «A mentira é um erro quando é culpa de um mal, dizia Voltaire ao combater a Igreja, mas quando causa “algum bem” é uma virtude. Deve-se portanto mentir como o diabo, não com precauções, mas destemidamente, não uma vez só, mas sempre.  Menti, amigos, menti.»

 

É nesta área do Cientifismo que pululam alguns cientistas e muitíssimos pseudo cientistas, que muitas das vezes chegaram a conclusões e descobertas verdadeiras nos seus campos de acção, mas extrapolando a área permitida de actuação da Ciência, extrapolaram os seus estudos para outras áreas não autorizadas, semelhantes mas não idênticas, e tiraram conclusões erradas, falsas e que bradam aos Céus.

O rei dos cientistas, daqueles que tiraram conclusões erradas, por extrapolarem os seus estudos para áreas não autorizadas pela sua diferente natureza, foi Darwin, o tal da Evolução das Espécies. Tendo estabelecido a teoria da Evolução das Espécies, que é verdadeira para o mundo animal irracional, extrapola abusivamente as suas teses para o campo humano, e transforma o Homem, num animaleco que provem da evolução do macaco. Fazendo este salto acrobático, falso e não autorizado pela verdadeira Ciência, conclui uma aberração na qual ele se situa, e que propaga, dizendo que o pai dele foi um macaco. Lá formula uma cláusula esfarrapada, em que, a talho de foice, diz que só falta encontrar o elo que comprove a sua teoria da proveniência do Homem do macaco. Como é evidente, esse elo entre os hominídeos, ou homens das cavernas, e o Homem nunca será encontrada, porque não existe. Esta versão da criação do homem é uma aberração e fruto da falta de Fé, bem como da ignorância sobre matéria algo velada para a humanidade.

 

Charles Darwin, cientista, e o maior

de entre os filhos de macaco

Não podemos negar a importância e alcance dos estudos científicos de Darwin. Mas da mesma forma que o fazemos com objectividade, temos também de concluir que no que toca à conclusão de que o homem provem do macaco, e por não haver de facto prova irrefutável do elo entre ambos, ele perdeu todo o mérito, por ter tentado dar um passo maior que a perna. Ele transpôs os limites impostos pelo método científico e caiu num erro crasso. Além do mais, contraria frontalmente o Revelado  por Deus nas Sagradas Escrituras.

Atrás deste cientista, vem uma corrente infindável de cientifistas e de artolas pseudo-cientistas, clamar aos sete ventos, que o homem provem da evolução do macaco. Como isto convém à maçonaria e ao inferno, aí vem os midia a servir de amplificador deste terrível erro e hedionda mentira, ensinar com ares doutorais que aquela mentira é uma verdade que a ciência confirma.

O campeão, dos nossos tempos, destes palhaços cientifistas foi sem dúvida o realizador daqueles magníficos programas de televisão, que todos amávamos ver na nossa juventude - Carl Sagan.

 

Carl Sagan, cientifista, e o segundo

maior de entre os filhos de macaco

Atrás da força incutida por este grande palhaço dos tempos modernos, vem uma maré negra de cintifistas que defendem, a peso de ouro, que o homem descende do macaco e de que a vida provem de uma bactéria e de um acidente material. Muitas outras baboseiras não comprovadas cientificamente, a não ser por falaciosos cálculos probabilísticos, afirmam também de que existem outros planetas habitados por extraterrestres.

Podemos assim concluir que esses cientifistas se congratulam de que os seus pais ancestrais foram macacos.

 

 

Os filhos de macaco

 

Nós, os Católicos, Graças a Deus, não aceitamos aquela paternidade e afirmamos com veemência, que os nossos pais foram Adão e Eva, homem e mulher criados por Deus no Jardim do Éden, há cerca de 6.000 anos atrás, e que em nada esta Verdade contradiz as descobertas da Verdadeira Ciência Humana, como ficará sobejamente exposto neste Dossier.

 

 

Quadro de Miguel Ângelo ilustrando a Criação do Homem por Deus

 

Esta grande Verdade da Criação de Adão e Eva tal como descrita no Génesis, baseando-se muito especialmente na Fé Divina, não nega a Ciência, mas é sim por ela sustentada, foi aceite por gigantes da ciência, que acreditaram em Deus e dEle se aproximaram, porque, dentro da sua vida de pesquisa e procura da Verdade, vislumbraram claramente o Poder e o Verbo de Deus.

Se pensarmos um pouco, torna-se de facto muito difícil de imaginar Deus a criar o Homem à sua imagem e semelhança, e a sua obra resultar num hominídeo, mais parecido com um macacóide monstruoso do que com um ser humano, ou então, deixar ao acaso da evolução determinar como seria o produto final.

Louis Pasteur, o grande cientista químico e microbiólogo, que ficou para a história por ser o pai da vacinação e do processo de pasteurização, deixou-nos numa das suas famosas frases a seguinte verdade:

“Um pouco de ciência afasta-nos de Deus, mas muita, aproxima-nos dEle”.

 

O grande cientista Louis Pasteur

 

Albert Einstein, o grande cientista que ficou para a história pela Teoria da Relatividade, era um crente em Deus, e nalgumas das suas muitas frases que ficaram famosas, disse:

“A diferença entre a estupidez e a genialidade, é que a genialidade tem os seus limites”.

e

“Grandes espíritos encontraram sempre violenta oposição de mentes medíocres”.

e

“Deus não joga com dados”.

e

“Ante Deus somos todos igualmente sábios e igualmente tolos”.

 

O grande cientista Albert Einstein

 

Max Planck, o grande cientista que ficou para a história pelas descobertas na física quântica, deixou-nos escrito:

“Para os crentes, Deus está no princípio das coisas. Para os cientistas, no final de toda reflexão”.

 

O grande cientista Max Planck

 

Georges Lemaître, padre Jesuíta, o grande cientista físico que ficou para a história pela formulação da teoria do Big Bang e de um universo em expansão, deixou-nos escrito:

“Existem dois meios de se alcançar a Verdade, eu decidi seguir ambos”.

“O cientista cristão vai adiante livremente, com a segurança de que a sua investigação não pode entrar em conflicto com a sua fé”.

 

O grande cientista Georges Lemaître

Albert Einstein e Georges Lemaître ficaram amigos e chegaram a trabalhar conjuntamente depois de tomarem conhecimento do trabalho um do outro. Encontraram-se pela primeira vez na corte, a convite dos reis da Bélgica.

 

Einstein e Georges Lemaître na Bélgica

 

Tendo caracterizado as origens, Interior e Exterior, das quais partem os ataques à Igreja, e não pretendendo de modo algum ser exaustivo, vou limitar-me agora a apontar alguns dos Erros mais disseminados que grassam bem debaixo dos nossos olhos.

 

 

Erros introduzidos nas Sagradas Escrituras

 

Como não podia deixar de ser, o grande ataque do inferno à Igreja Católica é feita contra o Verbo de Deus, contra a Palavra de Deus, que está de sobremaneira contida nas Sagradas Escrituras. Este ataque faz-se através da Amputação e da Deturpação

Amputação - Talvez a maior das vitórias de satanás nesta área, foi a de ter conseguido retirar da Bíblia Protestante os 7 Livros Deuterocanónicos:

Tobias, Judite, Macabeus 1, Macabeus  2, Sabedoria, Eclesiástico e Baruc.

Além da Igreja Católica Romana, os livros Deuterocanónicos estão também presentes nas Bíblias da Igreja Anglicana, nas Igrejas Ortodoxas Copta, Siríaca, Grega e Russa.

O assunto da autenticidade e do valor teológico desses livros foi tratado em vários concílios e documentos Papais, sobretudo em 1545-1563 DC. - Concílio Ecuménico de Trento, declarando definitivamente o cânone de 46 livros no Antigo Testamento e declarando como anátema quem os rejeitar (ver Cânone de Trento).

 

OS 66 LIVROS DA BÍBLIA PROTESTANTE 

A vermelho estão os livros omissos na Bìblia Protestante

Antigo Testamento

Novo Testamento

PENTATEUCO

Génesis

Êxodo

Levítico

Números

Deuteronómio

 

HISTÓRICOS

Josué

Juízes

Rute

Samuel 2

Reis 2

Crónicas 2

Esdras

Neemias

Tobias

Judite

Ester

Macabeus 2

 

POETICOS E SAPIENCIAIS

Job

Salmos

Provérbios

Eclesiastes

Cântico dos Cânticos

Sabedoria

Eclesiástico

 

PROFÉTICOS

Isaías

Jeremias

Lamentações

Baruc

Ezequiel

Daniel

Oseias

Joel

Amos

Abdias

Jonas

Miqueias

Naum

Habacuc

Sofonias

Ageu

Zacarias

Malaquias

 

4 EVANGELHOS

Mateus

Marcos

Lucas

João

 

Actos dos Apóstolos

 

EPISTOLAS

Cartas de S. Paulo aos:

Romanos

Coríntios 2

Gálatas

Efésios

Filipenses

Colossenses

Tessalonicenses 2

Timóteo 2

Tito

Filemon

Hebreus

 

Cartas de:

Tiago

Pedro 2

João 3

Judas

 

Apocalipse

 

 

 

 

 

Deturpação - Depois de ter amputado a Bíblia, o demónio ataca de novo, introduzindo erros na Tradução dos Textos Bíblicos, chegando ao ponto de a tornar irreconhecível e com erros doutrinais graves.

Não entrando na análise detalhada de todas as traduções Bíblicas recentes disponíveis em português, quero só fazer algumas chamadas de atenção que considero fundamentais.

As Bíblias em Português que conheço são as seguintes:

Nova Bíblia dos Capuchinhos, Difusora Bíblica - Para o terceiro milénio da Encarnação

         Esta é a melhor de todas as traduções em português, fidedigna, e deve ser a Opção Eleita por todos.

Bíblia Sagrada - Versão segundo os textos originais - Difusora Bíblica - Missionários Capuchinhos - 1964

Traduções fidedigna.

Bíblia Sagrada - Versão dos textos originais - Difusora Bíblica - Franciscanos Capuchinhos

Traduções fidedigna.

Bíblia Sagrada - Edição comemorativa da Visita de João Paulo II em 1991 - Verbo - Reverendos Padres Capuchinhos

Traduções fidedigna.

Bíblia Pastoral - Paulista em CD-ROM

Bíblia Ave Maria (Brasileira de 1957)

         A tradução está demasiado modificada

Bíblia de Jerusalém (Brasileira)

A tradução está muito modificada mas é muito boa nas Notas e referências cruzadas

Bíblia Sagrada em Português corrente - Difusora Bíblica - Franciscanos Capuchinhos - Tradução Interconfessional

         Esta é a pior de todas as traduções católicas em português e não deve de todo ser lida, pois está muito adulterada

Bíblia de Estudo Pentecostal - Protestante - Tradução de Almeida, revista e corrigida.

A tradução é muito boa, fidedigna tem muito boas Notas e referências cruzadas, bons ensinamentos, mas não tem os Livros Deuterocanónicos e tem alguns erros doutrinais na área da escatologia. A apresentação é excelente.

Bíblia das Testemunhas de Jeová -

         Esta é a pior e a mais perigosa de todas as traduções em português e não deve de todo ser lida, pois está totalmente adulterada

 

 

 

Erros introduzidos na Doutrina e Tradição

 

Este é o campo mais vasto para os inimigos da Igreja actuarem, e assim o fizeram ao longo dos tempos, numa acção incansável de desmantelamento da Verdade. Fizeram-no, desde as áreas mais simples até às mais complexas.

Vejamos alguns casos mais evidentes.

 As Chagas de Jesus

Os inimigos da Igreja, blasfemos por natureza e sem qualquer tipo de Fé Divina, regozijaram-se em passar da Ciência ao cientifismo.

Preferiram adaptar as representações da Paixão às suas teorias generalistas, do que se fiarem nas descrições Bíblicas e nas Revelações Privadas existentes sobre esse momento histórico decisivo.

 

() O Erro de Jesus pregado nos pulsos

Uma das suas mais visíveis vitórias foi a de, através de estudos e inteligência pseudo-científicas, afirmar que Jesus não foi pregado nas mãos à Cruz, porque dizem eles, as mãos não teriam força para aguentar o peso do corpo, e ter-se-iam rompido. Apoiando estes cientifistas, vêm os seus comparsas artistas blasfemos, pintar os quadros dos crucifixos, com os pregos nos pulsos, e não nas mãos. Emparelham com eles os escultores de crucifixos, com Jesus pregado pelos pulsos e não nas mãos. Em verdade, deixam de representar Jesus Crucificado e passam a representar “um qualquer crucificado”.

Ora acontece que esta tese absurda e blasfema, contraria frontalmente a Verdade dos factos narrados:

nas Sagradas Escrituras,

nas Revelações Privadas e

nos Estigmatizados, verdadeiros testemunhos vivos.

n Nas Sagradas Escrituras

João 20,25-27

25 Os outros discípulos disseram-lhe: Vimos o Senhor. Mas ele replicou-lhes: Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei!

26 Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco!

27 Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé.

Lucas 24,39

39 Olhai as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; tocai-me e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos, como percebeis que eu tenho.

40 E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés.

Nestas passagens do Evangelhos não se fala de pulsos, mas sim das mãos.

Nas Revelações Privadas

Diário da Irmã Faustina

1247 Sinto imediatamente uma dor nas mãos, nos pés, e no lado, nos lugares que foram perfuradas as mãos, os pés e o lado do Salvador…

Diário da Irmã Faustina

1646 As dores aumentaram hoje e, além disso, senti as chagas nas mãos, nos pés e no lado; …

Mística Cidade de Deus

 MCD-2-1384 1384 - Tomando a mão do Salvador, um dos verdugos assentou-a sobre o orifício da cruz e outro a cravou, enfiando à marteladas, na palma do Senhor um grosso cravo de quinas. Romperam-se as veias e nervos, quebraram-se e deslocaram-se os ossos daquela mão sagrada que fez os Céus e tudo quanto existe. Ao irem cravar a outra mão, ela não alcançava o orifício, pois além dos nervos se terem contraído, haviam distanciado o buraco por maldade, como acima se disse (Cf. supra n. 1382). Tomaram, então, a corrente com que o mansíssimo Senhor estivera preso desde o horto e lhe prenderam o pulso na extremidade que terminava em algemas. Com inaudita crueldade, puxaram o braço até a mão alcançar o orifício, cravando-a com outro cravo.

 

Estigmatizados

Mas a derradeira e absoluta prova de que os cravos trespassaram as mãos de Jesus Cristo, e não os seus pulsos, são os estigmatizados, que por vontade de Deus padecem as dores da Sua Paixão e carregam sobre o seu corpo as Chagas de Cristo, nomeadamente as chagas das mãos, as chagas dos pés e a chaga do lado.

De facto, todos os estigmatizados apresentam as chagas na palma das mãos, e não nos pulsos. Faria algum sentido que se as chagas de Cristo tivessem sido nos pulsos, que os estigmatizados apresentassem os estigmas nas palmas da mão?

O Estigmatizado Padre Pio

Todos os estigmatizados Católicos e que mereceram a comprovação da Igreja Católica, tiveram, sem excepção, os estigmas nas palmas das mãos.

Entre estes estigmatizados, contam-se:

Angelik Caruana,

Beata Ana Catarina Emmerich,

Beata Lúcia Brocadelli de Narni,

Beata Maria de Oignies,

María de León Bello y Delgado,

Megan Delphia Alexander,

Santa Catarina de Ricci,

Santa Catarina de Siena,

Santa Faustina Kowalska,

Santa Gemma Galgani,

Santa Maria da Encarnação,

Santa Rita de Cássia,

Santa Verónica Giuliani,

São Francisco de Assis,

São João de Deus,

Serva de Deus Teresa Neumann,

Zlatko Sudac.

Curiosamente, também houve estigmas de origem diabólica, em espíritas e falsos videntes, que apresentaram estigmas, ou simulacros, também sempre nas palmas das mãos.

 

() O Erro de Jesus pregado com os pés ao lado um do outro

Usando dos seus mesmos métodos cientifistas, inventaram que Jesus devia ter sido crucificado da mesma maneira que os outros crucificado da época, ou seja, com os pés ao lado um do outro e com 2 cravos. Mas esqueceram-se que Pilatos mandou uma placa ser pregada na cruz com os dizeres nas três línguas mais faladas na época.

João 19,19

19E Pilatos escreveu também um título, e o colocou sobre a cruz; e nele estava escrito: JESUS O NAZARENO, O REI DOS JUDEUS.

Por terem usado um dos cravos na placa, com os dizeres de Pilatos, é que deve ter faltado um, e os algozes tiveram que usara um único cravo para os dois pés de Jesus, não seguindo a regra habitual.

Mística Cidade de Deus

MCD-2-1384 Passaram aos pés. Puseram-nos um sobre o outro e puxando com a mesma corrente, com muita força e crueldade, cravaram-nos juntos com o terceiro cravo, um pouco maior que os outros. Ficou aquele sagrado corpo ao qual estava unida a divindade, pregado na santa cruz. Seus membros deificados, e formados pelo Espírito Santo, ficaram tão deslocados e fora de seu lugar natural, que se lhe poderiam contar todos os ossos.

 

 

 A mentira de que o Nascimento de Jesus afinal não foi a 25 de Dezembro

A Apostasia é a pregação/divulgação de falsas doutrinas, contrariando e desacreditando, assim, a Revelação Divina.

Apostasia dentro da Igreja Católica, tem tido um filão muito convincente,  que se ocupa de desacreditar os Textos Bíblicos e a Tradição da Igreja Católica. Para esta estirpe de apóstatas, verdadeiras víboras mentirosas, conta acima de tudo, de estender um manto racionalista sobre os textos Bíblicos, extraindo-lhes o cariz Verdadeiro, Maravilhoso, Divino e inexplicável em muitos dos casos. No intuito de não perder muito tempo com estes cafres saídos do mais profundo dos infernos, só gostaria de dar uns poucos exemplos sobre o que eles fazem nos seus cursos Bíblicos, para desacreditarem os textos e fazerem perder a Fé aos incautos que lhes dão ouvidos. Estes Cientifistas, cobrindo-se de manto de pesquisa científica e de cultura excepcionais, começam por eloquentemente elogiar os textos, abrindo as defesas dos mais atentos e com uma Fé mais forte, para em seguida os esvaziar do seu conteúdo mais profundo e Divino.

Primeiro, começam por afirmar que quase nenhum dos textos foi escrito por aqueles a quem realmente são atribuídos, por exemplo, que os Evangelhos não foram escritos pelos evangelistas, mas simplesmente lhes foram atribuídos por tradição antiga, e o mesmo, com muitos dos livros proféticos, bem como as cartas de São Paulo, também, que a maioria não foram escritas por ele… Quanto ao significado dos textos, afirmam eles, que não se os deve ler no seu sentido primeiro, mas tão só, ir aos segundos sentidos ou a interpretações mais profundas e simbólicas. Com isto afirmam de facto, que os textos, em si e na sua forma directa, são um chorrilho de mentiras e invenções infantis.

Estou a pensar nas centenas de passagens em que se fala do diabo, e que estas sumidades dizem não existir, mas que Jesus se referia só ao mal em geral, pois o diabo é coisa simbólica… Quando as coisas não lhes convém, nem a eles nem ao pai espiritual destas víboras, dizem que os textos são meras formas de retórica arcaica, e que devem se reinterpretado à luz das descobertas científicas que entretanto se fizeram ao longo dos séculos.

Por exemplo, sobre a estrela dos Reis Magos, foi um cometa que passou na altura, mas esquecem-se que esse dito cometa, aparecia e desaparecia e de que parou sobre a gruta, o que me parece ser um pouco invulgar para o movimento e trajectória de um cometa.

Sobre a paixão de Jesus, dizem, indo atrás das testemunhas de jeová e de outros protestantes, que Jesus não carregou cruz nenhuma, mas tão só um madeiro, pois a isso conduziram os estudos mais actuais, esquecendo-se que a Cruz de Cristo foi descoberta no tempo de Constantino e de que a Tradição da Igreja sempre falou em Cruz.

Quanto ao nascimento de Jesus, dizem estas inteligências estudiosas, de que de facto não foi em 25 de Dezembro, mas sim que esta data foi devido à festa do Sol dos Romanos, e que por simpatia e para não causar muita perturbação, adoptou-se essa falsa data…

Mas, uma vez mais, a beleza, a singeleza, o poder e a autenticidade da proveniência Divina do texto Bíblico traz em si o desmascaramento desta enorme e monumental atoarda.

Apresento seguidamente um texto do Vittorio Messori, publicado no "Corriere della Sera" (Itália), quarta-feira, 9 de Julho de 2003.

Jesus nasceu verdadeiramente em 25 de Dezembro

A data de 25 de Dezembro não é apenas um símbolo. Rolos de Qumram confirmam sua exactidão. Professor da universidade hebraica de Jerusalém elimina todas as dúvidas sobre um enigma milenar.

Vittorio Messori

Quando todos estão fora, quando as cidades estão vazias, a quem - e onde - enviar cartões postais e presentes com fitas e flocos de neve? Não são os próprios bispos que esbravejam contra essa espécie de orgia de consumo a que estão reduzidos os nossos natais? Então, enganemos os bobos e coloquemos tudo a 15 de Agosto...

A coisa não parece impossível. Com efeito, não foi a necessidade histórica, mas a Igreja que escolheu o 25 de Dezembro para contrastar com as festas pagãs e substitui-las nos dias do solstício de Inverno: o nascimento de Cristo no lugar do renascer do Sol invicto.

Inicialmente, portanto, foi uma decisão pastoral que pode ser mudada conforme as necessidades. Uma provocação, evidentemente, que entretanto se baseava no que é (ou melhor, era) pacificamente admitido por todos os estudiosos: a festa litúrgica do Natal seria uma escolha arbitrária, sem ligação com a data do nascimento de Jesus, que ninguém está em condições de determinar. Pois bem, parece que justamente os especialistas se enganaram; e eu, obviamente, com eles.

Na realidade, hoje, graças notadamente aos documentos de Qumram, estamos em condições de estabelecer com precisão: Jesus nasceu mesmo num 25 de Dezembro.

Uma descoberta extraordinária a tomar a sério e que não pode ser suspeita de fins apologéticos cristãos, já que a devemos a um professor judeu da Universidade de Jerusalém.

Tratemos de compreender o mecanismo, que é complexo mas fascinante. Se Jesus nasceu num 25 de Dezembro, a concepção virginal deu-se obviamente nove meses antes. E, com efeito, os calendários cristãos situam a 25 de Março a anunciação do anjo Gabriel a Maria. Mas sabemos pelo próprio Evangelho de São Lucas que exactamente seis meses antes tinha sido concebido por Isabel o Precursor, João, que será chamado o Batista. A Igreja católica não tem uma festa litúrgica para tal concepção, enquanto as antigas Igrejas do Oriente a celebram entre 23 e 25 de Setembro. Ou seja, seis meses antes da Anunciação a Maria. Uma sucessão lógica de datas, mas com base em tradições inverificáveis e não em eventos localizáveis no tempo. Assim pensavam todos, até tempos recentíssimos. Na realidade, parece que não é assim.

Com efeito, é justamente da concepção de João que devemos partir. O Evangelho de Lucas abre-se com a história do casal de anciãos, Zacarias e Isabel, já resignada à esterilidade, uma das piores desgraças em Israel. Zacarias pertencia à casta sacerdotal e, um dia em que estava a serviço no templo de Jerusalém, teve a visão de Gabriel (o mesmo anjo que seis meses depois se apresentará a Maria, em Nazareth) que lhe anunciava que, apesar da idade avançada, ele e sua mulher haveriam de ter um filho. Deveriam chamá-lo João e seria "grande diante do Senhor".

Lucas teve o cuidado de precisar que Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias e que quando teve a aparição "oficiava no turno da sua classe". De fato, aqueles que no antigo Israel pertenciam à casta sacerdotal estavam divididos em 24 classes que, revezando-se em ordem imutável, deviam prestar serviço litúrgico ao templo durante uma semana, duas vezes por ano. Sabíamos que o clã de Zacarias, o de Abias, era o oitavo, no elenco oficial. Mas, quando caíam os seus turnos de serviço? Ninguém sabia.

Pois bem, utilizando pesquisas desenvolvidas por outros especialistas e trabalhando sobretudo em textos encontrados na biblioteca dos Essênios de Qumram, o enigma foi revelado pelo professor Shemarjahu Talmon, o qual, como se disse, ensina na Universidade hebraica de Jerusalém. Ou seja, o estudioso conseguiu precisar em que ordem cronológica se sucediam as 24 classes sacerdotais. A de Abias prestava serviço litúrgico no templo duas vezes por ano, como as outras, e uma dessas vezes era na última semana de Setembro. Portanto, era verosímil a tradição cristã oriental que situa entre 23 e 25 de Setembro o anúncio a Zacarias. Mas tal verosimilhança aproxima-se da certeza porque, estimulados pela descoberta do professor Talmon, os estudiosos reconstruíram o fio daquela tradição, chegando à conclusão que ela provinha directamente da Igreja primitiva judeu-cristã de Jerusalém. Memória tão antiga quanto tenaz essa das Igrejas do Oriente, como confirmam muitos casos.

Assim, aquilo que parecia mítico assume de repente uma nova verosimilhança. Uma cadeia de eventos que se estende ao longo de 15 meses: em Setembro, o anúncio a Zacarias e no dia seguinte a concepção de João; em Março, seis meses mais tarde, o anúncio a Maria. Com este último evento chegamos justamente ao 25 de Dezembro, dia que, portanto, não foi fixado ao acaso.

Sim senhor, parece impossível propor o Natal para 15 de Agosto. Farei portanto uma penitência, mas, em vez de humilhado, emocionado: depois de tantos séculos de pesquisa obstinada, os Evangelhos não cessam de reservar surpresas. Detalhes aparentemente inúteis (que importava se Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias? Nenhum exegeta lhe prestava atenção) mostram de repente a sua razão de ser, o seu carácter de sinal de uma verdade escondida mas precisa. Apesar de tudo, a aventura cristã continua.

 

 

 

 A mentira de que Jesus bebeu água no Jejum do deserto

As Sagradas Escrituras, que não contêm uma única mentira ou incorrecção, e em que todo o seu texto é rigoroso e inspirado por Deus, é claro na afirmação do jejum de Jesus no deserto.

Mateus 4,1-2

1 Em seguida, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demónio.

2 Jejuou quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome.

Se tivesse bebido água, a narração bíblica certamente teria colocado a ressalva de que bebera água. Aliás, o deserto define-se como um lugar sem água, e por isso é que também para lá foi Jesus. São Mateus quando fala em deserto e jejum, afirma implicitamente que Jesus não bebeu água. Os Evangelistas não eram de muitas palavras, mas o que lá está é suficiente para tirar as conclusões certas. O jejum de Jesus não foi como as greves da fome que se fazem hoje em dia, com água e soro… O jejum de Jesus foi a valer.

O Evangelho como me foi revelado - Maria Valtorta, Volume 1, Número 46.2, Pág. 274

… De facto, a sacola está perto dEle, a mesma que eu o vi pegar, antes de partir de Nazaré. É tudo o que Ele tem. E, como está dobrada e frouxa, compreendo que está vazia, sem aquele pouco alimento que Maria havia posto nela. Jesus está muito magro e pálido. Está sentado com os cotovelos apoiados nos joelhos e os antebraços estendidos para a frente, com as mãos unidas e os dedos entrelaçados. Ele está meditando.

Jesus jejuando no deserto

Ao longo da leitura da Mística Cidade de Deus, de Sor Maria de Jesus de Agreda, vamos aprendendo que a Virgem Maria sempre esteve ao lado de Jesus até aos trinta anos de idade, quando começou a Sua vida pública. A partir desse momento, a sua ligação continuou sendo permanente, mas só a um nível espiritual, e todos os momentos difíceis pelos quais Jesus passou, também a Virgem Maria com Ele os partilhou, inclusive, as privações, os sofrimentos e a própria morte.

Na Obra Mística Cidade de Deus, há uma passagem que permite depreender que o jejum de Jesus foi absoluto e de todo o rigor. Se tivesse bebido água, não seria com todo o rigor. Nossa Senhora, dentro do Seu Oratório, de onde não saiu, fez o mesmo jejum que Jesus.

Mística Cidade de Deus, de Sor Maria de Jesus de Agreda, Versão Brasileira, Tomo 3, Capítulo 25, Pág. 151, Nº 990

Logo que a grande Senhora soube que nosso amado Salvador dirigia-se para o deserto e a intenção que o levava, fechou-se em casa. Foi tal o seu retiro, que até os vizinhos pensaram que se havia ausentado como seu Filho santíssimo. Recolheu-se ao seu oratório e ali permaneceu quarenta dias e quarenta noites, sem sair e sem comer coisa alguma, como sabia estar fazendo seu Filho santíssimo. Ambos guardaram o jejum na mesma forma e rigor.

Os mesmos cientifistas de sempre afirmam, como quem não quer fazer mal a ninguém, que é impossível fazer um jejum de 40 dias, porque humanamente o corpo não aguentaria. Assim sendo, denigrem a imagem e a credibilidade dos evangelistas e trazem Jesus ao nível de um homem vulgar. Tentam denegri-lO. Isto é extremamente conveniente para quem quer retirar a Divindade a Jesus e atacar a Doutrina da Igreja Católica e a credibilidade das Sagradas Escrituras.

Acontece que Jesus não é um homem vulgar e igual a qualquer outro. Há verdades incontornáveis sobre Jesus, que o tornam diferente de todos os homens:

1º - Jesus tinha a dupla natureza humana e Divina

Jesus tem simultaneamente a natureza humana e Divina, coisa que nenhum outro homem tem. Jesus é Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo, o que lhe confere uma ascendência sobre todos os outros homens.

2º - Jesus tinha um organismo perfeito

Jesus não tendo sido tocado pelo pecado original, não contraiu as debilidades que esse pecado deixou e imprimiu na raça humana. Foi por isso que Jesus nunca esteve doente e o seu corpo foi o mais perfeito do que de qualquer homem que alguma vez tenha existido, quer espiritual, quer fisicamente falando. Deste modo, o seu corpo, o seu organismo sem defeito ou fraqueza, foi o mais resistente e mais perfeito, no seu metabolismo ou qualquer outra característica que possa ser avaliada.

3º - Jesus fazia Milagres

Jesus fazia Milagres por Sua vontade e Seu Poder, diferenciando-se assim de todos os outros homens. Este Poder de fazer Milagres, podia-o conceder a terceiros, tal como o fez em relação aos seus Discípulos e a outros no decurso da História Humana.

Estas três diferenças fundamentais fazem com que as fraquezas, normalmente detectadas nos homens, não possam ser generalizadas e também atribuídas a Jesus, pelo simples facto de Ele também ser homem. O facto de Ele ser também Deus, retiram-Lhe essas fraquezas, debilidades e defeitos comuns aos homens. Nestas fraquezas inclui-se o pecado. Ele foi e é o Homem perfeito, à imagem do qual foi feito Adão, e como teríamos sido todos nós, se não tivéssemos herdado as doenças e a morte, as quais nos foram transmitidas através do Pecado Original.

Um erro que é comum ouvir dizer, mesmo a pessoas com uma certa cultura religiosa, é de que “Jesus era em tudo igual aos homens, excepto no pecado”. Assim, por ignorância ou por maldade, negam-lhe os privilégios que Lhe advêm da sua perfeição física decorrente da união hipostática que existia entre a natureza Divina unida à natureza humana.

De facto, o que está escrito nas Sagradas Escrituras é que em tudo era “semelhante” aos homens, e “não igual” aos homens. Nunca passou pela doença ou pelo pecado.

Hebreus 2,17

17 e por isso convinha que ele se tornasse em tudo semelhante aos seus irmãos,

Hebreus 4,15

15 Ao contrário, passou pelas mesmas provações que nós, com excepção do pecado.

Na Obra da Maria Valtorta “O Evangelho como me foi revelado”, há uma passagem da tentação de Jesus pelo demónio, com a água e com o pão, em que se depreende claramente que Jesus não comeu nem bebeu água, também, durante os 40 dias em que jejuou no deserto.

O Evangelho como me foi revelado - Maria Valtorta, Volume 1, Número 46.4, Pág. 275

- Se eu tivesse água no odre, eu te daria. Mas eu também estou sem. Meu cavalo morreu, e eu vou indo a pé até o vau do Jordão. Lá eu beberei, e hei de encontrar alguém que me dê um pão. Eu sei o caminho. Vem comigo. Eu te guiarei.

Como os descrentes gostam que se lhes apresentem provas para as coisas fora do comum que nos aparecem relatadas na Bíblia, surgiu em Portugal, uma vez mais, país escolhido entre todas as outras nações da Terra, um facto comprovado cientificamente que vem contrariar a tese dos pseudo-cientistas e vem em socorro da Fé dos Crentes Católicos.

Alexandrina de Balasar e Dr. Manuel Dias de Azevedo

Viveu em Portugal a mística Beata Alexandrina de Balasar, de seu nome completo Alexandrina Maria da Costa, beatificada no dia 25 de Abril de 2004, em Roma pelo Papa João Paulo II, que viveu em jejum e anúria absolutos, sem comer nem beber água, só se alimentando da Sagrada Hóstia, durante mais de 13 anos, a partir de 27 de Março de 1942.

Havendo muitos cépticos e inimigos da Igreja Católica, que tomaram conhecimento dos fenómenos extraordinários que eram atribuídos à Alexandrina, resolveram desmascará-la e apurar a verdade sobre tais factos.

Para tirarem a limpo aquela “farsa”, de 10 de Junho até 20 de Julho de 1943, a Alexandrina foi internada no Refúgio da Paralisia Infantil, da Foz do Douro, sob a direcção do Dr. Henrique Gomes de Araújo, e sob a vigilância feita de dia e de noite por pessoas conscienciosas e desejosas de indagar a verdade.

No entanto, ao fim do internamento e da vigilância cerrada, feita por turnos e sem interrupção, foi passado um Atestado Médico, de cariz científico e legal, em como a Alexandrina esteve durante aqueles 40 dias em total jejum de sólidos e líquidos, e sem qualquer excreção fisiológica.

Relatório médico

Transcrevemos um excerto de dois relatórios médicos acerca do parecer médico sobre o jejum e a anúria de Alexandrina.

O primeiro excerto pertence ao relatório médico do Dr. Henrique Gomes de Araújo que dirigiu a observação médica realizada no Hospital “Refúgio da Paralisia Infantil”:

«É para nós inteiramente certo que, durante os quarenta dias de internamento, a doente não comeu nem bebeu; não urinou nem defecou, e esta circunstância leva-nos a crer que tais fenómenos possam vir a produzir-se de tempos anteriores. Não podemos duvidá-lo. Os treze meses, como nos informam? Não sabemos.» E o Dr. Araújo termina afirmando que, neste estranho caso, há pormenores «que pela sua importância fundamental de ordem biológica, tais a duração da abstinência do líquido e anúria, nos tornam suspensos, aguardando que uma explicação faça a verdadeira luz.»

(Relatório médico cit. in Pasquale, H.; “Alexandrina”; pág.171; 1.ª edição)

 

Mesmo sendo uma criatura nascida com o Pecado Original, mas por Vontade Divina, ficou, assim, comprovado cientificamente que o Jejum total de Jesus no deserto foi como relatado no Evangelho e é humanamente possível, por Vontade de Deus e segundo um Milagre por Ele operado.

Jesus declarou-lhe:

«Não te alimentarás jamais na Terra. O teu alimento é a Minha Carne; o teu sangue é o Meu Divino Sangue; a tua vida é a Minha vida, de Mim a recebes, quando te bafejo e acalento, quando uno ao teu o Meu Coração. Não quero que uses medicina, a não ser aquela a que não possas atribuir alimentação. Esta ordem é para o teu médico; será ele que toma a tua defesa.

É grande milagre da tua vida.»

(Sentimentos da Alma; 07/12/1946)

Para ler sobre a vida da Alexandrina de Balasar, consultar o Site Oficial:

http://alexandrinadebalasar.com/

 

 

 O erro de que Nossa Senhora não morreu, só teve uma “dormição”

É frequente ouvir-se falar da dormição de Nossa Senhora, como sendo uma afirmação de quem sabe das coisas e como uma atitude culta e informada. Isto fica-se a dever, em parte, ao facto de que a morte de Nossa Senhora não foi realçada nas Sagradas Escrituras. Desta forma, fica aberta a porta à dúvida, que só será totalmente esclarecida 1700 anos depois. A confirmação que nos chega, depois de a conhecermos, é perfeitamente plausível, e aceitamo-la de bom grado.

Ao longo da leitura da Mística Cidade de Deus vamos aprendendo que a Virgem Maria sempre esteve ao lado de Jesus até aos trinta anos de idade, quando começou a Sua vida pública. A partir desse momento, a sua ligação continuou sendo permanente, mas só a um nível espiritual, e todos os momentos difíceis pelos quais Jesus passou, também a Virgem Maria com Ele os partilhou, inclusive, as privações, os sofrimentos e a própria morte.

O Livro V da Mística Cidade de Deus fala-nos exactamente disso:

Contém a perfeição com que Maria Santíssima copiava e imitava as operações da alma de Seu Filho amadíssimo e como a informava da Lei da Graça, artigos da fé, sacramentos e Dez Mandamentos e a prontidão e alteza com que a observava;

Não fugiu à regra a vontade que Ela expressou á Santíssima Trindade de passar também pela morte corporal, tal como o Seu Filho passara.

Mística Cidade de Deus, Tomo 4, Capítulo 19, Número 740, Pág. 382

MCD-3-740 740 - Prostrou-Se a prudentíssima Mãe diante de Seu Filho, e com alegre semblante respondeu: Meu Filho e Senhor, suplico-Vos que Vossa Mãe e serva entre na vida pela porta comum da morte natural, como os demais filhos de Adão. Vós que sois Meu verdadeiro meu Deus, a padecestes sem obrigação de morrer; justo é que, tendo procurado Vos seguir na vida, vos acompanhe também no morrer. Aprovou Cristo, nosso Salvador o sacrifício e vontade de Sua Mãe Santíssima, e disse que se cumprisse o que Ela desejava. 

 

Mística Cidade de Deus, Tomo 4, Capítulo 19, Número 741, Pág. 383

MCD-3-741 741 - Quando os Anjos principiaram a música, Maria Santíssima reclinou-se no leito, a túnica ficou-Lhe como que unida ao corpo, as mãos juntas, o olhar fixo em Seu Filho Santíssimo e toda abrasada na chama de seu divino amor. Quando os Anjos chegaram àqueles versos do capítulo II dos Cânticos (v. 10): Levanta-Te, apressa-Te, Minha amiga, pomba Minha, formosa Minha e vem, que o Inverno já passou, etc... A estas palavras, Ela pronunciou aquelas de Seu Filho na cruz: Em tuas mãos, Senhor, encomendo Meu espírito (Lc 23, 46). Cerrou os virginais olhos e expirou. A enfermidade que Lhe tirou a vida foi o Amor, sem qualquer outro achaque ou acidente. 

 

A Virgem Maria morreu, com “setenta anos menos vinte e cinco ou seis dias” de idade, no dia 13 de Agosto, de uma sexta feira às três horas da tarde, tal como Jesus, como acima descrito, e foi sepultada, tendo permanecido no túmulo o mesmo tempo que Jesus esteve no Santo Sepulcro. A Assunção ao Céu foi no dia 15 de Agosto, tal como celebrado pela Igreja Católica.

Mística Cidade de Deus, Tomo 4, Capítulo 19, Número 742, Pág. 383

MCD-3-742 742 - Aquela alma puríssima passou de Seu virginal corpo à destra e trono de Seu Filho Santíssimo onde, num instante, foi colocada com imensa glória. Começou-se a ouvir que a música dos Anjos ia se afastando na região do ar, porque a procissão dos Anjos e santos, acompanhando seu Rei e Rainha, encaminhou-se para o Céu empíreo. O sagrado corpo de Maria Santíssima que fora templo e sacrário de Deus vivo, ficou cheio de luz e resplendor, desprendendo tão admirável fragrância, que encheu a todos os circunstantes de suavidade interior e exterior. Os mil Anjos custódios de Maria Santíssima ficaram guardando o precioso tesouro de Seu virginal corpo. Os Apóstolos e discípulos, entre lágrimas de dor e alegria, pelas maravilhas que presenciaram, permaneceram absortos por algum tempo e, em seguida, cantaram muitos hinos e salmos em honra da falecida Senhora. O glorioso trânsito da grande Rainha do mundo verificou-se a treze de Agosto, sexta-feira às três horas da tarde, como o de Seu Filho Santíssimo. Contava setenta anos de idade, menos os vinte e seis dias que vão de treze de Agosto em que morreu, até oito de Setembro em que nasceu, e no qual completaria os setenta anos. Depois da morte de Cristo nosso Salvador, a divina Mãe viveu no mundo vinte e um anos, quatro meses e dezenove dias, sendo o ano cinquenta e cinco de seu virginal parto. É fácil fazer o cálculo: Quando Cristo nosso Salvador nasceu, a Virgem Mãe tinha quinze anos, três meses e dezessete dias. O Senhor viveu trinta e três anos e três meses. Ao tempo de Sua Sagrada Paixão estava Maria Santíssima com quarenta e oito anos, seis meses e dezessete dias. Acrescentando a estes os outros vinte e um anos, quatro meses e dezenove dias, fazem os setenta anos menos vinte e cinco ou seis dias.

Com a morte da Virgem Maria ocorreram grandes maravilhas e prodígios

Mística Cidade de Deus, Tomo 4, Capítulo 19, Número 743, Pág. 384

MCD-3-743 743 - Grandes maravilhas e prodígios sucederam na preciosa morte da Rainha. O Sol eclipsou-se, como disse acima , e em sinal de luto escondeu sua luz por algumas horas. À casa do Cenáculo acorreram muitas aves de diversa espécies e, com tristes gorjeios, estiveram algum tempo se lamentando e provocando o pranto de quem as ouvia. Jerusalém inteira se comoveu e, admirados, vinham muitos confessando em alta voz o poder de Deus e a grandeza de Suas obras. Outros ficavam atónitos e fora de si. Os Apóstolos e discípulos, com outros fiéis, se desfaziam em lágrimas. Acorreram muitos enfermos e todos foram curados. Saíram do Purgatório as almas que lá estavam. O maior prodígio foi o seguinte: na mesma hora de Maria Santíssima, expiraram três pessoas; um homem em Jerusalém e duas mulheres vizinhas do Cenáculo. Morreram em pecado, sem penitência e iam ser condenadas. A dulcíssima Mãe, porém, pediu misericórdia para eles no tribunal de Cristo. Alcançou que fossem restituídos à vida que então modificaram, de modo a viver na Graça e se salvaram. Este privilégio não se estendeu a outros que naquele dia morreram no mundo, mas só àqueles três que se verificaram à mesma hora em Jerusalém. O que sucedeu no Céu e quão festivo foi este dia na Jerusalém triunfante descreverei noutro capítulo, para não o misturar com o luto dos mortais.

A morte da Virgem Maria também foi testemunhada pelas visões de Maria Valtorta, as quais imortalizou na sua obra “Evangelho como ele me foi revelado”, escrita entre 1944 e 1951, portanto, quase até a sua morte. As suas últimas narrativas denotam um profundo cansaço e uma certa falta de rigor, se comparadas com cenas descritas em anos anteriores.

Na visão que Maria Valtorta tem dos diálogos entre a Virgem Maria e São João Evangelista, vamos encontrar este, desfeito em lágrimas, por a Virgem Mãe lhe ter comunicado que estava chegando a hora da Sua partida desta Terra. Ele não queria de maneira nenhuma aceitar esta dura realidade, e foi assim que Maria Valtorta relata a sua visão:

O “Evangelho como ele me foi revelado”, de Maria Valtorta, Versão Brasileira, Volume 10, Capítulo 649, Pág. 479

479 - … (João) “Não! Não! Não digas isso. Tu não podes, não deves morrer. O Teu corpo imaculado não pode morrer, como o dos pecadores.”

(Virgem Maria) “Tu está errado João. O meu filho morreu. Eu também morrerei. Não conhecerei o que é doença, o que é agonia, nem o espasmo da morte. Mas morrer, eu morrerei.”

O “Evangelho como ele me foi revelado”, de Maria Valtorta, Versão Brasileira, Volume 10, Capítulo 649, Pág. 489

489 - … (João) “A esses tais, eu poderei dizer, jurando por coisas mais excelsas, que não só o Cristo tornou a viver, pelo seu próprio poder divino, mas que, também sua Mãe, três dias depois da morte, se é que se pode chamar de morte aquela morte, recebeu de novo a vida e, com a carne unida à sua alma, tomou posse da sua eterna morada no Céu ao lado de seu Filho.”

São João Damasceno também na sua terceira homilia sobre a Assumpção da Virgem Maria, foi eloquente quanto à morte de Nossa Senhora.

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Sepultamento da Virgem Maria - Ícone "St. Michael" Kostenetz”

Antologia dos Santos Padres. Homilias de São João Damasceno. Edições Paulinas 1979 - Cirilio Folch Gomes

“Aquele que, de sua transcendência super-essencial e imaterial, desceu ao seio virginal para ser concebido e se encarnar, sem deixar o seio do Pai; aquele que através da Paixão marchou voluntariamente para a morte, conquistando pela morte a imortalidade e voltando ao Pai; como não pôde ele atrair ao Pai sua Mãe segundo a carne? Como não elevaria da Terra ao Céu aquela que fora um verdadeiro Céu sobre a Terra?

Mas então? Morreu a fonte da vida, a Mãe de meu Senhor? Sim, era preciso que o ser formado da terra à terra voltasse, para dali subir ao Céu, recebendo o dom da vida perfeita e pura a partir da terra, após ter-lhe entregue seu corpo. Era preciso que, como o ouro no crisol, a carne rejeitasse o peso da mortalidade e se tornasse, pela morte, incorruptível, pura, e assim ressuscitasse do túmulo.

Aproxima-te, ó Mãe, de teu Filho, aproxima-te e participa do poder régio daquele que, nascido de ti, contigo viveu na pobreza! Ascende, ó Soberana, ascende! Já não vale a ordem dada a Moisés: “Sobe e morre…” (Dn 31, 48) Morre, sim, mas eleva-te pela própria morte!

Entrega tua alma às mãos de teu Filho e devolve à terra o que é da terra, pois mesmo isso será carregado por ti.

Eis a Virgem, filha de Adão e Mãe de Deus: por causa de Adão entrega seu corpo à terra, mas por causa de seu Filho eleva a alma aos tabernáculos celestes! Santificada seja a Cidade santa, que acolhe mais essa bênção eterna! Que os anjos precedam a passagem da divina morada e preparem seu túmulo, que o fulgor do Espírito a decore! Preparai aromas para embalsamar o corpo imaculado e repleto de delicioso perfume! Desça uma onda pura a fim de aurir a bênção da fonte imaculada da bênção! Alegre-se a terra de receber o corpo e exulte o espaço pela ascensão do espírito! …

Tal é, depois de outros dois, o terceiro discurso que compus acerca de tua partida, ó Mãe de Deus, em honra e amor da Trindade, cuja cooperadora foste, por benevolência do Pai e por virtude do Espírito, quando recebeste o Verbo sem princípio, a Sabedoria omnipotente, a Força de Deus. Aceita, pois, minha boa vontade, maior do que minha capacidade, e dá-me a salvação, a libertação das paixões da alma, o alívio das doenças dos corpos, a salvação das dificuldades, a vida de paz, a luz do Espírito. Inflama nosso amor por teu Filho, regula nossa conduta sobre o que lhe apraz, a fim de que, na posse da bem-aventurança do alto, e vendo-te refulgir com a glória de teu Filho, façamos ressoar hinos sagrados, na eterna alegria, na assembleia dos que celebram, em festa digna do Espírito, aquele que por ti opera nossa salvação, o Cristo Filho de Deus e nosso Deus, a quem pertence a glória e o poder, com o Pai sem princípio e o Espírito Santo e vivificador, agora e sempre pelos séculos. Amen.”

O Papa João Paulo II também foi eloquente quanto à morte de Nossa Senhora na Audiência Geral de 25 de Junho de 1997.

Audiência Geral das Quartas-feiras 25 de Junho de 1997 - Papa João Paulo II - nº 3/4

A dormição da Mãe de Deus

Caríssimos Irmãos e Irmãs, …

3. É verdade que na Revelação a morte se apresenta como castigo do pecado. Todavia, o facto de a Igreja proclamar Maria liberta do pecado original por singular privilégio divino não induz a concluir que Ela recebeu também a imortalidade corporal. A Mãe não é superior ao Filho, que assumiu a morte, dando-lhe novo significado e transformando-a em instrumento de salvação.

Empenhada na obra redentora e associada à oferta salvífica de Cristo, Maria pôde compartilhar o sofrimento e a morte em vista da redenção da humanidade. Também para Ela vale quanto Severo de Antioquia afirma a propósito de Cristo: «Sem uma morte preliminar, como poderia ter lugar a ressurreição?» (Antijulianistica, Beirute 1931, 194 s.). Para ser partícipe da ressurreição de Cristo, Maria devia compartilhar antes de mais a Sua morte.

4. O Novo Testamento não oferece qualquer notícia sobre as circunstâncias da morte de Maria. Este silêncio induz a supor que esta se tenha verificado normalmente, sem qualquer pormenor digno de menção. Se assim não tivesse sido, como poderia a notícia permanecer escondida aos contemporâneos e, de alguma forma, não chegar até nós?

Quanto aos motivos da morte de Maria, não parecem fundadas as opiniões que lhe quereriam excluir causas naturais. Mais importante é a busca da atitude espiritual da Virgem no momento da sua despedida deste mundo. A este propósito, São Francisco de Sales considera que a morte de Maria se tenha verificado como efeito de um transporte de amor. Ele fala de um morrer «no amor, por causa do amor e por amor», chegando por isso a afirmar que a Mãe de Deus morreu de amor pelo seu filho Jesus (Traité de l'Amour de Dieu, Lib. 7, c. XIII-XIV).

Qualquer que tenha sido o facto orgânico e biológico que, sob o aspecto físico, causou a cessação da vida do corpo, pode-se dizer que a passagem desta vida à outra constituiu para Maria uma maturação da graça na glória, de tal forma que jamais como nesse caso a morte pôde ser concebida como uma «dormição».

 

 

 A mentira de que o metabolismo de Jesus e da Virgem Maria eram iguais ao de qualquer homem

Nas tentativas constantes que o inferno intenta para retirar a divindade a Jesus, e que teve a sua expressão mais elevada com a criação do Islamismo, em que colocam Jesus ao mero nível de ter sido só mais um profeta, negam os seus Milagres e a sua capacidade sobre-humana, tentando fazer esquecer que Ele ultrapassou em tudo os homens, tal como os conhecemos hoje em dia. De facto Jesus sempre esteve acima de todos os homens e foi o Modelo segundo o qual foi criado Adão.

Mística Cidade de Deus, Tomo 1, Capítulo 11, Número 135, Pág. 89

MCD-1-135 135 - Olhava o Altíssimo para Seu Filho Unigénito humanado e para Sua Mãe Santíssima, como modelos que tinha formado com a grandeza de Sua Sabedoria e Poder, para que Lhe servissem como que de originais, pelos quais ia copiando toda a descendência humana; e para que, assimilando-a a estas duas imagens de Sua Divindade, todos os demais saíssem também, mediante estes dois modelos, semelhantes a Deus. Criou também as coisas materiais necessárias à vida humana, mas com tal Sabedoria, que também algumas delas servissem de símbolos que representassem, de algum modo, os dois objectos que Ele principalmente contemplava: Cristo e Maria.

 

Jesus e a Virgem Maria sempre foram semelhante aos homens, mas sempre superiores, mais perfeitos na sua compleição física, sem doenças e não sujeitos à morte como os restantes mortais.

Mística Cidade de Deus, Tomo 1, Capítulo 15, Número 210, Pág. 119

MCD-1-210 210 - … Quando se casaram tinha Santa Ana vinte e quatro anos e Joaquim quarenta e seis. Depois do matrimónio passaram vinte anos sem ter filhos, e assim no tempo da concepção da filha, contava a mãe quarenta e quatro anos, e o pai sessenta e seis. Ainda que essa concepção se realizou pela ordem comum das demais, a virtude do Altíssimo lhe tirou a parte imperfeita e desordenada. Deixou-lhe apenas o necessário para a natureza administrar a devida matéria à formação do corpo mais perfeito que jamais houve, nem poderá haver em pura criatura.

Se Adão e Eva não tivessem cometido o pecado original, a sua descendência teria sido igualmente perfeita fisicamente, tal como Jesus e a Virgem Maria.

Daqui decorre a razão pela qual a Virgem Maria se alimentava muito pouco, pois o Seu organismo sendo perfeito, assimilava tudo o que comia, e por não ter fraquezas ou o pecado da gula, só comia o que era estritamente necessário à sua sustentação.

Mística Cidade de Deus, Tomo 2, Capítulo 5, Número 424, Pág. 176

MCD-2-424 424 - Nunca São José viu sua Esposa dormir nem chegou a saber se dormia realmente, apesar de que sempre, e principalmente durante a gravidez, o Santo lhe pedisse que tomasse algum descanso. A Princesa repousava na tarimba que São José fizera. Tinha duas cobertas e ali dormia muito pouco tempo. Sua veste interior era uma túnica ou camisa de tecido semelhante ao de algodão, mais macia que o pano comum. Desde que saiu do Templo, jamais trocou esta túnica que não envelheceu nem se sujou. Nem São José, nem pessoa alguma a viu nem soube que a usava, porque só viam o vestido exterior. Este vestido era de cor cinza, e só ele e o toucado, a Senhora do Céu os trocava de vez em quando. E isto, não porque se sujassem, mas para evitar o reparo de a verem sempre com a mesma roupa. Tudo quanto seu puríssimo e virginal corpo usava, não se manchava nem sujava, porque não transpirava nem tinha outras excreções que padecem os corpos dos filhos de Adão, sujeitos ao pecado. Em tudo era puríssima. Os trabalhos feitos por Sua mão ostentavam sumo alinho e asseio, e do mesmo modo tratava da roupa e o mais necessário para São José. Sua alimentação era muito sóbria e a tomava sempre com o Santo. Nunca comeu carne, embora a preparasse para o santo Esposo que a comia. Seu sustento consistia em frutas, peixe, e comummente pão e ervas cozidas. De tudo tomava na exacta medida que seu organismo exigia, sem que sobrasse coisa alguma que passasse a excesso e corrupção prejudicial. A mesma sobriedade usava na bebida, embora seus actos de fervor lhe produzissem algum calor preternatural. Sempre observou essa ordem na quantidade de alimentação e bebida, embora na qualidade tenha variado, de acordo com as diversas situações em que se encontrou, conforme direi adiante.

MCD-3-736 736 - Físico da Virgem - A compleição natural de seu sagrado e virginal corpo era a mesma à que chegara aos trinta e três anos de idade, porque desde aquela idade, como disse na segunda parte, nunca teve mudança dos estado natural, nem sentiu o efeito dos anos, nem a senilidade ou velhice, nem teve rugas no rosto nem no corpo, nem o corpo se debilitou, fraco ou magro, como acontece com os demais filhos de Adão que, na velhice, desfalecem e se desfiguram do que foram na juventude ou na idade perfeita. Esta imutabilidade foi privilégio único de Maria Santíssima, tanto por corresponder à estabilidade de Sua alma puríssima, como por ser consequente a imunidade do primeiro pecado de Adão, cujos efeitos não atingiram, quer Seu sagrado corpo, quer Sua alma puríssima.

Estas características que a Virgem Maria tinha, e que foram descritas acima, também obviamente, e com mais razões, eram comuns a Jesus.

Daqui decorre também que o nascimento de Jesus foi diferente ao que se verifica com todos os partos humanos, pois a Virgem Maria, como Modelo da Criação, teve o Seu Filho da mesma maneira que Eva devia ter tido a sua descendência se não tivesse cedido à tentação da serpente.

Mística Cidade de Deus, Tomo 2, Capítulo 10, Número 475, Pág. 203

MCD-2-475 475 - Esteve Maria Santíssima neste rapto e visão beatífica mais de uma hora imediata a seu divino parto. Ao mesmo tempo que dele voltava percebeu e viu que o corpo do Menino Deus movia-se em seu virginal ventre, para deixar aquele sagrado tálamo onde permanecera nove meses. Este movimento do Menino não produziu dores à Virgem Mãe, como acontece às demais filhas de Adão e Eva em seus partos (Gn 3,16). Pelo contrário, transportou-a de júbilo incomparável, causando em Sua alma e virginal corpo efeitos tão divinos e elevados que ultrapassam todo o pensamento criado. Corporalmente, tomou-se tão espiritualizada, formosa e refulgente que não parecia criatura humana e terrena. O rosto desprendia raios de luz como belíssimo e rosado Sol; Sua expressão era grave, de admirável majestade e inflamado de ardente amor. Estava ajoelhada na manjedoura, os olhos elevados para o Céu, as mãos juntas sobre.o peito, o espírito absorto na divindade, toda deificada. Nesta posição, no termo de seu êxtase, e a eminentíssima Senhora deu ao mundo o Unigénito do Pai (Lc 2,7) e seu, nosso Salvador Jesus, Deus e homem verdadeiro. Era a meia-noite de um domingo, no ano cinco mil cento e noventa e nove (5.199) desde a criação do mundo, como ensina a Igreja romana. Este cômputo é certo e verdadeiro, conforme me foi declarado.

 

Maria Valtorta teve a visão do nascimento de Jesus e relata-o na sua Obra “O Evangelho como me foi revelado”, e em que toda a gruta de Belém se transfigura para receber o nosso Salvador.

O Evangelho como me foi revelado - Maria Valtorta, Volume 1, Número 29.2, Pág. 161

Nascimento de Jesus

… Cada pedra é um bloco de prata, cada fissura uma claridade opalina, cada teia de aranha um brocado de prata e diamantes. Um lagarto gordo entre dois blocos de pedra parece um colar de esmeraldas esquecido por uma rainha; um cacho de morcegos gordinhos assemelham-se à preciosa claridade do onix.

O feno que pende da manjedoura, a parte mais alta já não é erva, são fios de prata pura e ondulam com a graça dos cabelos flutuando ao vento. A manjedoura inferior, em madeira grosseira, tornou-se um bloco de prata fulgurante. As paredes estão cobertas de um brocado, onde a brancura da seda desaparece debaixo de um bordado de pérolas em relevo. E o chão... o que é agora o chão? Um cristal iluminado por uma luz branca. As pedras parecem rosas luminosas lançadas sobre o chão em sinal de homenagem; e os buracos, preciosas taças, donde se desprendem aromas e perfumes.

E a luz cresce cada vez mais.

Os olhos não a podem suportar. Nela, como absorvida por um véu de luz incandescente desaparece a Virgem... e daí imerge a Mãe.

Sim, quando a luz se torna suportável para os meus olhos, eu vejo Maria com o seu Filho recém nascido nos seus braços. Um pequenino Bébé cor de rosa, gorduchinho, que se agita e debate com as suas gordinhas mãos como um botão de rosa, e pézinhos que ficariam bem no coração duma rosa; que produz uns sonzinhos como se de um carneirinho recém nascido se tratasse, abrindo a boca vermelha como um pequeno morango silvestre, mostrando a sua pequenina língua que bate contra o céu da boca cor de rosa; que mexe a sua pequenina cabeça tão loura que mais parecia sem cabelos; uma pequena cabeça redonda que a mamã segura dentro da palma da sua mão, enquanto ela olha para o seu Bébé e o adora, chorando e rindo ao mesmo tempo e sobre o qual se inclina para depositar um beijo, não na sua cabeça inocente, mas no meio do peito e debaixo do qual se encontra o pequenino coração que bate, que bate, que bate por nós... aí um dia onde será a chaga da lança...

...

José como que extasiado rezava com tanta intensidade que se tinha abstraído de tudo o que o rodeava, estremeceu e entre os seus dedos com os quais tinha tapado a cara, ele nota a filtragem de uma luz desconhecida. Descobre a cara, levanta a cabeça e volta-se. O boi de pé esconde Maria, mas ela chama: "José, vem".

José corre e perante o espectáculo pára, como que acometido de reverência, ele vai-se prostrar de joelhos lá no sítio onde se encontrava.

 

Desta forma descrita por Maria de Jesus de Agreda e por Maria Valtorta fica-se a compreender melhor a Virgindade de Nossa Senhora, já que o parto não foi em nada igual aos das outras mulheres.

Para quem tem Fé e é Católico, já fica tudo esclarecido, mas ainda carece uma certa prova para os ateus e demais descrentes, o facto do metabolismo de Jesus e da Virgem Maria ser diferente na restante humanidade. Foi para estes que Jesus operou um Milagre na pessoa da Alexandrina de Balasar, sobre a qual já apresentei alguns factos da sua vida, a propósito do jejum de Jesus no deserto.

Não é demais apresentar novamente aqui alguns factos relevantes da Vida da Alexandrina de Balasar, agora orientados no sentido de tornar mais fácil compreender a perfeição metabólica de Jesus e da Virgem Maria, já que estas diferenças foram comprovadas cientificamente com a Alexandrina, que viveu em Portugal, uma vez mais, país escolhido entre todas as outras nações da Terra, e que contraria as teses dos pseudo-cientistas e vem em socorro da Fé dos Crentes Católicos.

Alexandrina de Balasar e o seu confessor

Viveu em Portugal a mística Beata Alexandrina de Balasar, de seu nome completo Alexandrina Maria da Costa, beatificada no dia 25 de Abril de 2004, em Roma pelo Papa João Paulo II, que viveu em jejum e anúria absolutos, sem comer nem beber água, só se alimentando da Sagrada Hóstia, durante mais de 13 anos, a partir de 27 de Março de 1942.

Havendo muitos cépticos e inimigos da Igreja Católica, que tomaram conhecimento dos fenómenos extraordinários que eram atribuídos à Alexandrina, resolveram desmascará-la e apurar a verdade sobre tais factos.

Para tirarem a limpo aquela “farsa”, de 10 de Junho até 20 de Julho de 1943, a Alexandrina foi internada no Refúgio da Paralisia Infantil, da Foz do Douro, sob a direcção do Dr. Henrique Gomes de Araújo, e sob a vigilância feita de dia e de noite por pessoas conscienciosas e desejosas de indagar a verdade.

No entanto, ao fim do internamento e da vigilância cerrada, feita por turnos e sem interrupção, foi passado um Atestado Médico, de cariz científico e legal, em como a Alexandrina esteve durante aqueles 40 dias em total jejum de sólidos e líquidos, e sem qualquer excreção fisiológica.

Relatório médico

Transcrevemos um excerto de dois relatórios médicos acerca do parecer médico sobre o jejum e a anúria de Alexandrina.

O primeiro excerto pertence ao relatório médico do Dr. Henrique Gomes de Araújo que dirigiu a observação médica realizada no Hospital “Refúgio da Paralisia Infantil”:

«É para nós inteiramente certo que, durante os quarenta dias de internamento, a doente não comeu nem bebeu; não urinou nem defecou, e esta circunstância leva-nos a crer que tais fenómenos possam vir a produzir-se de tempos anteriores. Não podemos duvidá-lo. Os treze meses, como nos informam? Não sabemos.» E o Dr. Araújo termina afirmando que, neste estranho caso, há pormenores «que pela sua importância fundamental de ordem biológica, tais a duração da abstinência do líquido e anúria, nos tornam suspensos, aguardando que uma explicação faça a verdadeira luz.»

(Relatório médico cit. in Pasquale, H.; “Alexandrina”; pág.171; 1.ª edição)

 

Mesmo sendo uma criatura nascida com o Pecado Original, mas por Vontade Divina, ficou, assim, comprovado cientificamente que o jejum ou a ingestão de pouco s alimentos, ou nenhuns como no casa da Alexandrina, é humanamente possível, por Vontade de Deus e segundo um Milagre por Ele operado.

Jesus declarou-lhe:

«Não te alimentarás jamais na Terra. O teu alimento é a Minha Carne; o teu sangue é o Meu Divino Sangue; a tua vida é a Minha vida, de Mim a recebes, quando te bafejo e acalento, quando uno ao teu o Meu Coração. Não quero que uses medicina, a não ser aquela a que não possas atribuir alimentação. Esta ordem é para o teu médico; será ele que toma a tua defesa.

É grande milagre da tua vida.»

(Sentimentos da Alma; 07/12/1946)

Para ler sobre a vida da Alexandrina de Balasar, consultar o Site Oficial:

http://alexandrinadebalasar.com

 

 

As mentiras sobre os grandes Milagres do Antigo Testamento

Em certo sentido, podemos considerar duas ordens de Milagres: os feitos por Deus Pai no Antigo Testamento, e os Milagres feitos por Jesus no Novo Testamento.

Os Milagres do Antigo Testamento, feitos por Deus Pai, ficam às vezes um pouco esquecidos, lá para trás, nos tempos da Antiga Aliança. Mas apesar disso, são Milagres de proporções gigantes, quer na sua importância, nas suas dimensões e na sua abrangência. Sobre estes Milagres é mais difícil conseguir alguma prova ou comprovativo que venha em auxílio da nossa Fé. Esta razão é suficiente para os cientifistas os atacarem, e assim desacreditarem os acontecimentos relatados no Antigo Testamento e achincalharem aqueles que neles acreditam.

Nesta linha habitual dos inimigos da Igreja Católica, foi escrito por Werner Keller um livro intitulado “E a Bíblia tinha razão…”, no ano de 1955. Daí para cá foram feitas mais de 20 traduções e vendidos mais de 10.000.000 de exemplares. A edição que eu li foi a 24ª edição impressa no Brasil. É a apresentação e a súmula de anos de investigação arqueológica e apresenta muitas descobertas que corroboram muitos dos factos Bíblicos. Quando o comprei, fi-lo alegremente, pois julgava que vinha comprovar muitos dos acontecimentos relatados e confirmar a impossibilidade de explicação por parte da ciência, no que dizia respeito aos grandes Milagres do Antigo Testamento. Mas espanto o meu… nada disso. No meio da imensa informação arqueológica, aparecem as mais estapafúrdias explicações naturais, e redutoras, para grandes Milagres, tais como a travessia do Mar Vermelho e o Maná que alimentou o povo na sua fuga do Egipto.

Estou convencido de que para além do objectivo de vender livros e fazer fortuna, o que mais motivou os editores e o escritor, que simplesmente estudou e compilou estudos de arqueologia, foi o de desmistificar e derrubar os grandes Milagres feitos por Deus Pai, na assistência ao Seu povo em fuga para a terra prometida.

() A mentira de que a travessia do mar Vermelho ficou a dever-se a uma ventania

Os cientifistas que levaram o Keller a afirmar que a passagem do Mar Vermelho se fica a dever a um vento forte de Nordeste que por vezes sopra naquela região, é uma das afirmações mais maldosas e desavergonhadas que já ouvi, pois a propósito daquele grandioso Milagre, a única coisa que referem é o que a seguir transcrevo:

“E a Bíblia tinha razão…” de Werner Keller, Pág. 146

Nos primeiros tempos do cristianismo, alguns peregrinos supuseram que a fuga de Israel fora efectuada pelo-mar Vermelho. Ao suporem isso,

pensavam na extremidade norte do golfo, perto da cidade de Essuwes, actual Suez. Com efeito, também ali poderia ter acontecido a passagem. De vez em quando ocorrem na extremidade norte do golfo de Suez ventos fortes de nordeste, que impelem a água com grande força a ponto de fazê-la recuar, permitindo a passagem a pé nesse lugar.

De fora fica toda a riquíssima e detalhada descrição da fuga do povo escolhido feita por Moisés no Êxodo.

 

Êxodo 14,5-9;14-31

5 Quando se anunciou ao rei do Egipto que o povo tinha fugido, o coração do faraó e de seus servos voltou-se contra o povo: “Que fizemos, disseram eles, deixando partir Israel e renunciando assim ao seu serviço!”

6 O faraó mandou preparar seu carro e levou com ele suas tropas.

7 Escolheu seiscentos carros dos melhores e todos os carros egípcios com homens de guerra em cada um deles.

8 O Senhor endureceu o coração do faraó, rei do Egipto, e este se pôs a perseguir os filhos de Israel. Eles haviam partido de cabeça erguida.

9 Puseram-se os egípcios a persegui-los e alcançaram-nos em seu acampamento à beira do mar: todos os cavalos dos carros do faraó, seus cavaleiros e seu exército alcançaram-nos perto de Fiairot, defronte de Beelsefon.

14 O Senhor combaterá por vós; quanto a vós, nada tereis a fazer.”

15 O Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim? Diz aos filhos de Israel que se ponham a caminho.

16 E tu, levanta a tua vara, estende a mão sobre o mar e fere-o, para que os israelitas possam atravessá-lo a pé enxuto.

17 Vou endurecer o coração dos egípcios, para que se ponham ao teu encalço, e triunfarei gloriosamente sobre o faraó e sobre todo o seu exército, seus carros e seus cavaleiros.

18 Os egípcios saberão que eu sou o Senhor quando tiver alcançado esse glorioso triunfo sobre o faraó, seus carros e seus cavaleiros.”

 19 O anjo de Deus, que marchava à frente do exército dos israelitas, mudou de lugar e passou para trás; a coluna de nuvens que os precedia pôs-se detrás deles,

20 entre o acampamento dos egípcios e o de Israel. Era obscura, e alumiava a noite. E não puderam aproximar-se um do outro, durante a noite inteira.

21 Moisés estendeu a mão sobre o mar. O Senhor fê-lo recuar com um vento impetuoso vindo do oriente, que soprou toda a noite. E pôs o mar a seco. As águas dividiram-se

22 e os israelitas desceram a pé enxuto no meio do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda.

23 Os egípcios os perseguiram: todos os cavalos do faraó, seus carros e seus cavaleiros internaram-se após eles no leito do mar.

24 À vigília da manhã, o Senhor, do alto da coluna de fogo e da de nuvens, olhou para o acampamento dos egípcios e semeou o pânico no meio deles.

25 Embaraçou-lhes as rodas dos carros de tal sorte que, só dificilmente, conseguiam avançar. Disseram então os egípcios: “Fujamos diante de Israel, porque o Senhor combate por eles contra o Egipto.”

26 O Senhor disse a Moisés: “Estende tua mão sobre o mar, e as águas voltar-se-ão sobre os egípcios, seus carros e seus cavaleiros.”

27 Moisés estendeu a mão sobre o mar, e este, ao romper da manhã, voltou ao seu nível habitual. Os egípcios que fugiam foram de encontro a ele, e o Senhor derribou os egípcios no meio do mar.

28 As águas voltaram e cobriram os carros, os cavaleiros e todo o exército do faraó que havia descido no mar ao encalço dos israelitas. Não ficou um sequer.

29 Mas os israelitas tinham andado a pé enxuto no leito do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda.

30 Foi assim que naquele dia o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios. E Israel viu os cadáveres dos egípcios na praia do mar.

31 Viu Israel o grande poder que o Senhor tinha exercido contra os egípcios. Por isso, o povo temeu o Senhor e confiou nele e em seu servo Moisés.

Se o Keller pensa que aquele seu texto minimalista e pífio é capaz de contrariar a verdade, a riqueza e a maravilha da descrição que Moisés fez da acção de um Deus que vem em auxílio do Seu povo, tinha de estar absolutamente cego e muito mal intencionado.

De facto, o desenrolar dos acontecimentos descritos por Moisés, encerram pormenores que contrariam frontalmente a fraca explicação dada por Keller, nomeadamente:

1º - Na explicação de Keller não se fala na coluna de nuvens que os precedia pôs-se detrás deles, o que ultrapassa qualquer acontecimento atmosférico natural.

2ª - Na explicação de Keller fala-se num vento forte de nordeste e na descrição de Moisés de um vento impetuoso vindo do oriente.

3ª - Na explicação de Keller fala-se de que se pode atravessar de pé enxuto, mas Moisé fala de que as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda, o que é incompatível com um vento, que por muito forte que fosse, só poderia formar um ligeiro desnível de um dos lados, e nunca uma barreira dos dois lados.

4ª - Na explicação de Keller não se fala da volta das águas aos seus níveis habituais, mas Moisés descreve que estendeu a mão sobre o mar, e este, ao romper da manhã, voltou ao seu nível habitual e as águas cobriram os carros, os cavaleiros e todo o exército do faraó, evidenciando claramente a mão Divina em todos estes acontecimentos.

 

 

() A mentira de que o Maná no deserto é uma comida vegetal que surge naturalmente

A justificação para o Maná, na historieta do Keller é muito semelhante, quer no método quer no conteúdo - nenhum deles é válido nem convincente.

“E a Bíblia tinha razão…” de Werner Keller, Pág. 148,149

Para o grande público, o "pão do céu" bíblico continua a ser um prodígio inexplicável. O fenómeno do maná é um exemplo verdadeiramente Clássico em como certas ideias e conceitos preconcebidos se mantêm, por vezes obstinadamente através das gerações e como é difícil fazer prevalecer a verdade. Dir-se-ia que ninguém quer admitir que o "pão do céu" exista realmente. E, contudo, não faltam escritos fidedignos sobre sua existência.

O seguinte testemunho visual tem quase quinhentos anos de idade.

 Em todos os vales em volta do monte Sinai encontra-se até hoje o pão do céu que os monges e os árabes apanham, conservam e vendem aos peregrinos e aos estrangeiros que por aqui aparecem”, escreve no ano de 1483 o decano de Mogúncia, Breitenbach, sobre sua peregrinação ao Sinai. “O dito pão do céu cai pela manhã, ao amanhecer, exactamente como o orvalho ou a geada, e pende como gotas na erva, nas pedras e nos ramos das árvores. É doce como o mel e gruda aos dentes quando se come, e nós comprámos algumas partes."

Em 1823 o botânico alemão G. Ehrenberg publicou uma notícia que seus próprios colegas receberam com grande cepticismo. Com efeito, sua

declaração era algo verdadeiramente extraordinária: dizia ele que o famoso maná não era outra coisa senão uma secreção das árvores e arbustos da tamargueira, quando picados por uma espécie de cochonilha característica do Sinai.

 Durante vários meses, os dois cientistas exploraram extensamente os vales secos e os oásis em volta do monte Sinai. Seu comunicado causou sensação. Eles não só haviam trazido a primeira fotografia do maná, não só os resultados das suas pesquisas confirmavam as declarações de Breitenbach e Ehrenberg como mostravam também o realismo com que a Bíblia descrevia a peregrinação dos filhos de Israel pelo deserto.

Sem a cochonilha, mencionada pela primeira vez por Ehrenberg, não haveria, com efeito, maná. Esses pequenos insectos vivem sobretudo nas mencionadas tamargueiras, nativas do Sinai, que pertencem às acácias. Essas árvores exsudam uma secreção resinosa característica que, segundo os dados de Bodenheimer, tem a forma e o tamanho da semente do coentro. Ao cair é branca e só depois de ficar muito tempo no solo adquire uma cor pardo amarelada. Naturalmente, os dois pesquisadores não iam deixar também de provar o maná. "O gosto dos grãozinhos cristalizados do maná é de uma doçura característica", diz Bodenheimer. "A coisa a que mais se pode comparar é ao açúcar de mel, produto do mel de abelha velho". “Era como a semente de coentro, branco", diz a Bíblia, "e o seu sabor como o da farinha amassada com mel." (Êxodo 16,31)

Se lermos com atenção este texto do Keller em que ele faz chamadas aos doutos pesquisadores ancestrais que fizeram grandes pesquisas para encontrar o maná, concluímos que, segundo as suas conclusões, o maná tem as seguintes características:

1 - Keller refere que o decano de Mogúncia, Breitenbach afirma que o maná existe em Em todos os vales em volta do monte Sinai.

2 - Ainda é a sumidade do decano de Mogúncia, Breitenbach que afirma que o maná cai como o orvalho ou a geada (“O dito pão do céu cai pela manhã, ao amanhecer, exactamente como o orvalho ou a geada). Ora isto não é uma linguagem de todo científica, pois sabemos que o orvalho e a geada não caiem, mas sim, formam-se por condensação.

3 - A grande descoberta publicada por Ehrenberg, foi de que o famoso maná não era outra coisa senão uma secreção das árvores e arbustos da tamargueira, quando picados por uma espécie de cochonilha característica do Sinai , mas que os seus próprios colegas receberam com grande cepticismo. Portanto, o maná só existe onde há tamargueiras!

4 - A grande conclusão a que chega Keller é de que sem a cochonilha, não haveria, com efeito, maná.

5 - Resumido e concluindo, para Keller, só há maná em torno do monte Sinai, que cai das Tamargueiras, quando picadas pelas cochonilhas. Dito isto de outra maneira, sem ser à volta do Sinai, e onde não há Tamargueiras, não há maná.

Vejamos agora o texto Bíblico, em que Moisés descreveu em como o povo de Deus se alimentou durante 40 anos ao longo de todo o deserto, e não só à volta do Sinai.

Êxodo 16,1-4;11-35

1 Toda a assembleia dos israelitas partiu de Elim e foi para o deserto de Sin, situado entre Elim e o Sinai. Era o décimo quinto dia do segundo mês após sua saída do Egipto.

2 Toda a assembleia dos israelitas pôs-se a murmurar contra Moisés e Aarão no deserto.

3 Disseram-lhes: “Oxalá tivéssemos sido mortos pela mão do Senhor no Egipto, quando nos assentávamos diante das panelas de carne e tínhamos pão em abundância! Vós nos conduzistes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão.”

4 O Senhor disse a Moisés: “Vou fazer chover pão do alto do céu. Sairá o povo e colherá diariamente a porção de cada dia. Pô-lo-ei desse modo à prova, para ver se andará ou não segundo minhas ordens.

5 No sexto dia, quando prepararem o que tiverem ajuntado haverá o dobro do que recolhem cada dia.”

 

11 E o Senhor disse a Moisés:

12 “Ouvi as murmurações dos israelitas. Dize-lhes: esta tarde, antes que escureça, comereis carne e, amanhã de manhã, vos fartareis de pão; e sabereis que sou o Senhor, vosso Deus”.

13 À tarde, com efeito, subiram codornizes (do horizonte) e cobriram o acampamento; e, no dia seguinte pela manhã, havia uma camada de orvalho em torno de todo o acampamento.

14 E, tendo evaporado esse orvalho, eis que sobre a superfície do deserto estava uma coisa miúda, granulosa, miúda como a geada sobre a terra!

15 Vendo isso, disseram os filhos de Israel uns aos outros: “Que é isso?”, pois não sabiam o que era. Moisés disse-lhes: “Este é o pão que o Senhor vos manda para comer.

16 Eis o que vos ordena o Senhor: ajunte cada um o quanto lhe for necessário para comer; para aqueles que estão em sua tenda, um gómer por cabeça, segundo o número das pessoas.”

17 Assim fizeram os israelitas: ajuntaram uns mais, outros menos.

18 Mas, quando se media com o gómer, aconteceu que o que tinha ajuntado muito não tinha demais e, ao que tinha ajuntado pouco, não lhe faltava: cada um havia recolhido segundo a sua necessidade.

19 Moisés disse-lhes: “Ninguém reserve dele para o dia seguinte.”

20 Alguns não o ouviram e guardaram dele até pela manhã; mas criou vermes e cheirou mal. Moisés irritou-se contra eles.

21 Todas as manhãs fizeram a sua provisão, cada um segundo suas necessidades. E, quando vinha o calor do sol, derretia-se.

22 No sexto dia, recolheram uma dupla quantidade de alimento, dois gómeres para cada um. Vieram todos os chefes da assembléia e contaram-no a Moisés.

23 Este lhes disse: “É isso o que o Senhor ordenou. Amanhã é um dia de repouso, o sábado consagrado ao Senhor. Por isso, o que tendes a cozer no forno, cozei-o, e o que tendes a cozer em água, cozei-o; e o que sobrar, ponde-o de lado até pela manhã.”

24 Guardaram-no até o dia seguinte, segundo a ordem de Moisés; e não cheirou mal, nem se acharam vermes nele.

25 “Comei-o hoje, disse Moisés, porque é o dia do sábado do Senhor; hoje não o achareis no campo.

26 Durante seis dias o ajuntareis; mas o sétimo é o sábado: nele não haverá.

27 (No sétimo dia alguns saíram para fazer sua provisão, mas nada encontraram.

28 Então o Senhor disse a Moisés: ‘Até quando vos recusareis a observar meus mandamentos e minhas leis?’)

29 Considerai que, se o Senhor vos deu o sábado, vos dá ele no sexto dia alimento para dois dias. Fique cada um onde está, e ninguém saia de sua habitação no sétimo dia”.

30 Assim o povo repousou no sétimo dia.

31 Os israelitas deram a esse alimento o nome de maná. Assemelhava-se à semente de coentro: era branco e tinha o sabor de uma torta de mel.

32 Moisés disse: “Eis o que ordena o Senhor: que se encha dele um gómer para ser conservado para vossas gerações futuras, a fim de que vejam o pão com que vos sustentei no deserto, depois de vos ter tirado do Egipto”.

33 E Moisés disse a Aarão: “Toma uma vasilha e põe nela a quantia de um gómer de maná, e deposita-o diante do Senhor, a fim de conservá-lo para vossos descendentes”.

34 Aarão, segundo a ordem do Senhor a Moisés, depositou-o diante do Testemunho para ser conservado.

35 Os israelitas comeram o maná durante quarenta anos, até a sua chegada a uma terra habitada. Comeram o maná até que chegaram aos confins da terra de Canaã.

Nesta narrativa encontram-se vários Milagres, todos pré-anunciados por Deus a Moisés, e vários pormenores que vêm muito a propósito para contrariar as teses de Keller. No entanto foram escritas mais de 3000 anos antes.

1º - Versículo 1 - Os Israelitas foram conduzidos para o deserto de Sin. E foi a partir de lá até as terras de Canaã que se alimentaram do maná, e não só em torno do Sinai e muito menos onde só havia Tamargueiras.

2º - Versículo 3 - Não havia comida e os israelitas temiam morrer à fome: Vós nos conduzistes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão.

3º - Versículo 4 - Deus anuncia o Milagre que vai fazer: Vou fazer chover pão do alto do céu.

4º - Versículo 5 - Deus prepara a santificação do Sábado e promete mais um Milagre: No sexto dia, quando prepararem o que tiverem ajuntado haverá o dobro do que recolhem cada dia.

5º - Versículo 12 - Deus anuncia o grande Milagre do maná e das codornizes: comereis carne e, amanhã de manhã, vos fartareis de pão;

6º - Versículo 14 - Cumpre-se o Milagre anunciado sobre a superfície do deserto, e não só debaixo das tamargueiras, que como é evidente não havia no deserto: tendo evaporado esse orvalho, eis que sobre a superfície do deserto estava uma coisa miúda, granulosa, miúda como a geada sobre a terra!

7º - Versículo 18 - Acontece outro Milagre que é o das quantidades colhidas correspondiam sempre ao necessário para cada família: quando se media com o gómer, aconteceu que o que tinha ajuntado muito não tinha demais e, ao que tinha ajuntado pouco, não lhe faltava: cada um havia recolhido segundo a sua necessidade.

8º - Versículo 19/20 - Acontece outro Milagre que vem punir quem não cumprisse o ordenado por Moisés: Ninguém reserve dele para o dia seguinte.” E que foi o de o maná apodrecer: Alguns não o ouviram e guardaram dele até pela manhã; mas criou vermes e cheirou mal.

9º - Versículo 24 - Acontece outro Milagre, que foi o de o maná recolhido no sexto dia, que serviria de reserva para o Sábado, não apodreceu: e não cheirou mal, nem se acharam vermes nele.

10º - Versículo 26/7 - Moisés anuncia de que no Sábado não haverá maná: mas o sétimo é o sábado: nele não haverá. E de facto não houve: (No sétimo dia alguns saíram para fazer sua provisão, mas nada encontraram.

11º - Versículo 35 - Os Israelitas comeram o maná durante 40 anos ao longo de todo o deserto até chegarem a Canaã, e não só à volta do Sinai: Os israelitas comeram o maná durante quarenta anos, até a sua chegada a uma terra habitada. Comeram o maná até que chegaram aos confins da terra de Canaã.

 

CONCLUSÃO:

Se fossem verdadeiras as teses de Werner Keller e as dos outros cientifistas, o povo Israelita tinha morrido à fome no deserto, pois só tinham encontrado o maná à volta do Sinai e debaixo das Tamargueiras, o que significa na prática que as baboseiras de que fala o Keller não tem nada a ver com o grandioso Milagre do maná, operado por Deus Pai, e muito menos o explica ou justifica.

Diria mesmo, que pela comparação destas duas narrativas, que a versão de Werner Keller é feita carregada de má fé, para desmerecer os Milagres feitos por Deus em favor do Seu povo, e colocam-no ao nível dos mais reles ataques feitos pelos inimigos da Igreja Católica, classificando-o como um ignorante mas com um ego de cientifista muito exacerbado.

 

 

 

 A mentira de que o Milagre da multiplicação dos pães deveu-se a uma forte persuasão de Jesus

Os racionalistas são uma casta que só acredita no que a razão e o conhecimento podem comprovar. Vivem um mundo limitado ao que os sentidos apreendem e até o limite a que a razão chega. Assim sendo, tudo o que ultrapassa a vida material e entra no campo do espiritual e divino, o racionalista pára e amputa o que a razão não consegue abarcar.

Para o racionalista, o Milagre é qualquer coisa que a razão ainda não consegue explicar, mas que mais tarde ou mais cedo o vai fazer. Enquanto esse momento não chega, há que arranjar explicações plausíveis… Esta limitação dos racionalistas faz com que vivam num mundo pequenino, do tamanho das suas limitações humanas e onde Deus e o Poder Divino não têm lugar.

Pegam na Bíblia, lêem o Milagre da multiplicação dos pães e dizem:

“O que realmente se passou não foi uma multiplicação dos pães, mas sim o forte poder de persuasão que Jesus tinha, e fez com que aquela multidão reunida para o ouvir, quisesse compartilhar os pães que tinham escondidos. Era como que um poder hipnótico que Jesus tinha, que fez com que deixassem de ser egoístas e partilhassem com os outros.”

O pior desta explicação macabra sobre o Milagre que Jesus fez na multiplicação dos pães, é que é assumida por sacerdotes que a divulgam com grande alegria e convicção, atestando o poder que Jesus tinha em conseguir, como que hipnotizando a multidão, mudar o coração empedernido do egoísta no de um altruísta.

Foi num retiro dado por um padre venezuelano que eu ouvi esta explicação, e ele afirmava, muito contente por ter decifrado o que se passara naquele episódio bíblico, que tinha recebido aquele ensinamento do seu Bispo.

A que ponto pode chegar a cegueira provocada por satanás é verdadeiramente assustador.

João 6,2-14

2 Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos.

3 Jesus subiu a um monte e ali se sentou com seus discípulos.

4 Aproximava-se a Páscoa, festa dos judeus.

5 Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer?

6 Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer.

7 Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço.

8 Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe:

9 Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes... mas que é isto para tanta gente?

10 Disse Jesus: Fazei-os assentar. Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil.

11 Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam.

12 Estando eles saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca.

13 Eles os recolheram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos.

14 À vista desse milagre de Jesus, aquela gente dizia: Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo.

Aquela explicação sinistra, nega por completo a capacidade de Jesus fazer Milagres, mas também deturpa a narrativa, chama de mentirosos aos Evangelista e aos Apóstolos, e tolos aos que presenciaram o Milagre.

Lobo com pele de cordeiro

Da mesma maneira, e usando as mesmas técnicas racionalistas, denigrem outros Milagres feitos por Jesus, espalhando o hálito de satanás à sua volta. Devemos fugir destes pregadores blasfemos e sem Fé, pois eles são verdadeiros lobos com peles de cordeiro.

 

 Confusão entre Fim dos Tempos e Fim do Mundo

Falar dos Tempos, quando se abordam temas bíblicos, é o mesmo que falar de Épocas ou Idades quando se abordam temas de história das civilizações e dos povos e nações da Terra.

A óptica de divisão do Tempo, consoante essa divisão é vista pelos olhos de Deus e os olhos do homem, é obviamente diferente, e como tal, conduz a um escalonamento também ele diferente.

Estamos habituados a localizar imediatamente um acontecimento na história do homem, quando se o refere à Idade Média, ou à Idade Moderna, ou ainda à Pré-História, mas ficamos perplexos quando se fala por exemplo da Plenitude dos Tempos ou do Fim dos Tempos. Isto decorre de uma educação que devia ter sido dada ainda nos bancos da escola e da catequese, mas que de facto não se deu.

Ora esta aprendizagem tem obrigatoriamente de ser feita para quem deseje entender a Verdadeira História do Homem, segundo a óptica de Deus e segundo o Seu Plano de Salvação da Humanidade.

Na óptica de Deus e os textos Bíblicos, os Tempo dividem-se da seguinte maneira:

CV1 - O Princípio dos Tempos 

Em termos bíblicos, quando Deus criou os céus e a Terra e o homem, aí começou a contagem dos Tempos.

Génesis 1,1

1 No princípio criou Deus os céus e a terra.

Todo esse período de Tempo, pois, que decorre desde a criação do mundo até às vésperas do Nascimento de Jesus, é considerado o Princípio dos Tempos. É um período longo de Tempo, comparado com os que se lhe seguem.

CV2 - A Plenitude dos Tempos 

A Plenitude dos Tempos, foi um período muito curto e corresponde praticamente à vida terrena de Jesus Cristo, mas é também porventura o mais importante de todos, pois é nele que são cumpridos os grandes desígnios da Redenção.

Gálatas 4,4

 4 mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei.

CV3 - O Fim dos Tempos 

Todo o período que se segue à Ascensão de Jesus Cristo aos Céus, é considerado já o Fim dos Tempos. Se com rigor este é significado de o Fim dos Tempos, às vezes, este termo é usado com o sentido de os “Tempos do Fim”.

1S. Pedro 1,20

20 o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós.

É um tempo de expectativa do retorno de Jesus Cristo em toda a Sua Glória e que marcará uma mudança verdadeiramente radical da vida sobre a Terra.

2S. Pedro 3,12-13

12 aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão.

13 Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça.

 Daniel 12,4

 4 Tu, porém, Daniel, cerra as palavras e sela o livro, até o fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará.

 A Virgem Maria nas Suas Mensagens ao Padre Gobbi também nos ensina e explica o significado dos Tempos do Fim, usando o termo de Fim dos Tempos, a sua proximidade e a sua importância. É na realidade Ela a grande didacta destes Fins dos Tempos que estamos vivendo.

Padre Gobbi, 31 de Dezembro de 1992

 Tenho-vos anunciado repetidas vezes que se aproxima o fim dos tempos e a vinda de Jesus na glória.

Meus predilectos e filhos consagrados ao meu Coração Imaculado, Eu quis vos esclarecer sobre esses sinais que Jesus em seu Evangelho vos indicou, para preparar-vos para o fim dos tempos, porque eles estão se realizando nos vossos dias.

O Papa Paulo VI falou do Fim dos Tempos em 1997, também com o significado dos Tempos do Fim.

"Paulo VI Segredo" de Jean Guitton

 «Releio muitas vezes o Evangelho do "Fim dos Tempos" e constato que, neste momento, emergem muitos dos sinais deste fim».

CV4 - Os Últimos Tempos 

Os últimos tempos são o período final do Fim dos Tempos, que estamos a viver actualmente e que correspondem a um período conturbado, já de grande purificação da humanidade e que atingirá o seu auge logo a seguir ao Aviso de Garabandal.

CV5 - O Fim dos Fins 

O curto espaço de tempo que existirá entre o Fim dos Tempos e os Novos Céus e Nova Terra, será o Fim dos Fins, ou o Fim do Tempo.

Este será de todos os períodos o mais curto e corresponderá a grandes tribulações e purificação de toda a Terra e de toda a Humanidade.

Daniel 11,40

 40 Ora, no fim do tempo, o rei do sul lutará com ele; e o rei do norte virá como turbilhão contra ele, com carros e cavaleiros, e com muitos navios; e entrará nos países, e os inundará, e passará para adiante.

Dar-se-á o Armagedon, tal como as dores de parto que antecedem o nascimento de uma criança. Ocorrerá pouco tempo depois do Milagre de Garabandal. Com rigor não se sabe, pois só Deus Pai sabe o dia e a hora.

S. Mateus 24,36

 36 Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai

 Tendo visto qual a definição escatológica para os diversos Tempos para Deus, faltará só agora estabelecer, com base doutrinal, o que significa Fim do Mundo.

Erradamente, quando falámos durante toda a nossa vida sobre o "fim do mundo", sempre nos referimos ao fim da existência de criaturas vivas sobre a Terra, ou seja, eram para nós sinónimos: "mundo" e "existência de vida na Terra". Ora, sempre se disse que não se podem confundir alhos com bugalhos. Se estamos a falar de conceitos que se baseiam na Doutrina Católica, temos de utilizar os seus próprios conceitos, os seus ensinamentos, para que tendo e usando de uma linguagem comum e adequada, possamos tirar conclusões verdadeiras. Se não fizermos isto, tiraremos conclusões falsas, e retransmitiremos falsidades aos outros.

Foi isto que foi feito ao longo de gerações, de pais para filhos, de professores para alunos, por ignorância, por falta de discernimento, e quem sabe se por estar vedado por Deus esse conhecimento contidos nos livros selados até ao tempo do Fim…

Então o que é o "mundo" na Doutrina Católica? Qualquer criança da Catequese responderá sem pestanejar:

- O mundo, é uma das três fontes ou causas de pecado.

A saber, recordemos que as três fontes de pecado, são:

1ª - A carne

2ª - O mundo

3ª - O diabo

Sabemos, através do Apocalipse, que nos Novos Céus e Nova Terra, não haverá mais pecado.

Apocalipse 21,1-4

1 E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe.

2 E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo.

3 E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles.

4 Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.

E não vai haver mais pecado, exactamente porque as suas três fontes vão desaparecer, tal como vem descrito nas Sagradas Escrituras:

 - A carne , ou seja, o nosso corpo vai ser transformado, e deixará de ser fonte de pecado.

Relembremos as seguintes passagens das Epístolas de S. João.

1 João 3,2

2 Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos.

1 Tessalonicenses 4,15-17

15 Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem.

16 Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.

17 Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.

1 Coríntios 15,51-54

51 Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados

52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados.

53 Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade.

54 Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória.

2ª - O mundo imundo e fonte de pecado vai ser transformado, vai deixar de ser fonte de pecado.

Relembremos as seguintes passagens das Epístolas de S. João.

1 João 2,15-17

15 Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele

16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo.

17 Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre.

O "mundo passa", significa que um dia irá acabar. Só resta saber quando.

3ª - O diabo vai ser acorrentado no inferno, de onde não poderá mais ser fonte de pecado.

Relembremos as seguintes passagens do Apocalipse e das Mensagens de Nossa Senhora ao Padre Gobbi.

Apocalipse 20,10

10 e o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos.

Padre Gobbi 2 de Outubro de 1992

O anúncio dos três Anjos seja por vós esperado com confiança, acolhido com alegria e seguido com amor.

A vossa libertação coincidirá com o fim da iniquidade, com a completa libertação de toda a criação da escravidão do pecado e do mal.

O que acontecerá será uma coisa tão grande, que jamais houve desde o princípio do mundo. Será como um pequeno juízo e cada um verá a própria vida e todas as suas obras na própria Luz de Deus.

Ao primeiro Anjo cabe a tarefa de proclamar a todos este anúncio: "Dai a Deus glória e obediência, louvai-o porque chegou o momento em que Ele julgará o mundo. Ajoelhai-vos diante d'Aquele que fez o céu, a terra, as fontes e o mar."

— A vossa libertação coincidirá com a derrota de satanás e de todo espírito diabólico.

Todos os demónios e espíritos dos condenados que nestes anos se espalharam em toda parte do mundo, para a ruína e condenação das almas, serão precipitados no inferno, de onde saíram, e não mais poderão causar dano.

Todo o poder de satanás será destruído. …

CONCLUSÃO

Usando a terminologia acima definida, o Fim do Mundo imundo, uma das três fontes do pecado, ocorrerá nos Último Tempos do Fim dos Tempos, isto é, no Fim dos Fins.

 

 O erro de que depois da Vinda Gloriosa de Jesus satanás voltará a ser solto para tentar o mundo

A enunciação mais completa deste Erro, é de que após a Vinda Gloriosa de Jesus Cristo, haverá um período de mil anos de paz, em que Jesus Cristo reinará com os homens, após o que o demónio será libertado do inferno, uma última vez, para tentar a humanidade.

A este erro grosseiro, dá-se o nome de Milenarismo ou Tese Milenarista.

 Milenarismo

Convém frisar com toda a veemência que o diabo não voltará a tentar a humanidade após a Vinda Gloriosa de Jesus e depois dos Novos Céus e Nova Terra!

Segundo a Tese Herética do Milenarismo, o diabo, passados mil anos de Novos Céus e Nova Terra, seria solto para tentar a humanidade. Mas isto é completamente falso, pois em relação aos Novos Tempos que vão ser vividos pela humanidade, sabemos que vai ser um longo período de tempo que durará, para cada homem, no mínimo mil anos, no qual o Reino de Jesus Cristo estará implantado sobre toda a Terra e toda a criatura, não havendo o demónio para tentar o homem nem lhe fazer mal, já que ele vai ser acorrentado e lançado nos infernos para sempre.

Os que ultrapassarem os Três Dias de Trevas, que serão arrebatados e devolvidos à Terra com o seu corpo glorificado e semelhante ao de Cristo, conjuntamente com a sua descendência, reinarão com Cristo por mil anos. Durante esses mil anos provavelmente se multiplicarão, tal como devia ter acontecido no Paraíso Terrestre. Passados esses mil anos em que reinaram com Cristo, ascenderão aos Céus deixando ainda na Nova Terra a sua descendência que continuará povoando o Reino de Cristo no planeta. Mas quanto a isto não há revelações divinas e só podemos conjecturar em termos racionais.

A passagem Apocalíptica que refere os mil anos, não significa seguramente que ao fim de mil anos, de Novos Céus e Nova Terra, o demónio será solto para tentar de novo a humanidade, tal como defende a Tese Milenarista, também conhecida como o Milenarismo.

Milenarismo corresponde a uma errada interpretação bíblica acalentada pelas testemunhas de jeová e por algumas igrejas protestantes. Essa interpretação baseia-se na passagem seguinte:

Apocalipse 20,7

7 Quando se completarem os mil anos, satanás será solto da sua prisão, e sairá para seduzir as nações dos quatro cantos do mundo, a Gog e Magog, a fim de os reunir para a batalha.

Estes mil anos, de que fala a passagem anterior do Apocalipse, são interpretados oficialmente pela Igreja, como sendo um período imediatamente a seguir à morte de Jesus Cristo, tal como consta na Bíblia de Jerusalém pág 2325 na Nota q) sobre o Cap. 20 do Apocalipse:

Nota q)  Para Santo Agostinho, e muitos outros, os mil anos se iniciam com a ressurreição de Cristo; …

Tese do Milenarismo é repudiada e considerada pela Igreja Católica como heresia. Muitos hereges defenderam o Milenarismo, tendo sido o mais importante deles o abade Joaquim de Fiore, na Idade Média, cujos erros ainda se repercutem até hoje.

A Igreja já censurou e refutou diversas vezes este terrível erro comummente designado por Milenarismo, dizendo que essa opinião não pode ser ensinada por um Católico (Cfr Denzinger, 2296), e sempre condenou as seitas milenaristas que têm sido muitíssimas ao longo da história.

Isto também é afirmado no nº 676 do Catecismo da Igreja Católica.

Catecismo da Igreja Católica nº676

§676 Esta impostura anticrística já se esboça no mundo toda vez que se pretende realizar na história a esperança messiânica que só pode realizar-se para além dela, por meio do juízo escatológico: mesmo em sua forma mitigada, a Igreja rejeitou esta falsificação do Reino vindouro sob o nome de milenarismo, sobretudo sob a forma política de um messianismo secularizado, "intrinsecamente perverso".

Só assim, desaparecendo as três fontes causadoras de pecado, se pode compreender e justificar a ausência de pecado nos Novos Céus e Nova Terra, onde reinará a Paz, o Amor e a Felicidade para sempre.

Nossa Senhora disse exactamente isto ao Padre Gobbi.

480 Padre Gobbi 7 de Outubro de 1992 

O anjo com a chave e a corrente

A minha vitória se cumprirá quando satanás, com o seu poderoso exército de todos os espíritos infernais, for preso dentro do seu reino de trevas e de morte, de onde não poderá mais sair para causar dano ao mundo.

 

 O erro de que o Terceiro Segredo de Fátima não foi totalmente divulgado

 

A acusação de que o Terceiro Segredo de Fátima não foi totalmente revelado pela Igreja é uma tremenda e monstruosa mentira, mas cada vez este rumor sinistro tem vindo a ganhar mais força e plateia. Na realidade é uma tremenda mentira divulgada por sectores normalmente associados a rebeldes da hierarquia e por todos os meios desprestigiar e lançar a dúvida sobre a idoneidade da Igreja.

A génese deste mal entendido, rapidamente aproveitado por refractários do clero e por leigos sedentos de protagonismo, esteve numa curtas palavras proferidas pelo Papa João Paulo II em Fulda, Alemanha, e foi relatado no número de Outubro de 1981 da revista alemã “Stimme des Glaubens” e referiu-se a uma troca de impressões que o Papa João Paulo II teve com um grupo escolhido de Católicos alemães em Novembro de 1980. O que se segue é um extracto do relatório fiel dessa troca de impressões:

Texto do relatório publicado

Perguntaram ao Santo Padre: “O Terceiro Segredo de Fátima não devia já ter sido publicado por volta de 1960?”

O Papa João Paulo II respondeu:

“Dada a gravidade do seu conteúdo, os meus antecessores na cadeira de Pedro preferiram diplomaticamente adiar a publicação, para não encorajar o poder mundial do Comunismo a tomar certas atitudes.

Por outro lado, é suficiente todos os Cristãos saberem isto:

Se há uma mensagem em que está escrito que os oceanos inundarão vastas áreas da Terra, e que, de um momento para outro, milhões de pessoas morrerão, certamente a publicação de uma tal mensagem já não é algo muito desejável.” …

 

Esta mensagem a que o Papa se referiu, não era obviamente o Terceiro Segredo, mas sim aquela narrativa da irmã Lúcia de que ele tomara já conhecimento, mas que só foi publicada e tornada pública muito mais tarde, em 2013 pelas Carmelitas de Coimbra. Se fosse ao Terceiro Segredo que o Papa se referia, tê-lo-ia referido de outra forma mais concisa.

Quem afirma acreditar que o Terceiro Segredo de Fátima não foi inteiramente revelado, se por um lado confirma a sua ignorância e falta de confiança no Magistério da Igreja, também acusa a Igreja de ser mentirosa, de os seus altos responsáveis serem uma fraude e de a própria irmã Lúcia ter mentido descaradamente, desacreditando todos os intervenientes na divulgação do Segredo, pensando ganhar louros e proeminência com tamanha atoarda.

Altos responsáveis da Igreja, incluindo o próprio Papa João Paulo II, o Cardeal Ratzinger e o Cardeal Bertone afirmaram peremptoriamente, e em mais do que uma ocasião, que o conteúdo do Terceiro Segredo foi totalmente divulgado.

A própria irmã Lúcia foi categórica, quando um dia inquirida sobre o assunto, afirmou que o Terceiro Segredo fora totalmente revelado, e de que se havia alguém que soubesse de mais alguma coisa, que o divulgasse. Como é evidente ninguém se chegou à frente, pois não havia nem há nada para acrescentar ao divulgado pelo Vaticano.

O que houve ao longo destes últimos anos foi um ampliar sistemático de suposições e referências redundantes, a ignorantes e maldosos comentários sobre o facto, causando um avolumar de ruído, que aos poucos foi ganhando expressão e credulidade entre o povo pouco informado.

À frente desta escumalha maldosa e inimiga da Igreja estão os Padre Gruner e o Padre Kramer, canadenses e responsáveis pelo jornal Fatima Crusader. A eles associaram-se jornalistas maçónicos como o Socci e companhia, que não perdem uma oportunidade de lançar suspeitas sobre a Igreja e, mais recentemente, sobre a própria legitimidade da eleição em Conclave do Papa Francisco. Com isso, só pretendem atacar e difamar a Igreja e angariar dinheiro com a publicação e venda de livros e revistas.

O erro desta ideia, de que o Terceiro Segredo não foi totalmente divulgado, foi a incorrecta suposição de que se o Papa João Paulo II disse aquela enigmática e assustadora frase em Fulda, só podia se ficar a dever ao facto de que tinha tomado conhecimento através do texto não divulgado do Terceiro Segredo de Fátima.

Esta errada suposição serviu para que a parelha Gruner & Kramer construísse o romance rocambolesco de que o Vaticano ocultara parte do Segredo.

De facto, o que o Papa João Paulo II disse em Fulda, não foi invenção sua, e verdade seja dita, também não constava no Terceiro Segredo de Fátima manuscrito pelo próprio punho da irmã Lúcia, e que devia ser revelado ao mundo só a partir de 1960.

Aquela referência de Fulda ficou-se a dever a um escrito da irmã Lúcia, do qual o Papa João Paulo II tomou conhecimento, mas que só foi publicado após a sua morte e da irmã Lúcia, no livro publicado pelas Carmelitas de Coimbra - “Um Caminho sob o olhar de Maria”, em 2013.

Foi esta errada interpretação da parelha Gruner & Kramer que levou a esta bola de neve, poluída e conspurcada, ter vindo a crescer e ganhar peso na opinião pública.

Apresento seguidamente o extracto daquela magnífica obra do Carmelo sobre a vida da irmã Lúcia, em que figura a mensagem que o Papa João Paulo II usou para a tão famosa intervenção de Fulda.

Um Caminho sob o olhar de Maria, Carmelo de Coimbra - 2013

Extracto do livro “Um caminho sob o olhar de Maria”, publicado pelo Carmelo de Coimbra em 2013

- Enquanto que esperava a resposta, no dia 3-1-1944, ajoelhei-me junto da cama que, por vezes me serve de mesa para escrever e, de novo fiz a experiência, sem nada conseguir; o que mais me impressionava era que no mesmo momento escrevia sem dificuldade qualquer outra coisa. Pedi então a Nossa Senhora que me fizesse conhecer qual era a Vontade de Deus. E dirigi-me para a capela, eram as 4 h da tarde, hora a que costumava ir fazer a visita ao Santíssimo, por ser a hora a que ordinariamente está mais só, e não sei porquê, mas gosto de me encontrar a sós com Jesus no Sacrário.

Aí ajoelhei-me no meio, junto ao degrau da mesa da Comunhão e pedi a Jesus que me fizesse conhecer qual era a Sua Vontade. Habituada como estava, a crer que as ordens dos Superiores são a expressão certa da Vontade de Deus, não podia crer que esta o não fosse. E perplexa, meio absorta, sob o peso duma nuvem escura que parecia pairar sobre mim, com o rosto entre as mãos, esperava, sem saber como, uma resposta. Senti então, que uma mão amiga, carinhosa e maternal me toca no ombro, levanto o olhar e vejo a querida Mãe do Céu.

«Não temas, quis Deus provar a tua obediência, Fé e humildade, está em paz e escreve o que te mandam, não porém o que te é dado entender do seu significado. Depois de escrito, encerra-o um envelope, fecha-o e lacra-o e escreve por fora, que só pode ser aberto em 1960, pelo Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa ou pelo Sr. Bispo e Leiria».

E senti o espírito inundado por um mistério de luz que é Deus e N'Ele vi e ouvi,

- A ponta da lança como chama que se desprende toca o eixo da Terra, - Ela estremece: montanhas, cidades vilas e aldeias com os seus moradores são sepultados. O mar, os rios e as nuvens saem dos seus limites, transbordam, inundam e arrastam consigo num redemoinho, moradias e gente em número que não se pode contar, é a purificação do mundo pelo pecado em que se mergulha. O ódio, a ambição provocam a guerra destruidora!

Depois senti no palpitar acelerado do coração e no meu espírito o eco duma voz que dizia:

- No tempo, uma só Fé, um só Baptismo, uma só lgreja, Santa, Católica, Apostólica. Na eternidade, o Céu! Esta palavra Céu encheu a minha alma de paz e felicidade, de tal forma que quase sem me dar conta fiquei repetindo por muito tempo: - O Céu! O Céu! Apenas passou a maior força do sobrenatural, fui escrever e fi-lo sem dificuldade, no dia 3 de Janeiro de 1944, de joelhos apoiada sobre a cama que me serviu de mesa.

Após a publicação pelo Carmelo de Coimbra, deste extracto das memórias da Irmã Lúcia, e a que o Papa João Paulo II teve acesso muito antes de todos nós, compreende-se facilmente que ele tenha proferido aquelas proféticas palavras em Fulda, que não foram tiradas do Texto do Segredo de Fátima, mas sim da visão que a irmã Lúcia teve (vi e ouvi) em 3 de Janeiro de 1944.

Conclusão

Era bom que de uma vez por todas parasse o rumor de que a Igreja ocultou parte do Terceiro Segredo de Fátima, pois esse rumor sinistro só interessa aos inimigos da Verdade e da Igreja, pois pretende desacreditá-la e lançar dúvidas e confusão, deixando pelo caminho a acusação de que o Papa João Paulo II, o Papa Bento XVI e a irmã Lúcia são mentirosos.

Qualquer pessoa de Boa Fé, e mesmo que só tenha uma inteligência mediana, percebe facilmente que este rumor e acusação não passam de mais um dos muitos estratagemas para denegrir a imagem da Igreja e tentar destruí-la.

 

 

 

Erros introduzidos na Iconografia e nas Artes

O grande plano da Maçonaria para a destruição da Igreja foi sem dúvida o Master Plan, que, logo no número I., aconselha a remoção de todas as imagens das Igrejas. Para atingir este fim, e para não parecerem demasiado parecidas com os templos protestantes, decidiram adulterar as pinturas e esculturas que fossem sendo progressivamente introduzidas em novas Igrejas a construir.

No capítulo de alterar as imagens, essas alterações são feitas ao nível da sua produção artística.

O primeiro passo é o da encomenda de pinturas ou esculturas a artistas não católicos, de preferência inimigos da Igreja. Este primeiro passo parte sempre da iniciativa de um sacerdote, que por falta de cultura ou por má fé escolhe o mau artista. Mas este primeiro passo também está dependente da atitude complacente do seu Bispo, que devia ter a última palavra na aceitação, ou não, da peça final que irá ser venerada pelos fiéis.

Há diversas formas de expressão e de comunicação. O orador usa a palavra. O Escritor usa a escrita. O Músico usa a música. O Pintor usa a pintura. O Escultor usa a escultura. Cada um dos diversos tipos de inimigos da Igreja, usa a sua forma de expressão, ou comunicação, para blasfemar contra Deus.

O artista, sendo por definição um comunicador, que usa a arte da pintura ou da escultura para se expressar ou representar pessoas ou acontecimentos da vida da Igreja, usa os meios que lhe são facultados, para blasfemar à sua maneira.

O segundo passo é o da distorção provocada no corpo ou nas feições de uma figura da Igreja, ou na alteração de uma cena bíblica ou da história. Isto é uma forma de blasfémia, porque adultera a Verdade e causa dano nas figuras veneradas dentro da Igreja. A blasfémia não é portanto uma prorrogativa do uso das palavras, mas é comum a todas as formas de expressão, sejam elas orais, musicais, pictóricas ou outras. 

Esta forma de blasfemar contra Deus e os Seus Santos, é uma das formas mais disseminadas e cobardes que podemos encontrar. Elas, muitas das vezes, passando quase despercebidas, provocam em que as vê, um estado de insatisfação da pessoa contra a cena ou imagem representada. E assim sendo, o objectivo do blasfemador é conseguido.

Nesta vitória da blasfémia, têm responsabilidades os vários intervenientes:

- O Sacerdote que encomenda a obra,

- O Bispo porque falha na supervisão,

- O artista porque executa a obra blasfema,

- O leigo porque não rejeita e não denuncia a obra junto da autoridade eclesial.

 

 Adulterar o Crucifixo

Baseados nas falsas teses cientifistas, os inimigos da Igreja passaram a informação aos artistas maçons e mal intencionados, para alterarem os Crucifixos, com os cravos nos pulsos e com os pés, um ao lado do outro.

Estes erros são particularmente chocantes quando se verificam em locais de relevante importância para a Igreja e de grande afluência, como por exemplo em Fátima.

Como é possível a insensibilidade de quem aprovou tal erro. Como é possível pactuar e permitir que durante décadas os sucessivos reitores mantenham em exposição tal aberração, quando seria tão fácil substituir só alguns azulejos…

XI Estação da Via-Sacra da Colunata do Santuário de Fátima

Recinto da Cova da Iria

Mas quando a ignorância, a maldade, a estupidez e o laxismo se reúnem, só se pode sentir uma grande revolta contra tais verdadeiras obscenidades.

É o que acontece com o grande Crucifixo do Santuário de Nossa Senhora da Ortiga, ao lado do Altar, também em Fátima.

Crucifixo do Santuário de Nossa Senhora da Ortiga em Fátima

Aqui não se limitaram a colocar os pés ao lado um do outro, mas conseguiram exceder-se ao que seria possível imaginar - cruzaram as pernas e cravaram os dois pés com dois cravos.

Parece que Fátima é um lugar de eleição escolhido por artistas blasfemos, para exporem as suas obras, que ridicularizam Jesus Cristo Crucificado, e que são sancionadas pelos sacerdotes responsáveis pelo culto local. Ai dos sacerdotes que permitem tais brutalidades perpetradas contra as imagens de Cristo Crucificado…

 

 

 

  Arte naïf com mamarrachos

Além destas alterações, há que denegrir as pessoas representadas, utilizando estilos recentes de pintura naïf e feita por pintores sem qualquer génio ou dom artístico.

A pintura naïf caracteriza-se pelo uso de uma técnica simplista e acriançada, levada a cabo por gente sem génio, sem formação académica e sem qualquer dom artístico, que estranhamente encontram preferencialmente o seu mercado em clientela clerical, liderada por sacerdotes de fraca cultura e industriados para optarem por estas soluções artísticas. A desculpa que dão frequentemente para a escolha deste tipo de arte naïf é de ser mais fácil de encontrar e bem mais barata do que a arte figurativa, em especial se for de qualidade.

Pintura naïf de um crucificado nos pulsos e com os pés um ao lado do outro

Neste quadro estão todas as características más e erradas que se podem encontrar num quadro blasfemo, isto é, a pintura não é figurativa, mas sim naïf em que as pessoas representadas são uns autênticos mamarrachos, A cruz não tem os dizeres de Pilatos, os cravos estão nos pulsos, os pés um ao lado do outro, e Jesus não tem a coroa de espinhos. Que mais de mal se pode querer? E poderá alguém pensar que tudo isto é fruto do acaso e da falta do dom e do jeito para a pintura?

Assim se deita para o caixote do lixo toda a Tradição de séculos, em que Jesus aparecia correctamente representado nos Crucifixos.

Quadro de Jesus Cristo Crucificado

É fácil de compreender porque é que um quadro naïf é mais baratucho do que um quadro figurativo… Assim sendo, a desculpa funciona, se porventura forem confrontados com a blasfémia perpetrada…

Quadro figurativo do Gólgota

 

 

 

Os erros de Projectos de arquitectura mal elaborados

 Igrejas tradicionais

Durante dezenas de séculos, desde a criação da Igreja até o Vaticano II, as Igrejas sempre foram construídas usando praticamente a mesma tipologia arquitectónica, a que eu chamarei de Planta Rectangular - nave central e o altar central com o coro atrás e por cima. Depois, mais capela menos capela, mais transepto menos transepto, mais coisa menos coisa, mas o esquema foi sempre basicamente o mesmo.

Mas não se pense que isso se ficou a dever à falta de imaginação dos arquitectos. Ficou-se a dever ao rigor e à fidelidade dos padres à Tradição e à lógica da construção de um espaço adaptado à oração.

As características desta tipologia de Planta Rectangular são:

a) A Planta orienta o povo num só sentido. O povo que vai às celebrações litúrgicas fica todo orientado numa só direcção, com o Altar em frente,

b) O Sacrário fica no centro e por trás do Altar. É o lugar par onde convergem todos os olhares. É o principal lugar da Casa.

c) O Coro ocupa um espaço elevado e por cima da entrada. O povo só sabia da sua existência porque o ouvia cantar. Os arquitectos que as projectavam eram maioritariamente Católicos e por isso, sabiam o que estava em jogo e a que devia obedecer o espaço.

d) A luz é escassa, propiciando a concentração e a oração.

Igreja com Planta Rectangular

Igrejas novas pós-conciliares

A partir de que a maçonaria se infiltrou na Igreja e ganhou mais força, começaram a surgir novas tipologias com novas plantas e nova organização do espaço interior, inspiradas nas salas de espectáculos, e abandonando a fidelidade ancestral e eficaz da tradição arquitectónica, que se preocupava mais com o ambiente de oração e eficácia da concentração, do que com a beleza e inovação espacial. Estou a me referir às Plantas em arco ou Planta Circular.

As características desta tipologia de Planta Circular são:

a) A Planta organizada em semi-círculo ou mesmo quase fechando o círculo, orienta as pessoas em várias direcções radiais, fazendo com que as pessoas estejam a ver todos aqueles que estão sentados em frente, do outro lado do Altar, ficando a atenção completamente dispersa na periferia, em detrimento do Altar.

b) O Sacrário é retirado do centro da Casa e levado para uma Capela lateral, longe dos olhares das pessoas.

c) O Coro passa a figurar num local de realce, à frente e ao lado do Altar, de tal maneira que chama mais a atenção do que o celebrante da liturgia. Trata-se mais de ver os cantores do que ouvi-los. Trata-se mais de música para distrair do que música para louvar.

d) A luz é muita, propiciando a desatenção e a falta de concentração na oração.

 

Igreja com Planta Circular

As pessoas visitam estas Igrejas, em alguns casos bonitas, encantam-se, mas o espírito de oração não está lá... não tem ambiente.

Os arquitectos que as passaram a projectar são maioritariamente ateus e maçons, ou maçónicos, e por isso, trataram de conceber o espaço de maneira a dispersar a atenção para tudo à volta, menos para o Altar. É usado sempre muito palavreado para defender as opções de projecto, mas o resultado é sempre monstruoso e descabido. Quase todas as Igreja pós conciliares Vaticano II obedecem a estas anormalidades e abortos arquitectónicos.

Um dos exemplos acabados, desta má arquitectura sacra das Igreja novas pós-conciliares, é a Igreja de Alfornelos, da Diocese de Lisboa:

a) Tem uma planta octogonal, em que os leigos ficam a olhar uns para os outros.

b) O Sacrário saiu do centro da Igreja e foi jogado para uma capelinha lateral.

c) O Coro fica ao lado do Altar para ser visto por todos.

d) Tem muita luz e uniforme, não apelando nada à oração.

e) Só tem 2 altifalantes, o que faz com que o som seja mau.

f) O cadeirão do Sacerdote na Missa ocupa o lugar do Sacrário.

g) Os quadros e esculturas são tremendos mamarrachos, onde inclusive surge a figura de Judas Iscariotes, que como todos sabemos está no mais profundo dos infernos, e tem a mesma expressão pictórica que os restantes Apóstolos.

h) O Crucifixo tem os pés um ao lado do outro, e os cravos estão nos pulsos. Não tem a placa com os dizeres de Pilatos.

Não falta nada do cardápio maçónico…

A Igreja da Ramada, da Diocese de Lisboa, é também outro mau exemplo de arquitectura sacra, com o acréscimo de que exteriormente é a maior monstruosidade que se possa imaginar.

Dezenas de outras Igrejas novas de Planta Circular, por todo o país, poluíram o panorama sacro de Portugal. O número de más Igrejas no país reflecte perfeitamente o panorama espiritual do episcopado, sacerdotal e da religiosidade do povo português.

Assim, através desta mudança tipológica das Plantas, se destrói o ambiente de recolhimento e oração que as Igrejas antigas têm, e se constrói um espaço aberto e muito iluminado, nada apelativo à meditação e oração, e que mais parece uma sala de espectáculos, cheio de pontos de distracção.

De quem é a culpa destas abominações arquitectónicas? Certamente é dos sacerdotes que as encomendam e aprovam. A torrente de encomendas de novas Igrejas entregues a arquitecto ateus ou maçónicos, reflecte também o estado lastimoso da consciência religiosa do clero em Portugal e a falta de observância das orientações do Código de Direito Canónico.

Código de Direito Canónico

Cân. 1216 - Na construção e restauração de igrejas, usando o conselho de peritos, observem-se os princípios e normas da liturgia e da arte sacra.

Os arquitectos têm um papel secundaríssimo neste processo, pois, na sua ignorância religiosa e litúrgica, muitas das vezes, nem se apercebem bem das abominações que cometem.

Que se usem algumas formas mais arrojadas no exterior e nos anexos das igrejas, é admissível, mas o interior é um Espaço Sagrado que deve ser concebido para a Oração e a Meditação, sem distracções, com pouca luz para conduzir ao recolhimento espiritual e sensorial, e com obras de arte figurativa, de artistas consagrados e que já deram boas provas na execução dos seus quadros e esculturas.

Resumindo, nestas Igrejas pós-conciliares Vaticano II, as grandes vitórias da maçonaria foram:

Retirar o Sacrário do lugar central da Igreja por trás do Altar, para onde devem convergir todas as atenções.

Master Plan para destruir a Igreja

XI. Interrompam a prática de celebrar a Santa Missa na presença do Santíssimo Sacramento no Tabernáculo. Não admitam algum Tabernáculo sobre os Altares que são usados para a celebração da Santa Missa. Coloquem apenas a mesa. Mais tarde coloquem ao menos uma cadeira a tal mesa. O Sacerdote tem que sentar-se para indicar que depois da Comunhão ele descansa como depois de uma comida. O Sacerdote não tem que estar nunca de joelhos durante a Missa nem fazer genuflexões. Nas comidas, de fato, não se ajoelham nunca. A cadeira do Sacerdote tem que ser colocada no lugar do Tabernáculo. Dêem coragem à gente a venerar e também a adorar ao Sacerdote no lugar da Eucaristia. Coloquem o Tabernáculo num local diferente, fora da vista.

Esta grande vitória alcançada pela maçonaria eclesiástica é justificada pela desculpa de que assim se arranja um lugar mais recatado para o leigo adorar o Senhor, mas na realidade, o que se alcança na prática, é de que O Senhor da Casa é retirado do lugar principal da Casa, onde sempre esteve. Pelo facto de o Sacrário se encontrar no lugar central, não impede que haja também uma Capela para a Adoração do Santíssimo. Toda esta onda de facilitismo e de dessacralização também veio fomentar que as Igrejas antigas fossem transformadas em locais de visitas turísticas.

Planta Circular para tirar a atenção do Altar e as pessoas ficarem a olhar umas para as outras.

Muita claridade dentro das Igrejas para propiciar a desatenção.

Coro num lugar de destaque e muito visível, para o povo se distrair. Os cantores já não são meros leigos que louvam cantando, mas tornam-se artistas que se pavoneiam e distraem a audiência.

Introdução de arte naïf e de mamarrachos, nos elementos ornamentais.

 

 

 

Erros introduzidos na Liturgia Eucarística

Sendo a Liturgia a forma de que se reveste o culto prestado a Deus, naturalmente tinha de ser alvo dos ataques do demónio para tentar minimizar o seu efeito salvífico.

O principal alvo dos ataques à Liturgia foi sem dúvida o da Eucaristia, com a Comunhão na mão e de pé e a sua distribuição selvagem por ministros extraordinários da Comunhão. Mas estes ataques estenderam-se a outras áreas como a organização das Orações, as Leituras, as Músicas, os Cânticos, os Instrumentos e a introdução de elementos de distracção, mormente a introdução de raparigas como acólitas e mulheres nas Leituras durante a celebração da Missa.

 

A Comunhão sacrílega na mão

Um dos mais importantes ataques à Igreja Católica faz-se atacando a Sagrada Eucaristia.

Este ataque à Eucaristia teve início ainda no século XIX.

Segundo Aldacyr Pinto Fernandes, no seu livro Defendei a Igreja Católica do plano "Cavalo de Tróia", os pais da ideia foram:

- Estanislau de Guaita, o "mago negro", poeta de Satanás e fundador, em 1888, da Ordem Cabalística da Rosa-Cruz,

- Paulo Roca, a "eminência parda" das lojas maçónicas, ex-abade Melinge e

- Gérard Encausse, conhecido por “Papus”, fundador, em 1890, da Ordem Martinista.

As cartas, trocadas entre estes sinistros maçons, encontram-se enfeixadas no Epistolário Guaita-Roca-Encausse.

Numa destas cartas, escrita por Guaita a Roca pode ler-se:

"Temos de trabalhar activamente para conseguir que, nos templos romanos, se comungue de pé. No dia em que o conseguirmos, o nosso triunfo estará garantido".

Na resposta, Roca se declara

"Totalmente de acordo", mas acrescenta que "Será conveniente passar logo a uma Segunda fase, dando o pão na mão e esses antropófagos fanáticos".

No ano seguinte, Guaita volta à carga:

"Se conseguirmos estas duas coisas - comunhão de pé e na mão - o resto cairá como fruta madura, visto que a Eucaristia é apenas ágape-símbolo de filantropia universal".

Pelo interesse que os inimigos da Igreja têm em que se comungue de pé e na mão, pode ser avaliada a importância deste terrível sacrilégio perpetrado pelos fiéis que se deixam ludibriar.

De facto trata-se de um terrível sacrilégio, pois se tocar nos vasos sagrados já é um sacrilégio, o que não será, mãos não consagradas, tocarem no próprio Corpo de Jesus Cristo.

No Concílio de Trento (1545-1563) foi decidido:

"Todos que tocam os vasos Sagrados (cálice, hostiário, âmbula) cometem o pecado de sacrilégio".

Para se aprofundar este tema da Comunhão Sacrílega na mão pode ser consultado o Dossier da Amen:

 O Flagelo sacrílego da Comunhão na mão ]

 

Esta foi uma das grandes vitórias de satanás, como pode ser comprovado pela leitura do número 25 do Master Plan, onde também se incentiva a comunhão sacrílega.

Master Plan para destruir a Igreja

XXV.          Façam distribuir a Comunhão por mulheres e leigos. Digam que este é o tempo dos leigos. Comecem dar a Comunhão na mão como os protestantes, em vez de dar na boca sobre a língua. Expliquem que Cristo fez do mesmo modo. Recolham algumas hóstias para “missas negras” em nossos templos. 

 

 

 

 Ministros da comunhão

A distribuição da Sagrada Eucaristia por ministros extraordinários da Comunhão, leigos, é um dos problemas, da vida paroquial e litúrgica, mais preocupantes, pois somado ao da Comunhão sacrílega na mão e de pé, têm uma importância capital, visto ferirem directamente a Deus e contrariarem a Sua Vontade.

A realidade, nua e crua, é esta:

«Existem neste momento Ministros da Comunhão actuando de uma maneira selvagem, desordenada e contra os regulamentos da Igreja».

Olhemos para cada um destes aspectos.

«Ministros da Comunhão actuando de uma maneira selvagem, desordenada»,  porque infelizmente quantas vezes podemos ver que eles se apoderam do cálice e da hóstia sem terem purificado as mãos como os sacerdotes sempre o fazem, e assim vão tocar no Sacratíssimo Corpo de Jesus de uma forma impura. Mas também porque muitas vezes fazem a distribuição da Santíssima hóstia sem a elevarem e proferirem as palavras de uma maneira digna, solene e condizente com a ocasião tão importante que é o da distribuição do Santíssimo Corpo de Deus. Muitas vezes mais parecem estar a distribuir fichas numa mesa de jogo, tal é a velocidade e falta de cumprimento dos santos preceitos.

Esta banalização, esta falta de cumprimento dos santos preceitos, este à vontade com que se faz a distribuição do Corpo de Deus, é também uma das muitas formas de dessacralização, de que Nossa Senhora tanto se queixa, de que já entrou na sua Igreja e no seio dos seus próprios pastores.

Quem a isto assiste e nada diz, está tacitamente consentindo e é como ele próprio o estivesse a praticar.

«Contra os regulamentos da Igreja», porque está expressamente estipulado no Código de Direito Canónico.

Código de Direito Canónico 

Cân. 230  #3 - «Onde as necessidades da Igreja o aconselharem, por falta de ministros, os leigos, mesmo que não sejam leitores ou acólitos, podem suprir alguns ofícios, como os de exercer o ministério da palavra, presidir às orações litúrgicas, conferir o baptismo e distribuir a sagrada Comunhão, segundo as prescrições de direito».

Ora durante toda a história da Igreja, aquando da distribuição da Comunhão, e até há bem pouco tempo, até o Vaticano II, era o padre que sempre distribuía a Sagrada Comunhão. Ora na Santa Missa, em que está presente o sacerdote, obviamente não há falta de ministrose por isso mesmo, a distribuição da comunhão por outros, que não sacerdotes, está abertamente em infracção do Direito Canónico.

Todas as razões que se alegam para usar ministros leigos da comunhão são falsos e contrários à Vontade e doutrina de Deus e da Igreja.

Diz-se que é para ser mais rápido e não fazer esperar os crentes.

E então eu pergunto-me:

"Mas se durante 800 anos não foi assim, porquê só agora o é?

Onde está dito por Jesus que a Comunhão deve ser rápida e sem demora?

Não deverá antes ser solene e respeitosa?

Não será Nosso Senhor Jesus Cristo digno de o recebermos com toda a pompa e circunstância que merece o Reis dos Reis, das mãos consagradas daquele a quem foi confiado esse grande dom de tocar o Sacratíssimo Corpo de Jesus?

Quem se aproxima de Jesus para receber na sua casa, na sua alma, o Rei dos Reis, não deveria estar disposto a esperar uma vida inteira e mesmo disposto a dar a sua vida por ELE, como o faziam os primitivos e verdadeiros cristãos?

Será pois que não pode esperar sequer um ou dois minutos mais?

Será este o espírito com que Deus quer ser comungado...?

Está pois também claramente em contradição com o verdadeiro espírito de amor, respeito e devoção para com o Nosso Rei e Senhor e é também uma das muitas formas de dessacralização das Coisas Sagradas.

Se não faltar o sacerdote ou o diácono (isto é, quem recebeu o sacramento da Ordem), ninguém pode tocar - menos ainda, distribuir - as Sagradas Espécies, a não ser que esteja facultado para o fazer por quem tem poder para o autorizar.

Esta foi uma das grandes vitórias de satanás, como pode ser comprovado pela leitura do número 25 do Master Plan.

Master Plan para destruir a Igreja

XXV.                        Façam distribuir a Comunhão por mulheres e leigos. Digam que este é o tempo dos leigos. Comecem dar a Comunhão na mão como os protestantes, em vez de dar na boca sobre a língua. …

Só há justificação para os Ministros Extraordinário da Comunhão distribuírem a Sagrada Eucaristia, fora da Missa, para levar aos doentes ou velhinhos que não se podem deslocar à Igreja.

 

 

 Retirada da oração a São Miguel Arcanjo no fim da Missa

O grande Papa Leão XIII, a 13 de Outubro de 1884, ao terminar de celebrar a Santa Missa, teve a seguinte visão.

Escutou uma voz profunda e gutural de satanás, que dizia:

"Eu posso destruir Igreja... para fazer isso, preciso de mais tempo e de mais poder."

Escutou também uma voz agradável que perguntava:

"Quanto tempo? Quanto poder?"...

A voz gutural respondeu:

"De 75 a 100 anos, e um poder maior sobre aqueles que irão se entregar ao meu serviço."

A voz agradável disse, então:

"Terás esse tempo..."

Para contrariar este recrudescimento dos ataques de satanás para destruir a Igreja, o Papa Leão XIII compôs uma oração a São Miguel Arcanjo, para ser rezada no final de todas as Missas, no mundo inteiro:

"São Miguel Arcanjo, defendei-nos neste combate.

Sede nosso auxílio contra as maldades e ciladas do demónio.

Instante e humildemente vos pedimos que Deus sobre ele impere.

E vós, Príncipe da Milícia Celeste, com esse Poder Divino,

precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos

que vagueiam pelo mundo para a perdição das almas,

Amen!"

Com as reformas da Liturgia Eucarística introduzidas no Concílio Vaticano II, esta Oração a São Miguel Arcanjo, no final da Missa, foi eliminada.

Esta barreira levantada pelo Papa Leão XIII contra satanás, foi demolida, exactamente quando mais era necessária.

Esta foi uma das grandes vitórias de satanás, como pode ser comprovado pela leitura do número 1 do Master Plan.

Master Plan para destruir a Igreja

I.       Removam de uma vez por todas a São Miguel, protector da Igreja Católica, de todas as orações ao interior e ao exterior da Santa Missa. Removam todas as imagens, afirmando que elas apartam da Adoração de Cristo.

Já foi São Miguel Arcanjo que expulsou os demónios dos Céus e os lançou no Inferno. Agora é São Miguel Arcanjo quem se opõe directamente aos demónios, e por isso, é importante rezar muitas vezes este Oração de São Miguel, para contrariar e enfraquecer a acção diabólica no mundo e nas nossas vidas.

 

 

 Ditadura das cantorias

É comum ouvir-se dizer que quem canta louva duas vezes. Mas uma coisa é se cantar com amor e todo o coração, outra é ouvir cantar quem nem sequer pensa em louvar a Deus.

O cântico litúrgico, usado com peso e medida, e nas alturas próprias, é uma poderosa forma de louvar a Deus.

O cântico litúrgico usado indiscriminadamente e a todo o momento, é uma poderosa forma de distrair as pessoas da oração e de levar à desatenção e repúdio da própria Liturgia.

Quem canta, deve fazê-lo com o coração. A sua preocupação deve ser a de colocar beleza nas palavras que usa para Louvar a Deus.

Não deve de maneira nenhuma a de dar trinadinhos bonitos e muito menos, ter a preocupação de se fazer ouvir e cair nas graças dos que o ouvem.

O Cântico Litúrgico só faz sentido quando serve para libertar de dentro de nós o Amor que sentimos por Deus.

Assistimos com frequência a que os cânticos escolhidos sejam cantados com um timbre e altura que o povo simples não consegue lá chegar, ficando só a ouvir quem canta esganiçado a partir do ambão.

Nesta medida, o Cântico Litúrgico deve ser feito com espírito de serviço e de amor a Deus, e não para ganhar plateia das ratas de sacristia e dos lambe-botas que vão para a Igreja para passar o tempo.

O Cantor de Música Sacra, deve só querer, exclusivamente, Louvar a Deus, e ser ouvido. Nunca deve desejar ser visto e reconhecido.

Infelizmente sabemos que na maior parte dos casos não é esta a predisposição dos que participam nos Coros das Igrejas, pois, malevolamente por inspiração diabólica, já têm um pódio ao lado do Altar Principal, para o qual convergem todas as atenções durante as cantorias da Missa.

Isto é fomentado pelos maestros e maestrinas de trazer por casa, que querem ter alguns momentos de glória, abanando-se e saltitando, com salamaleques, com ademanes e trejeitos descabidos à frente de um grupo cantante, que não necessita de todo da sua presença. Tudo isto tem muito mais de encenação artística de espectáculo teatral barato do que de Cântico Sacro de coração e de louvor a Deus.

Isto também é fomentado, nalguma medida, por certos priores, que necessitam dar que fazer a alguns paroquianos e manter em torno de si um certo quórum, que de outra maneira não seria tão alargado. Querem “embelezar” as Santas Missas, em vez de aprofundarem a concentração do povo sobre o Santo Sacrifício de Jesus Cristo que ali se desenrola.

De todas as pessoas fervorosas que conheço, não há uma única que aprove esta febre das cantorias durante a Missa. De todas aquelas que participam diariamente nas Missas, só com sacrifício suportam as cantorias. Todos, sem excepção, as detestam, porque vêem claramente objectivos errados naqueles que as praticam. Só as lastimam, porque sistematicamente introduzem períodos de interrupção e de desconcentração e resultam sempre numa dolorosa perda de tempo, muitas vezes inaceitável. É frequente se ouvir dizer que muitos deixaram de ir à Missa diariamente, porque já não suportavam as cantorias e a perda de tempo e concentração que elas provocam.

Pensam alguns priores que dar brilho às Missas com cantorias, vai atrair paroquianos, mas só conseguem é correr com os poucos que ainda amam participar na Santa Missa. Se querem ter as Missas cheias de povo, acabem com as cantorias selvagens em ocasiões inoportunas, e vão ver como muitos paroquianos voltam a frequentar as Igrejas.

A Santa Missa é muito mais que um espectáculo e não pode ser gerida como se o fosse. O mais importante é o Cânone da Santa Missa e não a forma como se pensa embelezá-lo com cânticos a torto e a direito, por elementos que não estão lá para louvar a Deus, mas só para se pavonearem.

Em primeiro lugar não faz sentido que o Coro ocupe um lugar de destaque ao lado do Altar, mas sim deve estar em local invisível, para não distrair as pessoas.

Não faz sentido que um Cântico de Entrada dure mais do que o tempo do Sacerdote beijar o Altar, e depois tenha de ficar tempos sem fim a esperar que a cantoria acabe.

Não faz sentido que logo a seguir se passe a cantar o Kyrie, muitas das vezes com repetições em relação ao texto canónico.

Não faz sentido que o Salmo Responsorial seja cantado, quer a citação quer o refrão, numa toada enfastiante e sem fim, que não é de maneira tão sentida como se fosse rezada normalmente, sem cantorias.

Não faz sentido que se passe a cantar o Glória com entoações que fogem à toada simples do povo, só para valorizar o Coro. O Glória é muito mais sentido se for dito, em vez de cantado.

Em certas Missas chega-se ao ponto de não ser lido o Evangelho, mas sim recitado pelo sacerdote ou diácono, numa moenga sincopada que retira todo o sentido ao texto.

Não faz sentido que se cante ou o toque uma qualquer música durante o Ofertório, não dando a possibilidade do povo ouvir o Sacerdote oferecer as espécies e responder o tão expressivo “Bendito seja Deus para sempre”, que é sem dúvida das partes mais bonitas da Santa Missa.

Não faz sentido que durante o Ofertório haja cânticos ou músicas, que não acabam quando o Sacerdote conclui o Lavabo, e ainda tem de ficar à espera durante bastante tempo que pare a charanga, porque é secundarizar em absoluto a Liturgia em favor da música acessória e cansativa, sem qualquer propósito. 

Não faz sentido nenhum que durante e após a Comunhão haja música e cânticos que não permitem momentos de recolhimento e conversa íntima com Deus. Será tolerável uma melodia muito baixinha, durante a distribuição da Eucaristia, mas nunca depois.

O que referi em relação à Missa, com muito mais razão se aplica a outras situações de oração, nomeadamente o Terço a partir da Capelinha das Aparições do Santuário de Fátima, em que se pode assistir diariamente ao triste espectáculo de um Coro decrépito e de maestros ainda mais, a cantarem sozinhos entre as dezenas do Rosário, e a cansarem e martirizarem os ouvidos do povo e os olhos dos que acompanham pela net e pela televisão da Canção Nova.

Mas infelizmente, há a tendência de espectacularizar a Liturgia em termos de beleza acústica, que na maioria das vezes é muito fraca, para não usar outro termo, e menosprezar a recolhimento, a meditação, a acção do Espírito Santo, que só acontece no silêncio dos nossos corações e no ambiente intimo da nossa alma.

Por isso, digo, e comigo compartilham esta visão, todos os com quem me dou, que vivemos num tempo em que impera a ditadura das “cantorias”!

Peço a Deus, e a quem de direito, que ponham um travão e um fim a esta onda destruidora da intimidade que se deve viver entre Deus e o seu povo dentro das Igreja e em particular durante a Santa Missa.

Não é por acaso que o Master Plan incentivou as cantorias…

Master Plan para destruir a Igreja

VII.   Eliminem a música sagrada do órgão. Introduzam guitarras, harpas judias, tambores, ruídos e risadas nas igrejas. Isso afastará a gente da oração pessoal. Introduzam ao redor do altar danças litúrgicas com vestidos excitantes, teatros e concertos.

IX.    Introduzam cantos novos somente para convencer a gente que os rituais anteriores de algum modo eram falsos e que falem somente de amor para os homens. A juventude será entusiasmada ao sentir falar de amor para o próximo. Anunciem o amor, a tolerância e a unidade. Não mencionem a Jesus, proíbam cada anúncio da Eucaristia.

 

 

 

 Instrumentos musicais profanos

O início da era das cantorias coincide, mais ou menos, no tempo, com a introdução dos grupinhos de adolescentes a tocar guitarra e outros instrumentos musicais, que até então viam vedada a sua participação na Música Sacra.

Sabendo que o Coro saíra do seu antigo e escondido balcão, por cima da entrada, e estava agora ao lado do Altar, a introdução de novos instrumentos e grande algazarra feita por adolescentes e jovens, vinha mesmo a calhar para distrair o povo do que se passa no Altar.

Assim sendo, a regra do Master Plan para as cantorias, aplicava-se às mil maravilhas para novos instrumentos, tais como guitarras, violas, violinos, flautas, tambores e pandeiretas e outras africanices que surgissem.

Master Plan para destruir a Igreja

VII.   Eliminem a música sagrada do órgão. Introduzam guitarras, harpas judias, tambores, ruídos e risadas nas igrejas. Isso afastará a gente da oração pessoal. Introduzam ao redor do altar danças litúrgicas com vestidos excitantes, teatros e concertos.

IX.    Introduzam cantos novos somente para convencer a gente que os rituais anteriores de algum modo eram falsos e que falem somente de amor para os homens. A juventude será entusiasmada ao sentir falar de amor para o próximo. Anunciem o amor, a tolerância e a unidade. Não mencionem a Jesus, proíbam cada anúncio da Eucaristia.

 

 

 

 

 Mulheres leitoras

A grande luta do demónio contra o ministério sacerdotal, é o de conseguir que as mulheres sejam sacerdotes.

O introduzir mulheres nas funções de leitoras, não é mais do que uma das etapas nesta luta inglória de meter as mulheres a desempenharem funções que foram, desde sempre, masculinas.

Esta tentativa de promoção das mulheres a sacerdotes também faz parte da corrente do Feminismo, e do Movimento de Libertação da Mulher.

Verifica-se, infelizmente, que muitas vezes as mulheres escolhidas para a Leitura, não o fazem com um modo de vestir adequado e exigido para entrar numa Igreja, quanto mais o exigido para a subida ao Altar.

Antes do Concílio Vaticano II, só exclusivamente homens subiam ao Altar. As mulheres, por muito bem que pudessem desempenhar as mesmas funções, não estavam autorizadas a o fazer, e nem sequer passava pela cabeça que o viessem a fazer. Mas as modernices da democracia (leia-se demoniocracia), veio trazer toda esta vaga de rebelião e desrespeito que tanto agrada a satanás.

O colocar mulheres a fazer Leituras durante a Missa, é também uma violação clara ao Código de Direito Canónico, o que, por si só, é já uma vitória do Inferno, e só se verificou também a partir do Concílio Vaticano II.

Código de Direito Canónico

Cân. 230 - § 1. Os leigos varões que tiverem a idade e as qualidades estabelecidas por decreto da Conferência dos Bispos, podem ser assumidos estavelmente, mediante o rito litúrgico prescrito, para os ministérios de leitor e de acólito;

 

O meter mulheres como leitoras, é uma tentativa por parte dos sacerdotes de chamarem ao serviço da paróquia mais gente, independentemente do sexo, e por isso fecham os olhos ao determinado no Código, mas não deixa por isso de ser uma infracção de que, um dia, terão de prestar contas a Deus.

O Plano Mestre para destruir a Igreja também encoraja as mulheres a serem leitoras.

Master Plan para destruir a Igreja

V.      Dêem coragem às mulheres a não cobrir a cabeça com o véu quando estão na igreja. Encorajem as mulheres a serem leitoras e sacerdotisas. Apresentem a coisa como se fosse uma ideia democrática. Fundem movimentos de libertação da mulher. Quem entra na igreja tem que vestir vestidos descuidados para sentir-se nela como em sua casa. Isso debilitará a importância da Santa Missa.

 

 

 

 Incluir raparigas e crianças na liturgia

A inclusão de raparigas e crianças na Liturgia e subida ao Altar, só se verificou com as libertinagens pós Concílio Vaticano II e vem na linha da promoção das mulheres na Liturgia e de desrespeito da Tradição e do prescrito no Código de Direito Canónico. É também uma forma de distrair as pessoas do conteúdo da Leitura do Texto Sagrado, pois muitas vezes é mal lido e com entoações que não correspondem ao exigido pela importância do acto em si.

O colocar raparigas e crianças a fazer Leituras, bem como acolitar na Santa Missa, é também uma violação clara ao Código de Direito Canónico, o que, por si só, é já uma vitória do Inferno, e só se verificou também a partir do Concílio Vaticano II.

Código de Direito Canónico

Cân. 230 - § 1. Os leigos varões que tiverem a idade e as qualidades estabelecidas por decreto da Conferência dos Bispos, podem ser assumidos estavelmente, mediante o rito litúrgico prescrito, para os ministérios de leitor e de acólito;

 

O meter raparigas e crianças como leitoras, é uma tentativa por parte dos sacerdotes de chamarem ao serviço da paróquia mais gente, e começarem a incentivar as crianças, desde cedo, a fazê-lo, e por isso fecham os olhos ao determinado no Código, mas não deixa por isso de ser uma infracção de que, um dia, terão de prestar contas a Deus.

O Plano Mestre para destruir a Igreja quando encoraja as mulheres a serem leitoras, abre a porta também às raparigas e crianças.

Master Plan para destruir a Igreja

V.      Dêem coragem às mulheres a não cobrir a cabeça com o véu quando estão na igreja. Encorajem as mulheres a serem leitoras e sacerdotisas. Apresentem a coisa como se fosse uma ideia democrática. Fundem movimentos de libertação da mulher. Quem entra na igreja tem que vestir vestidos descuidados para sentir-se nela como em sua casa. Isso debilitará a importância da Santa Missa

 

 

 Não haver um Crucifixo em cima do Altar

Não haver um Crucifixo em cima e ao centro do altar, voltado para o Sacerdote. Isto foi decretado pelo Papa Bento XVI em Janeiro de 2011. Ler Documento do Vaticano sobre o Crucifixo no Altar.

 

 Haver flores em cima do Altar

- Haver flores em cima do Altar. Estão desaconselhadas pela Instrução geral do Missal Romano - 305. Ler Documento do Vaticano sobre flores no Altar

 

 Homilias muito longas

- Homilias muito longas e que não abordam o Evangelho do dia. Foi aconselhado pelo Arcebispo Malcom Ranjith Patabendige da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos que não deve ultrapassar 10 minutos e que deve incidir sobre o Evangelho.

 

 Fórmulas erradas

- Usar a fórmula “O Senhor esteja connosco” em vez da correcta: “O Senhor esteja convosco”. Infelizmente este erro litúrgico é comum, pois há sacerdotes pouco instruídos no Rigor Litúrgico que gostam de “fazer média com o pessoal da assembleia”, e acabam por deturpar os princípios básicos em que se funda a Liturgia Sagrada. Quando o Sacerdote está no Altar, fala na qualidade de ministro de Jesus Cristo, e por isso, no Missal Romano está a fórmula correcta a usar pelo Sacerdote: “O Senhor esteja convosco”.

Toda a mudança do Texto da Liturgia, consignada no Missal Romano, é uma deturpação com um grau de gravidade igual para todas as invenções introduzidas por ignorância e orgulho de alguns maus sacerdotes.

 

 Não proceder ao Lavabo antes da Consagração

O Lavabo existe não só por uma questão de higiene mas também de respeito para com o Corpo Sagrado de Jesus Cristo, e por isso exige a purificação do Celebrante.

 

 Outras irregularidades por parte dos leigos e acólitos

- Na distribuição da Sagrada Comunhão não ser usada uma bandeja para evitar que Partículas Consagradas caiam no chão.

- Não permitir que os leigos Comunguem de joelhos ou na boca. Se bem que a comunhão deva ser tomada sempre na boca e de preferência de Joelhos, está estipulado que o sacerdote está obrigado a dar a Comunhão da forma que for requisitada pelo comungante.

- O acesso ao Altar durante a Liturgia Eucarística está vedado a mulheres e jovens do sexo feminino. Está definido no Código do Direito Canónico. (CDC Cân. 230 - §1)

- Estarem desatentos e sempre a se mexerem provoca distracção nos participantes da Santa Missa.

- Não cumprirem as normas estabelecidas no Missal, no que diz respeito a tomar a atitude respectiva a cada uma das partes da Celebração Eucarística, de pé, de joelhos ou sentada.

- Seguir as normas rigorosamente quanto à Comunhão. Se porventura não comungarem na boca, nunca se afastar com a Hóstia na mão. Se receberem na mão por algum motivo de força maior, fazê-lo como está prescrito - receber na mão esquerda a Hóstia e com dois dedos da mão direita levá-la à boca, tomando todo o cuidado para que não se soltem partículas.

- Levar e permitir que crianças de pouca idade façam barulho e interfiram com a Celebração, provocando a desatenção das pessoas.

 

 

 

 

Erros introduzidos na Oração

 

Genericamente foram introduzidas algumas anomalias na forma de tratar as Pessoas da Santíssima Trindade e a Virgem Maria, e por isso faço as seguintes advertências.

A forma correcta de tratar Deus e a Virgem Maria

Na Eucaristia encontramos todas as formas de Oração integradas num só acto, conseguindo de uma maneira inexcedível a União com Deus, pois Ele desce a nós, alimenta-nos, eleva-nos e une-nos com o Pai através do Amor do Espírito Santo.

Nesta união com Deus, quando vocalizada, temos de ter em atenção que nos dirigimos a Deus, quer directamente com o Pai, ou através do Espírito Santo, ou através de Jesus Cristo Nosso Senhor, ou através da Virgem Maria nossa Mãe Espiritual, ou por intercessão dos Anjos e Santos.

Deus Pai estabeleceu Jesus Cristo o único Mediador entre Ele e os homens. Assim, para melhor chegar a Deus Pai, o melhor canal será sempre através de Jesus, Seu Filho, o Verbo de Deus Encarnado.

Acontece que Jesus Cristo instituiu sua Mãe como Medianeira entre os homens e Ele, dando-no-lA, aos pés da Cruz, como nossa Mãe Espiritual. Assim sendo, a melhor forma de chegar a Jesus Cristo, será através da Sua Mãe Santíssima - A Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe nossa.

Sendo Jesus Cristo, Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem, merece de nós o mesmo respeito devido à Santíssima Trindade. À Santíssima Trindade devemos Adoração, a latria.

Sendo a Virgem Maria, a Mãe do Deus humanado, criada Imaculada sem mancha do pecado original, ou venial durante toda a Sua vida, a mais Pura criatura humana de Deus, a mais Humilde, Santa, Virtuosa e Gloriosa de toda a Criação, a Rainha do Universo, superior em Graça a todas as criaturas Angélicas juntas, merece de nós o altíssimo respeito, imediatamente inferior ao devido à Santíssima Trindade. À Virgem Maria não devemos Adoração, mas sim a hiperdulia, ou seja, uma forma superior de culto e louvor, superiores aos que prestamos aos Anjos e Santos do Céu, a dulia.

 

 

A linguagem usada, pois, para com Jesus e com a Virgem Maria deve ser altíssima e a mais sublime, e mesmo assim será sempre inadequada à nossa pobre condição de criaturas humanas, que se dirigem a Deus e à Sua Mãe Santíssima.

Daqui decorre, nas Orações Oficiais da Igreja, sempre usarmos a forma gramatical erudita de expressão, quando falamos com Deus e com Sua Mãe Santíssima:

Pai Nosso que estais nos Céus. …  Perdoai-nos. … Livrai-nos.

O Senhor é convosco. … Bendita sois Vós. … Rogai por nós. …

E por isso, sempre devemos usar semelhante linguagem quando nos referimos a Deus e à Virgem Maria.

- A Vós Senhor Jesus Cristo, vos pedimos que nos salveis.  

Nada de usarmos

  A ti     Senhor Jesus Cristo,  te pedimos que nos    salves.

- Virgem Maria rogai por nós. … A Vós Virgem Maria pedimos a Vossa protecção e que rogueis por nós.

Nada de usarmos

  Virgem Maria roga por nós. …  A ti     Virgem Maria pedimos a  tua protecção e que      rogues por nós.

Nada de tratar nenhuma das Pessoas da Santíssima Trindade e a Virgem Maria, por tu. O tratar por tu é uma forma de tratamento, na língua portuguesa, usada para com os nossos iguais, quer de estatuto quer de idade ou a um nível de confiança comummente acordado.

Tratar qualquer das Pessoas da Santíssima Trindade e a Virgem Maria, por tu é uma forma de brutalidade e falta de educação imperdoáveis, e que só reflecte a falta de cultura religiosa e a falta de educação e de chá recebidos por parte dos pais. Só gente bronca e mal educada é que se dirige a Deus e à Virgem Maria, com o tu para cá e do tu para lá. É forma buçal de linguagem e em última instância uma forma de blasfémia, que causa horror aos Anjos e aos Verdadeiros Filhos de Deus, mas que muito agrada aos filhos do demónio.

 

Nunca tratar a Virgem Maria só por “Maria”

A acrescentar a esta regra de linguagem erudita, o nome de “Maria” nunca deve ser referido isoladamente sem um dos seus muitos títulos, isto é, Virgem Maria, Santa Maria, Nossa Senhora, etc..

 

 

Esta banalização do “Maria” só agrada e enche de júbilo todo o Inferno, onde até os demónios se comprazem e bailam de alegria, com tal obscenidade.

Infelizmente é muito frequente ouvir, mesmo sacerdotes, se referirem à Virgem Maria, só por Maria para aqui, Maria para acolá. Que tristeza…! Se nós nos podemos ofender por ouvir um fulano qualquer se referir à nossa mãe terrena só pelo seu nome, isto é, sem primeiro usar Dona Maria, ou Senhora Dona Maria, quanto mais ofensivo não será usar só Maria para com a Mãe de Deus!

O que esses fulanos fazem, numa tentativa falhada de mostrarem a sua confiança e proximidade para com a Virgem Maria, é de, abusivamente, usarem um trato confiúdo, tentando nivelá-la, trazendo-A para o baixo nível em que vegetam, em vez de se lhe dirigirem, humildemente, com amor e respeito, de baixo para cima, isto é, da sua baixa condição humana para o do altíssimo nível de Mãe de Deus.

Esta forma grosseira de tratar a Mãe de Deus, só por Maria, também reflecte o baixo nível cultural, a falta de berço, falta de educação, a falta de respeito e amor que dominam o ensino em muitos seminários de hoje em dia.

Se tratamos os santos, sempre usando o título de São, Santo ou Santa, então não é natural que se use também um título para a Rainha do Universo? Se para com os santos que merecem a dulia, e para com a Virgem Maria, a hiperdulia, não será de esperar que o seu nome seja sempre usado em conjunção com um dos seus inúmeros títulos honoríficos?

Bem vistas as coisas, cada vez que louvamos e exaltamos a Virgem Maria, obtemos Graças imensas e elevamo-nos a nós próprios e a humanidade inteira, através da Comunhão dos Santos. Cada vez que A banalizamos e rebaixamos com o simples Maria, rebaixamo-nos e aproximamos a humanidade inteira do nível infernal, onde se regozijam os demónios com semelhante trato.

Se apurarmos a nossa atenção sobre as pessoas que tratam a Santíssima Virgem simplesmente por Maria, facilmente detectaremos que são burgessos com falta de berço e de chá, e que só por conveniência falam da Virgem Maria, mas que na realidade não lhe têm nenhum respeito e muito menos qualquer verdadeira Devoção, como ensinou São Luís de Monfort - são os falsos devotos de Nossa Senhora (Pág. 76 do Tratado).

As valiosas lições sobre a forma de tratar a Virgem Maria, encontramo-las no elevadíssimo respeito com que se Lhe dirigem São Luís de Monfort no Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, e a respeitosa forma como sempre se Lhe refere Sor Maria de Jesus de Agreda, na obra Mística Cidade de Deus.

Qualquer leigo, e com muito mais razão, qualquer sacerdote, devem sempre seguir estas regras de ouro:

só “Maria, NUNCA! A insistência no só “Maria, só evidencia a falta de educação e o baixo trato social que lhes serviu de berço!

Nossa Senhora deve ser tratada habitualmente por Virgem Maria, ou Santíssima Virgem Maria, ou Santíssima Virgem, ou Maria Santíssima, SEMPRE!

Também se pode usar, conforme as circunstâncias, qualquer das evocações da Ladainha de Nossa Senhora.

A propósito das Aparições a Ida Peerdeman, a Senhora de Todos os Povos, em 2 de Julho de 2005, a Congregação para a Doutrina da Fé pede "que as palavras «que antes foi Maria» sejam deixados de fora da oração da Senhora de todos os Povos, em consideração daqueles que não entendam essa frase.

O final da oração deve agora dizer: «Que a Senhora de Todas os Povos, a Santíssima Virgem Maria, seja a nossa Advogada. Amen.» (Carta de Dezembro de 2006)

Desta forma o Vaticano deu o seu Placet à Devoção da Senhora de Todos os Povos, e definiu a forma oficial de tratar Nossa Senhora - Santíssima Virgem Maria.

Esta decisão foi tomada com o Placet do então Papa Bento XVI, e vem no seguimento da expressão da vontade de Nossa Senhora, quando referiu que desejava deixar de ser tratada, como o fora em tempos idos, só por Maria.

Quando uma pessoa rebaixa e maltrata a Mãe de Deus, tratando-A só por Maria, desce ao nível das vacas de Bazã (Amós 4,1) e do porco que chafurda na lama (IIPedro 2,22), mas quando uma alma louva a Mãe de Deus, tratando-A condignamente com um dos Seus muitos títulos, eleva-se ao nível dos Anjos do Céu.

Louvado e adorado seja nosso Senhor Jesus Cristo!

Para sempre seja louvado, com Sua Mãe Maria Santíssima!

 

Como tratar Jesus

Com Jesus, é habitual, sempre que pronunciamos o seu nome, na ausência de um dos Seus Títulos, fazermos uma ligeira vénia com a cabeça. E é pouco, pois está escrito na epístola de São Paulo aos Filipenses:

Fil 2,10 

10 Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra.

 

Papa fazendo uma vénia ao nome de Jesus

 

 

Os Erros na Oração são muitos, mas só vou citar os dois mais importantes.

 

  O erro de que o Pai Nosso já não tem o Amen no final

O Pai Nosso é a Oração por excelência, a Oração Dominical, já que foi o próprio Jesus que no-la ensinou para nos dirigirmos a Deus Pai.

Esta Oração chega-nos através de 2 Evangelistas, com versões ligeiramente diferentes na sua extensão. A de São Lucas é mais breve. A de São Mateus foi a adoptada pela Tradição da Igreja:

 Versão Litúrgica do Pai Nosso

Pai Nosso, que estais nos Céus,

santificado seja o Vosso Nome,

venha a nós o Vosso Reino,

seja feita a Vossa Vontade, assim na Terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje,

perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos

a quem nos tem ofendido,

e não nos deixeis cair em tentação,

mas livrai-nos do mal.

Amen.

Deus - Pai, Filho e Espírito Santo

 

 

As duas versões dos Evangelhos

 

Mateus 6, 9-13   (7 petições)

Lucas 11, 2-4   (5 petições)

Pai Nosso, que estais nos Céus,

Pai,

santificado seja o vosso nome,

santificado seja o vosso nome,

venha a nós o vosso Reino,

venha o vosso Reino,

seja feita a vossa Vontade, assim na Terra como no Céu.

 

O pão nosso de cada dia nos dai hoje,

dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento,

perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos

perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos

a quem nos tem ofendido,

àqueles que nos ofenderam,

e não nos deixeis cair em tentação,

e não nos deixeis cair em tentação.

mas livrai-nos do mal.

 

  

Tal a importância do Pai Nosso, que é com esta Oração que termina o Catecismo da Igreja Católica, explicando cada uma das palavras nele contida.

Pode ler no CIC 2759-2865, ou no endereço seguinte:

http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p4s2_2759-2865_po.html

Esta Oração termina com “Amen”, palavra acrescentada ao texto evangélico, tal como determinado no Catecismo da Igreja Católica no seu número 2856.

CIC - Catecismo da Igreja Católica

 2856. «Depois, acabada a oração, dizes: Amen, corroborando com esta palavra, que significa «Assim seja», o conteúdo desta oração que Deus nos ensinou».

Só o Pai Nosso rezado durante a celebração na Santa Missa, não leva o Amen no fim, pois a oração continua.

 Como não rezar o Pai Nosso

O Pai Nosso e a Avé Maria são as duas orações mais rezadas pela comunidade Católica, por isso a sua oração reveste-se de uma importância especial.

Bastaria a recomendação que fiz acima, quanto à necessidade de rezar com humildade e rigor todas as orações tal como definidas liturgicamente, mas há muita gente, mesmo sacerdotes, que reza mal estas duas orações, quase que inconscientemente. Mas, infelizmente, fazem-no, porque as papagueiam, e não as rezam com o coração… Com esse acto, para além de comprovarem que não rezam pensando em cada palavra que proferem, muitas das vezes são autênticos atestados de ignorância que reproduzem dia após dia.

Vou apontar os erros mais comuns na oração do Pai Nosso, sem referir sequer o tratar Deus Pai por tu:

Pai Nosso, que estais no céu,                     em vez de estais nos Céus

santificado seja o vosso nome,

venha a nós o vosso Reino,

seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia nos dais hoje,                           em vez de dai

perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoámos                   em vez de perdoamos     

a quem nos tem ofendido,

e não nos deixeis cair na tentação,                          em vez de em

mas livrai-nos do mal.

-.           (o mais grave é o de não dizer o Amen, pois infringe o nº 2856 do Catecismo)

O ERRO maior e mais divulgado, mesmo no meio sacerdotal, é o de não se dizer o Amen no fim do Pai Nosso. Não só é uma perda enorme de força na oração do Pai Nosso, como é também uma demonstração flagrante de ignorância!

Infelizmente este Erro é o pão nosso de cada dia na recitação do Terço na Capelinha das Aparições do Santuário de Fátima! E até sacerdotes cometem este Erro grosseiro. E não há responsáveis que os corrijam…

 

 O Pai Nosso em Latim - PATER NOSTER

 

Pater noster qui es in caelis,

sanctificétur nomen tuum,

adveéniat regnum tuum,

fiat volúntas tua,

sicut in caelo, et in terra.

Panem nostrum cotidiánum da nobis hódié,

et dimítte nobis débita nostra,

sicut et nos dimíttimus debitóribus nostris,

et ne nos indúcas in tentatiónem,

sed líbera nos a malo.

Amen.

 

 

  Erros comuns na oração da Avé Maria

A Avé Maria é a Oração mais rezada dentro da Igreja Católica, pois é o fulcro do Rosário.

Esta belíssima oração de louvor à Virgem Maria e a Jesus, consta essencialmente de 2 partes:

1ª parte - As palavras do Arcanjo São Gabriel na Anunciação e as de Santa Isabel na Visitação,

        Lucas 1,28   (Anunciação)

        28 Entrando, o anjo disse-lhe: Avé, cheia de graça, o Senhor é contigo.

        Lucas 1,42   (Visitação)

        42 E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.

2ª parte - Pedido de intercessão da Virgem Maria em nosso favor.

 Versão Litúrgica da Avé Maria

Avé Maria, Cheia de Graça,

o Senhor é conVosco.

Bendita sois Vós entre as mulheres

e Bendito é o fruto do Vosso Ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus,

rogai por nós pecadores,

agora e na hora da nossa morte.

Amen.

 

 Como não rezar a Avé Maria

A Avé Maria é de longe a oração mais rezada pela comunidade Católica, por isso a sua oração reveste-se de uma importância especial. Bastaria a recomendação que fiz acima, quanto à necessidade de rezar com humildade e rigor todas as orações tal como definidas liturgicamente, mas há muita gente, mesmo sacerdotes, que reza mal esta oração, quase que inconscientemente. Mas, infelizmente, fazem-no, porque a papagueiam, e não a rezam com o coração… Com esse acto, para além de comprovarem que não rezam pensando em cada palavra que proferem, muitas das vezes são autênticos atestados de ignorância que reproduzem dia após dia.

Vou apontar os erros mais comuns na oração da Avé Maria, por ser rezada às pressas e, por isso, com distorções fonéticas muito feias.

Avé Maria, Cheia de Graça,

o Senhor é convosco.

Bendita sois vós entrias mulheres

e Benditió fruto do Vosso Ventre, Jesus.         ou        e Benditó fruto ( - ) Vosso Ventre Jesus.  (sem “do”)

Santa Maria, Mãe de Deus,

rogai por nós pecadores,

agora e nora da nossa morte.

Amen.

Esta oração é de tal maneira bela e poderosa, que deve ser ensinada e todos e rezada muito cuidadosamente, e com todo o rigor litúrgico, gramatical e fonético. Se for rezada com o coração, desaparecem os erros, pois os erros apontados só decorrem de ser rezada às pressas e papagueada, sem se ligar ao seu conteúdo. Assim sendo, fica o diabo a bater palmas, e quem a reza, sem fruto algum!

 Avé Maria em Latim - Ave Maria

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum.

Benedicta tu in mulieribus et benedictus fructus ventris tui Jesu.

Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus,

nunc et in hora mortis nostrae.

Amen.

 

  O erro da substituição do Amen pelo Amém

  A palavra “Amen” usada no fim de todas as orações, é uma palavra de etimologia Aramaica, usada pelos Hebreus no tempo de Jesus e que já provinha dos seus antepassados.

AMEN, é a própria palavra pronunciada na sua língua natal, pela Virgem Maria aquando da Anunciação pelo Arcanjo São Gabriel. Quando a Virgem Maria proferiu o seu sim à Vontade de Deus, pronunciou aquela altíssima palavra, a maior de todas, a que determinou o futuro da humanidade - AMEN.

É este Amen da Virgem Maria, que nós repetimos de igual forma em todos os idiomas, e que perdurou através dos séculos, que nos tem mantido unidos através dos tempos, e fortalece a nossa adesão a Deus, sempre que o repetimos!

Em Grego, em Latim, em Italiano, em Português, em Espanhol, em Inglês, em Francês, e só para citar os principais idiomas, o AMEN é uma palavra em comum e sinal de união dentro do Povo de Deus.

O significado de Amen é uma afirmação poderosa, que significa: Assim é! Não é sinónimo de Assim seja, mas sim, É, de facto. Não expressa um desejo, mas sim uma certeza presente.

Sobre a palavra Amen, ler no site do Vaticano o Catecismo da Igreja Católica os nºs 1061 a 1065.

«AMEN»

1061. O Credo, tal como o último livro da Sagrada Escritura (655) termina com a palavra hebraica Amen, palavra que se encontra com frequência no final das orações do Novo Testamento. Do mesmo modo, a Igreja termina com um «Amen» as suas orações.

1062. Em hebraico, Amen está ligado à mesma raiz que a palavra «crer», raiz que exprime solidez, confiança, fidelidade. Assim se compreende porque é que o «Amen» se pode dizer tanto da fidelidade de Deus para connosco como da nossa confiança n'Ele.

1063. No profeta Isaías encontramos a expressão «Deus de verdade», literalmente «Deus do Amen», quer dizer, o Deus fiel às suas promessas: «Todo aquele que desejar ser abençoado sobre a terra deve desejar sê-lo pelo Deus fiel (do Amen)» (Is 65, 16). Nosso Senhor emprega frequentemente a palavra «Amen» (656), por vezes sob forma redobrada» (657), para sublinhar a confiança que deve inspirar a sua doutrina, a sua autoridade fundada na verdade de Deus.

1064. O «Amen» final do Credo retoma e confirma, portanto, a palavra com que começa: «Creio». Crer é dizer «Amen» às palavras, às promessas, aos mandamentos de Deus; é fiar-se totalmente n'Aquele que é o «Amen» de infinito amor e perfeita fidelidade. A vida cristã de cada dia será, então, o «Amen» ao «Creio» da profissão de fé do nosso Baptismo:

«Que o teu Símbolo seja para ti como um espelho. Revê-te nele, para ver se crês tudo quanto dizes crer. E alegra-te todos os dias na tua fé» (658).

1065. O próprio Jesus Cristo é o «Amen» (Ap 3, 14). É o Amen definitivo do amor do Pai para connosco: assume e leva a bom termo o nosso «Amen» ao Pai: «É que todas as promessas de Deus encontram n'Ele um «sim»! Desse modo, por seu intermédio, nós dizemos «Amen» a Deus, a fim de lhe darmos glória» (2 Cor 1, 20):

«Por Cristo, com Cristo, em Cristo, 
a Vós, Deus Pai todo-poderoso, 
na unidade do Espírito Santo, 
toda a honra e toda a glória 
agora e para sempre. 
AMEN» (659).

Esta unidade dentro do Povo de Deus, não agrada nada ao inimigo da Igreja, satanás, e por isso, sempre tem tentado, por todos os meios e com todas as sua forças, alterar aquele Palavra. Infelizmente, tenho de confessar, que o conseguiu em largas porções do povo brasileiro, adulterar a palavra Amen, e substituí-la por Amém. É subtil a diferença, mas a vitória foi conseguida com eficácia, pelos inimigos infiltrados na Igreja Católica, disfarçados de linguistas. Graças a Deus largos sectores de Católicos brasileiros, não optaram por essa adulteração e ainda se mantém fiéis à Tradição da Igreja com o seu Amen.

O aceitar o Amém é o aceitar a retirada da mais importante palavra das Orações Católicas e passar a usar um substituto fraudulento inventado pelo inimigo.

É aceitar a divisão do povo orante e não comungar com a Igreja universal. Será que todos os países acima citados estão errados e o Brasil é o único que está certo? Ou será mais uma palhaçada carnavalesca levada a cabo por quem tanto gosta de dividir para reinar?

Entender que Amen não é a mesma coisa que o Amém introduzido por satanás na linguística moderna brasileira, é importante, eleva o nosso espírito para Deus, fortalece a Igreja e alcança mais eficácia à nossa Oração, porque é feita dentro dos Cânones da Religião Católica, com humildade e fidelidade à Liturgia Tradicional da Igreja! É uma adesão ao Amen da Virgem Maria em União com a Igreja Católica, e daí resulta a sua força!

Para melhor entender a gravidade e a importância deste absurdo Amém na língua brasileira, é bom recuar um pouco no tempo, e ver que esta alteração é recente e corresponde a um laborioso trabalho de sapa levado a cabo pela maçonaria laica, mas muito em especial a maçonaria eclesiástica.

Em 1698

No Catecismo da Doutrina Christãa na Língua Brasílica, composto pelo Padre Luis Vicencio Mamiani, 1698, encontram-se 5 vezes a palavra Amen. Ainda não existia a palavra Amém.

Podemos confirmar, fazendo uma busca da palavra Amen neste Catecismo com o seguinte texto:

https://books.google.pt/books?id=ibweMbVspSgC&pg=PA2&dq=Amen%2BBrasil&hl=pt-PT&sa=X&redir_esc=y#v=onepage&q=Amen%2BBrasil&f=false

 

Em 1823

No Diccionario da lingua portugueza, recopilado de todos os impressos até a presente, Volume 1, António de Morais Silva, na typ. de M. P. de Lacerda, 1823, pág. 126. Aqui aparece definida a palavra Amen com etimologia Hebraica. Ainda não existia a palavra Amém.

https://books.google.pt/books?hl=pt-PT&id=kX8_AQAAIAAJ&dq=Amen%2BBrasil&q=amen#v=snippet&q=amen&f=false  

 

Em 1867

A Bíblia traduzida pelo Pe. Antonio Pereira de Figueiredo, baseou-se na Vulgata latina, e foi considerada da mais alta qualidade literária.

Foi publicada em vários volumes, de 1778 a 1790, e no Brasil, em 1864, foi publicada a primeira edição em volume único.

Na Edição de 1867, encontram-se dezenas de passagens em que figura a palavra Amen.

Podemos confirmar, fazendo uma busca da palavra Amen nesta Bíblia com o seguinte texto:

https://books.google.com.br/books?id=YkFbAAAAQAAJ&pg=RA1-PA239&hl=pt-BR&source=gbs_toc_r&cad=3#v=onepage&q=Amen&f=false

 

Em 1910

 No Diccionário Prático Encyclopédico Luso Brasileiro de Jayme de Séguier, Publicado em Lisboa, em 1910, Pág. 50

Aparece só a definição para Amen. Não aparece ainda a palavra Amém, porque ainda não existia.

 

Em 1944

No Dicionário Prático Illustrado Luso Brasileiro de Jayme de Séguier, Publicado no Rio de Janeiro, em 1944?, Pág. 50

Aparece só a definição para Amen. Não aparece ainda a palavra Amém, porque ainda não existia.

 

Em 1957

Na Revista do Arquivo Municipal, Volume 24, Edição 160 - Volume 27,Edição 162 - Departamento de Cultura em 1957, Encontra-se 23 vezes a palavra Amen.

Podemos confirmar, fazendo uma busca da palavra Amen nesta revista com o seguinte texto:

https://books.google.pt/books?hl=pt-PT&id=7PxmAAAAMAAJ&dq=manuel%2Bmatos%2Bsoares%2Bb%C3%ADblia%2B1943&focus=searchwithinvolume&q=amen

 

Em 1983

Em O movimento litúrgico no Brasil: Estudo histórico, por José Ariovaldo da Silva, em 1983, encontram-se 5 passagens em que figura a palavra Amen

Podemos confirmar, fazendo uma busca da palavra Amen neste Estudo com o seguinte texto:

https://books.google.pt/books?id=aaxaAAAAMAAJ&q=Amen%2BBrasil&dq=Amen%2BBrasil&hl=pt-PT&sa=X&redir_esc=y

 

Em 2002

A deturpação já está consumada no Dicionário enciclopédico de teologia, de Arnaldo Schüler, Editora da ULBRA, em 2002

Podemos confirmar, fazendo uma busca da palavra Amen neste Dicionário com o seguinte texto:

https://books.google.pt/books?id=9MIZEhXWJngC&pg=PA39&dq=Amen%2BAm%C3%A9m%2Bbrasil&hl=pt-PT&sa=X&ved=0ahUKEwjaz-_putfKAhVL7hoKHchJAh4Q6AEIQjAE#v=onepage&q=Amen%2BAm%C3%A9m%2Bbrasil&f=false

Aqui já só aparece o Amém e a sua etimologia hebraica de Amen... e até sita o Apocalipse 3,14 com o Amém, que erradamente já foi introduzido em todas as traduções Brasileiras.

É pois bem recente a adulteração e a introdução do Amém no Brasil, algures entre 1983 e 2002, mais ou menos concomitante com a grande expansão e divulgação do Carnaval Carioca, e depois de Nossa Senhora ter avisado o Brasil de que seria atacado pelo comunismo ateu, nas únicas Aparições de Nossa Senhora no Brasil, em 1936, à irmã Adélia, na Guarda, Pesqueira, Pernambuco.

Infelizmente o povo ignorante seguiu, como cabritos a caminho do matadouro, o Amém introduzido sub-repticiamente pela maçonaria. Infelizmente a CEB e a CN foram levadas neste turbilhão maçónico…

O que está em causa, não é uma questão linguística ou ortográfica, é uma questão religiosa e doutrinária. Aderir ao Amém é explicitamente dizer que a questão ortográfica é mais importante que a questão religiosa e do que a união litúrgica e doutrinal à Igreja Católica. Aderir ao Amém é dizer que se lixe a Religião e a Igreja Católica e viva o Acordo Ortográfico.

Se o meu nome é João Bianchi, não vou mudá-lo para John Withes se for viver para os USA. Por isso, também, o Amen deve ser mantido, como tem sido em todos os países do mundo, inclusive em Portugal, mesmo apesar do triste Acordo Ortográfico lavrado por iniciativa de linguistas maçons.

Não é por acaso que o único país do mundo que diz Amém, é também aquele que tem mais macumbeiras e macumbeiros, pais e mães de santo, espíritas, seitas protestantes, seitas diabólicas e demais aldrabices infernais, violência, prostituição, corrupção, carnavais obscenos e falsas aparições e falsos videntes. Em Portugal quase não existem estes desmandos, e os poucos que existem, foram trazidos recentemente do Brasil, juntamente com as telenovelas da Globo, as mais depravadas do mundo.

 

Não será certamente por acaso que Portugal se manteve fiel ao Amen, comungando com a Igreja Universal e os restantes países europeus fiéis à Igreja Apostólica Romana, depois de ter resistido heroicamente à maçonaria com a implantação da relespública em 1910. Logo a seguir, foi agraciado por Nossa Senhora e as Suas Aparições em Fátima, em 1917.

  

 

Quem souber ouvir que oiça. Quem quiser ser fiel à Igreja, que diga forte e em bom som o AMEN universal da Igreja Católica, Apostólica, Romana.

Quem quiser ajudar o Brasil, em espírito de unidade e de Paz, que volte ao tradicional AMEN, e milagres serão operados!

É imperativo e ponto de partida voltar ao AMEN tradicional, para pôr um fim ao domínio de Satanás sobre o Povo Brasileiro!

 

 

 CONCLUSÃO 

Mais vale tarde do que nunca e, por isso, é tempo de rejeitarmos as imagens feias, naïfs, distorcidas e mamarrachos que infestam as nossas Igrejas, e aceitarmos com Fé e docilidade as Verdades Reveladas nos Textos Sagrados.

É também tempo de rejeitarmos todos os Erros introduzidos na Doutrina, na Tradição e na Liturgia.

É também tempo de chamarmos a atenção a quem de direito, porque, infelizmente, há muitos que andam distraídos…



www.amen-etm.org/Erros.htm